PERFUMEpor Nazarethe FonsecaTodos os direitos reservados a Autora® Seu perfume ficou na sala,Mas você partiu.Fico no trinco da porta.No telefone que usou distraidamente, Na caneta com a qual batucou impaciente.No sofá, nas almofadas,Onde cansado adormeceu, enquanto me esperava.Está sobre meu rosto, pois o acariciou longamente.Misturou-se ao meu, e da nossa química ficou mais doce. Espalhou-se ...
PERFUMEpor Nazarethe FonsecaTodos os direitos reservados a Autora® Seu perfume ficou na sala,
Mas você partiu.
Fico no trinco da porta.
No telefone que usou distraidamente,
Na caneta com a qual batucou impaciente.
No sofá, nas almofadas,
Onde cansado adormeceu, enquanto me esperava.
Está sobre meu rosto, pois o acariciou longamente.
Misturou-se ao meu, e da nossa química ficou mais doce.
Espalhou-se pelos lençóis da cama como se fosse chuva de verão.
No travesseiro onde dormiu por uma, duas horas.
Em meu corpo que tocou faminto, saudoso.
E enquanto banho, lamento perde-lo.
Ressinto-me deste desapego,
Enquanto a água cai rápida e mansa,
Eu penso, lembro debaixo do chuveiro,
Penso em nós dois.
No que fizemos,
No prazer que nos demos.
Tudo parece distante agora que se foi.
Que seu perfume abandonou meu corpo.
Quero que a água me lave, me renove.
Deixei-me ficar a sós,
Seu perfume me confunde,
Faz-me desejar você, que já se foi.
Seu toque.
Ainda sinto você.
Está bem aqui em meu peito,
Na marca do beijo invisível sobre o seio.
Em meus dedos que te tocaram.
Em minhas mãos que te afagaram.
O seu perfume se apagou.
E quando pequei o telefone e levei ao ouvi,
Senti seu cheiro no fone, beijei o aparelho.
E desistir da ligação, pois seu cheiro voltou...
E me deu a falsa ilusão de sua presença.
Vou dormir, é quase manhã.
O telefone toca.
È você.
E seu perfume.
INTEIROpor Nazarethe Fonseca
Todos os direitos reservados a Autora® Eu te desejo inteiro,
No menor gesto e ato.
Provar sua boca,
Tocar seu corpo,
Deixar o tempo mergulhar na eternidade.
Eu preciso, de seu toque para fazer o mundo real.
Eu te desejei por inteiro,
Cada gesto e ato,
O suspiro, o pensamento, o olhar distraído.
O seu sorriso meio bobo.
Quero tudo, mas só você basta.
Mergulhar em sua boca e fazer dela palavra.
Um beijo longo, lento, morno.
Pare de respirar, deixe-me roubar dois minutos de sua vida nesse beijo.
Feche os olhos e relaxe.
Sou a carícia mental, o silêncio pertinente, o sonho, o desejo.
Eu sou feita de carne e sangue.
E desejo você, amo você.
O tempo dirá a verdade.
Meu coração doe, mas eu já estou acostumada a sangrar por amor.
Mas só dessa vez eu quero que seja diferente.
Eu te desejo inteiro.
No menor gesto e ato...
Um beijo...O que não daria por um beijo seu.
Um beijo sem fim.
Ouvir sua respiração, apertar suas mãos.
Deixar que envolvesse meu corpo devagar como numa música do Depeche Mode.
Ouvir o tecido de sua camisa sussurrar, enquanto tudo some!
Beijar por horas intermináveis.
Desenhar você, enquanto dorme.
Vagar por sua nudez.
Fazer o calor consumir o frio vento que nos envolve e separa.
A distância não é nada quando tenho minha imaginação para te tocar.
Meus Pecadospor Nazarethe Fonseca
Todos os direitos reservados a Autora® Os meus pecados eu confesso em seu colo.
Deixo que você me sentencie dama de negro.
Sou noviço em seu amor e nada mais desejo que te idolatrar.
Deixa-me permanecer como a chama da vela dentro de seus olhos.
Quero ser a sua força, a sua fé.
O amor que sinto é como uma prece.
Ele vai unir os mundos e nos fazer realizar o impossível.
Os meus pecados são todos seus.
É parte da minha natureza, como da sua.
E a culpa me acomete cada vez que provo das suas delícias.
Mas os meus pecados me sufocam,
Fazem-me fustigar a carne com o suplício.
Todavia a dor só me faz desejá-la cada vez mais.
O sangue derramado de nada valeu, pois continuo a desejar.
Eu sou um pecador e estou queimando no inferno de seus beijos.
Lacera minha carne, queima meus olhos, mas deixa-me o consolo de tua boca.
E quando minha mão vaga sob a seda de suas veste sei que pecamos,
Que o único paraíso que vamos conhecer é o do prazer.
Deixa-me beijar teus pés bela dama e sinta o sabor de sua carne.
Os meus pecados...
A quem posso confessar senão a te.
Escuta minhas culpas, dá-me o castigo merecido.
Meus pecados a quem mais posso confessar senão a te.
Biografía:
Nazarethe Fonseca nasceu em São Luís, Maranhão, em 1973. Cresceu emmeio às constantes crises de asma, que a mantinham desperta boaparte da noite. Seu divertimento durante as longas horas que passavaconvalescendo eram os livros infantis, as revistas em quadrinhos e aTV, que de madrugada exibia filmes de terror, sendo os de vampiro,seus preferidos. Começou a escrever aos 15 anos, após um sonho, quese tornou seu primeiro livro, uma trama policial. Aborrecida,queimou-o abandonando o assunto até os 21 anos. Quando voltou aescrever foi movida novamente por mais um sonho, este mais reveladorque o primeiro. Ela despertou e em sua mente estava o livro que hojeconhecemos como ALMA E SANGUE, O DESPERTAR DO VAMPIRO. NazaretheFonseca escreve
poesias,contos e crônicas.Ela é autodidata.Leitora
ávida já perdeu a conta da quantidade de livros que já leu,tem
grande paixão por Charles Baudelarie e William
Shakespeare e escreve todos os dias.
E-mail:
nazarethefonseca@oi.com.br
NAZARETH FONSECA:
Nazarethe Fonseca nasceu em São Luís, Maranhão, em 1973. Cresceu em
meio às constantes crises de asma, que a mantinham desperta boa
parte da noite. Seu divertimento durante as longas horas que passava
convalescendo eram os livros infantis, as revistas em quadrinhos e a
TV, que de madrugada exibia filmes de terror, sendo os de vampiro,
seus preferidos. Começou a escrever aos 15 anos, após um sonho, que
se tornou seu primeiro livro, uma trama policial. Aborrecida,
queimou-o abandonando o assunto até os 21 anos. Quando voltou a
escrever foi movida novamente por mais um sonho, este mais revelador
que o primeiro. Ela despertou e em sua mente estava o livro que hoje
conhecemos como ALMA E SANGUE, O DESPERTAR DO VAMPIRO. Nazarethe
Fonseca escreve
poesias,contos e crônicas.Ela é autodidata.Leitora
ávida já perdeu a conta da quantidade de livros que já leu,tem
grande paixão por Charles Baudelarie e William
Shakespeare e escreve todos os dias.
E-mail:
nazarethefonseca@oi.com.br