Acorda, poeta!OlgaMatosnov/2001Preguiçoso e sonolento , selenciosamentevai o luar a derramar-se sobre as árvoresfazendo-as mais baixas e arredondadas!A luz mortiça pelas ruas estica os braçosespreguiça-se, gira e passa sem pressaentrega em cada esquina seu recado!Espia e registra vão novo , frestas e janelas,arremeda choro , arromba portõese ri da sombra do cão , que late nela.Na ...
Acorda, poeta!OlgaMatos
nov/2001Preguiçoso e sonolento , selenciosamente
vai o luar a derramar-se sobre as árvores
fazendo-as mais baixas e arredondadas!
A luz mortiça pelas ruas estica os braços
espreguiça-se, gira e passa sem pressa
entrega em cada esquina seu recado!
Espia e registra vão novo , frestas e janelas,
arremeda choro , arromba portões
e ri da sombra do cão , que late nela.
Nas águas reflete sábias reflexões,
aos capitães promete as sereias
se as procelas atacarem seus porões
Bebendo fontes, reponta as estrelas
suavemente, absoluta sentinela
testemunha pobrante , sem perdê-las.
Ora , mas que pedante este poeta!
Como podes , neste instante , dormir , ó estafermo,
sem bradir , legando ao ermo esses teus versos?
Acorda! Desce à rua , tece na calçada,
desperta a arte ! Já vai embora a lua e o luar...
Vem, poeta, abre o leque do meu verso escasso!
Anônimo OlgaMatos
nov/2001És abandono, sensação de vazio , arrepio,
cheiro frio, medo macio...
Na realidade também és consolo.
Pelo menos constato: és comum a todos!
Vaga do passado trazida ao presente,
assumindo , assinas ,timbras o sinete
nome e sobrenome nos suspiros dados.
És anônimo e fiel espaço,
do travo ou favo de um sonho!
Saudade seria teu nome?
Alma poetaOlgaMatos
24/11/2003Quando réstia galhofeira,
intromete-se na fresta,
desinfeta e afasta teias,
das soleiras das janelas.
Bebe água ensolarada,
das cascatas espumantes,
saciada veste as asas,
dos aromas da manhã!
Fortalece-se nas quedas,
projeta a alma poeta,
quer e crê, lê e escreve!
Levanta, planta bandeiras,
estende arrebol inteiro
do nascente ao poente!
Biografía:
Olga de Souza Matos é 'Poeta Virtual', sem livros editados, seus poemas são ciganos, moram em qualquer lugar da Poética e são seus brinquedos prediletos. Com eles aprende, enquanto brinca sozinha e em grupo. Alguns de seus poemas saíram do virtual e foram brincar com os de outros autores, nas páginas de livros como:
[ 1 ] Coletâneas I e II /2001 e 2002 ' Onde os Poetas se Encontram'- Editora Pain/NH/RS/ BRASIL
[ 2 ] Antologia 'Casa do Poeta Rio-Grandense/2002_ 38 anos - Editora Alcance/POA/RS/BRASIL;
[ 3 ] @teneu - Poesi@ - Scortecci Editora/SP [ Lançado na Bienal/2004-SP-Brasil]
[ 4 ] Retratos Sem Retoques- José Herenio de Souza/2003 Editora
Quatro Cores/RJ e alguns Jornais > 'Folha do Maranhão do Sul'/MA ; NH/Novo Hamburgo/RS; Espaço das Letras POA/RS_ BRASIL.
Gaúcha, nativa de câncer desde 1943, brasileira dos quatro costados, quer morrer gaúcha.
RESIDÊNCIA: Novo Hamburgo/Rio Grande do Sul/Brasil.
[ 5 ] É membro correspondente da Academia de Letras Imperatrizense-Imperatriz-MA
prenda.rs@uol.com.br