Amor ilusórioQuando passavas na rua Ficava alguns segundos te admirando Desejando, querendo-te Até que sumias no meio da multidão Então despertava com os sons vindo da rua A noite vinha a lembrança da Tua presença Tentava adivinhar tua feições Imaginanava qual seu nome, onde moravas O que fazias, até adormecer suavemente No dia seguinte, no mesmo horário Lá me encontrava no mesmo lugar ...
Amor ilusórioQuando passavas na rua
Ficava alguns segundos te admirando
Desejando, querendo-te
Até que sumias no meio da multidão
Então despertava com os sons vindo da rua
A noite vinha a lembrança da Tua presença
Tentava adivinhar tua feições
Imaginanava qual seu nome, onde moravas
O que fazias, até adormecer suavemente
No dia seguinte, no mesmo horário
Lá me encontrava no mesmo lugar da véspera
Na esperança de encontrá-la
Vê-la por alguns segundos
Quando passavas meu coração palpitava
A transpiração se agitava
Minhas mãos transpiravam
Meus olhos piscavam ligeiros
Até que um dia procurei qualquer pretexto
Para falar-te, saber de você
Dizer da minha afeição e encanto por ti
Dos dias contados que a via passar
Mas decepção... naquele dia não estava sozinha
Um moço te acompanhava
Vi-os se beijando, sorrindo
Só então notei a aliança no teu dedo
Os versos que trazia no bolso mudei
Cravando-os numa placa:
Aqui diariamente passava uma borboleta
Que enfeitiçavam meus olhos com suas cores
Hoje passa uma lagarta carregada por um pardal
Questões insanasQueria gritar, queria sair as ruas
Numa fuga louca e desvairada
Sem nenhum lugar pra ir
Sem nenhum compromisso, nada
Contudo, o mundo o assombrava
A rua lhe era suspeita
Um mundo cruel, injusto e violento
De monstros imaginários
Seus limites, seu quarto
Sua esperança não existe
Ele e seu umbigo, se entendem
Seus companheiros, antidepressivos
Seus olhos acostumados a penumbra
De seu diminuto mundo cinza
Dias sombrios, prolongados
Por intensas angústias
Devrado vivo, cadáver insepulto
A vida não lhe sorri
Sem perspectiva, sem horizontes
Chora, calunga, vil sociedade
Depois do horizonteMorria a tarde lentamente
Sangrava o céu
Meus olhos se perdiam na distância
Nuvens anunciavam a chuva que tardava
Logo o sol se ausentaria da minha face
A noite me acolheria em teus braços
Despontava nos céus as primeiras estrelas
Norteava os meus passos
Que cansados, fazia um esforço supremo
Para ir ao teu encontro
Onde a bendita noite que me acolhia
Seria a testemunha do encontro tão esperado
Dos beijos tão desejados
Das caricias tão ousadas
E silenciosas juras de amor
Despontava a madrugada
biografia: Meu Deus! Um barco ao léu
Batendo contra tudo
E contra todos
Sou eu mesmo...
O homem a procura de si mesmo...
byzango@ig.com.br