ClausuraO poetaé o ser mais aprisionado que existe.Enclausurado em um corpo comum,debate-se cruelmente,tentando a liberdade,amarrado a uma vida normal,a um trabalho banal,a uma rotina mortal.Luta, debate-se e muitas vezes esmorecee aí, a poesia fenece.Do corpo à rotina, clausuras comuns,à nossas almas aflitas, prisão de alguns.O poeta versátilse aproveita ...
Clausura
O poeta
é o ser mais aprisionado que existe.
Enclausurado em um corpo comum,
debate-se cruelmente,
tentando a liberdade,
amarrado a uma vida normal,
a um trabalho banal,
a uma rotina mortal.
Luta, debate-se e muitas vezes esmorece
e aí, a poesia fenece.
Do corpo à rotina,
clausuras comuns,
à nossas almas aflitas,
prisão de alguns.
O poeta versátil
se aproveita desta clausura
para internamente imprimir
os versos em sua alma pura.
E é no brotar da emoção
que os versos se libertam desta prisão
e emolduram a vida
com o sentimento do poeta,
pobre profeta,
em sua clausura mortal.
Fátima Armesto
Cúmplice
Há que dádiva!
Dádiva, é ter um cúmplice assim tão discreto
Sabe de minhas vontades
Sabe de minhas intenções
Sabe de meus desejos mais secretos.
Nesta paixão voluptuosa
Meu cúmplice é peça fundamental
É guerreiro incansável
É meu confidente especial.
Neste caso de amor escancarado
Meu lápis é cúmplice total
Desta loucura
Que é a POESIA UNIVERSAL.
Fátima Armesto
Acompanhada de mim mesma
Vivo andando a esmo,
procurando paz e harmonia.
Acabo acompanhada de mim mesma
fugindo da monotonia.
A monotonia mata o viver
de quem busca esperança,
no brilho de cada alvorecer
ou no riso de uma criança.
Busco nos olhos do meu semelhante
carinho, amor e ternura.
Mas são poucos que tem no semblante
tal beleza, mostrando só amargura.
As pessoas estão muito fechadas,
que acabo me sentindo só
e assim vivo calada,
tentando desatar meus nós.
Fátima Armesto
biografia:
Professora há quinze anos, graduada em Pedagogia pela Universidade Católica de Pelotas. Pós-Graduada em Educação Brasileira pela Fundação Universidade de Rio Grande. Apaixonada pela literatura, Presidente do Centro de Escritores Lourencianos, fundado em 21 de outubro de 1996. Declamadora e divulgadora da arte literária do Rio Grande do Sul e Diretora Cultural da Associação dos Amigos do Bairro Navegantes - São Lourenço do Sul.
farmesto@terra.com.br
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