As 4 estações Vejo, tenho a visão do fim do mundoTenho a pele de um cordeiroQue anda nas frias noites de outono Penso, na branca flor da nova eraQue exala seu perfume inebriantePelas montanhas verdejantesNa manhã de primavera Ouço, a triste letra da cançãoAo ver o pouso elegante das garçasQue me trás a viva lembrança das praçasNas singelas tardes de verão Sinto,meu corpo queimarComo a ...
As 4 estações Vejo, tenho a visão do fim do mundo
Tenho a pele de um cordeiro
Que anda nas frias noites de outono
Penso, na branca flor da nova era
Que exala seu perfume inebriante
Pelas montanhas verdejantes
Na manhã de primavera
Ouço, a triste letra da canção
Ao ver o pouso elegante das garças
Que me trás a viva lembrança das praças
Nas singelas tardes de verão
Sinto,meu corpo queimar
Como as chamas do inferno
Na madrugada de inverno
Sozinha a delirar
Percebo, o inquietar das emoções
Mas não tenho o controle de nada
E já me tenho inconformada
No calar das estações.
imortal Um sorriso, um olhar.Um desejo estranho de te ter e te amar. Sem nem conhecer, comecei a reparar. Foi assim : foi confuso, desnorteante, foi impensado e de repente...fui amante. O tempo não soube se impor e os dias me trouxeram a certeza desse amor.
Era apenas amizade, que eu insistia em te dar, e eu não entendia o que meu coração queria falar. Palavras que eu não conhecia, sons que eu recusava escutar, uma música diferente, que ardia por dentro latente.
Num segundo, tudo mudou: o olhar que brilha sem disfarçar, a boca que deseja te beijar, as mãos que querem te tocar e o coração inconformado a reclamar. Reclamar da tua falta, dessa tua ausência que só faz machucar.
Mesmo assim, sou completa, sou feliz, sou sua. Me perco nas horas, e saio na rua, pra ver se te encontro no brilho da lua, mas tudo eu enxergo, e nada sei ver. E fico assim, a mercê. Que eu possa perder os sentidos e nunca mais recobrá-los, pra viver seu amor, e me achar em você.
A distância sabe do que estou falando, ela sabe que estou chorando, mas ninguém escuta meu lamento
Preciso de cada vão momento
Ao seu lado te amando
E assim eu vou vivendo
Mesmo que longe, mas sabendo
Que é eterno, Vida Minha
Amor imortal, nem morrendo.
Soneto da Saudade Palavra sentida baixinho
Transfigurando na alma a dor
Deixando pensamentos calados
Marcando no peito um amor
A noite se torna mais fria
As horas recusam passar
Os outros são outros apenas
Ao nada me querem levar
Tão longe, me sinto perdida
Ausência que fere latente
Machuca, não vejo saída
Te espero, sem mais despedida
Agora e por todo o sempre
Agora e por toda a vida.
Ana Carla AzevedoBiografía:
Nasci em 12 de Fevereiro de 1985, em Currais Novos, RN.Sou filha biológica de Tereza Cristina dos Santos e Pedro Emídio Dantas. Foi um parto difícil e demorado pois além de ser prematura eu estava nascendo pelos pés. Mas, mesmo com apenas dois quilos e oitocentas gramas consegui sobreviver sem nenhuma seqüela.Ao nascer fui dada a adoção à minha tia Neuza América de Azevedo, pois minha mãe biológica não tinha nem condições financeiras nem psicológicas de me assumir, uma vez que não sabendo do meu nascimento, meu pai biológico também não o fez.
Tive uma infância tranqüila. Morei por dois anos na rua Baldômero Chacon, numa casa simples e modesta.Tínhamos vizinhos muito bons, que até hoje nos tem muita consideração.Aos 2 anos, nos mudamos para a rua Coronel José Bezerra, onde moro até hoje. Minha mãe biológica morou conosco até os meus 3 anos de idade, indo pra Natal depois disso.Até aqui só morávamos nós três. Nesse mesmo ano, o marido da minha mãe adotiva chegou de viagem e eu o tomei como pai.
Minha primeira escola se chamava Escolinha do pintinho, que mais tarde viria a se chamar Universidade da Criança e do Adolescente, e por fim Única/Objetivo.Toda a minha vida escolar foi nesse colégio, ao ponto da diretora Rita Saldanha me considerar como filha.Lá passei momentos maravilhosos e únicos.Fiz amigos que até hoje me acompanham.
Sempre fui uma criança muito tímida, comecei a me entrosar mais depois que entrei para o teatro, aos 9 anos de idade, antes disso, eu era chamada para dançar na quadrilha e acabava desistindo.
Um lugar marcante da infância foi o sítio do pai da minha melhor amiga Natália Medeiros, pra onde íamos todo fim de semana.Era o meu paraíso, onde fui imensamente feliz.
Aos 5 anos, novamente a vida me põe em xeque.Num simples passeio de carro, a porta se abriu e num reflexo mais rápido que o pensamento o ex marido de minha mãe me segurou.
Aos 6 anos mais um incidente: eu cai com um contonete no ouvido, perfurando as paredes do mesmo. Fui levada às pressas ao hospital, mas graças a Deus, não teve maiores transtornos.
Aos 9 anos, despertei para o teatro, que passou a ser meu sonho e ideal a ser conquistado.Em todas as apresentações do colégio e da cidade eu era convidada. E galguei meu caminho até agora por essa estrada.
Aos 12 anos recebemos uma grande benção em família, pois em 12/12/1996, colocaram em nossa porta uma criança linda, que tinha sido abandonada naquela manhã. Foi uma grande emoção ver aquele bebê tão pequeno dentro de uma caixinha tão apertada.Mas tudo foi resolvido e o processo de adoção foi feito.
Minha adolescência foi um tanto conturbada, pois o ex marido de minha mãe bebia muito.Vivemos momentos difíceis , mas com a separação tudo se resolveu.
Em 2002, participei da quadrilha Arraiá do Sertão. Eu fazia a abertura, numa parte totalmente teatral.
Nesse mesmo ano conheci meu pai biológico.Numa tarde de sexta feira, tomei a decisão de conhecê-lo e fui atrás. Ele me deu toda a atenção, prometeu o exame de DNA, que até hoje ainda não saiu, e me apresentou toda sua família, que diga-se de passagem , nos deram todo o apoio.A relação que tenho com ele é de apenas amizade, pois apesar dele ser muito atencioso, não existe entre nós laço de pai e filha. Mesmo assim, hoje sou feliz em saber de minhas raízes.
Em 2004, me chamaram para ser monitora na fazenda de Rita Saldanha, uma escola ambiental que recebe alunos de todos os colégios da região.Passei apenas 2 meses, que foram suficientes para tirar muitas experiências e recordações.
Aos 19 anos comecei a trabalhar na Microlins de minha cidade.Foi lá que entendi o significado da frase: “A união faz a força”, pois nossa equipe era uma corrente, onde o sucesso de um era o de todos.Nos momentos de descontração, íamos para uma sala mais reservada compor paródias, cantar, tocar violão. Nossa, como eu sinto saudade, apesar de tudo.
Foi um ano muito promissor esse de 2005, pois me trouxe perspectivas e contatos profissionais que mais tarde viriam a somar na minha carreira.
Ainda nesse mesmo ano entrei para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no curso de Letras.Meus vôos começaram a ser maiores, pois eu tinha em quem me inspirar: minha querida professora Soraneide Soares Dantas Villa Flor.Sua inteligência, criatividade, simplicidade e simpatia me fizeram tomá-la como fonte inspiradora. Me ensinou com maestria os verdadeiros caminhos da vida.
Ao sair da Microlins, entrei para a CDN[ já em 2006], Cooperativa para o Desenvolvimento do Nordeste, que ministra aulas de cursos profissionalizantes em todos os estados do Nordeste.Um período de muito crescimento pessoal e profissional.Conheci muitos lugares, fiz muitas
amizades e contatos e descobri o sabor de correr riscos, de enfrentar a vida.
Em 2006, participei de um grande espetáculo da região: Terra de Sant’Ana, que foi um divisor de águas na minha vida profissional, pessoal, intelectual, pois me propiciou entrar num mundo grande por uma porta pequena.Me galgou oportunidades e trilhou meu caminho no mundo artístico.E tudo isso eu agradeço a Diana Fontes,nossa diretora que me deu a chance de viver essa página única do livro da vida.
No fim do ano de 2006, montamos um grupo de teatro na cidade, o Empório Dell’Art, que já estreou com chave de ouro uma obra de Bertold Brecht, “A Padaria”, com direção geral de Joriana Pontes [de Mossoró]. Essa peça foi apenas a primeira de muitas que estão por vir.
Além do teatro, gosto muito de cantar, componho músicas e paródias, e escrevo textos dramáticos[A neurótica] poesias[poemas escolhidos] e livros infantis, o mais recente, é “O Alfabeto”, que está pra ser lançado em Junho deste ano.
Sou teimosa, persistente e otimista em relação a tudo que me cerca. Acredito na força de vontade, na força do pensamento, na Arte e sobretudo no poder de mudar o que quiser, inclusive o mundo.
Sou alguém que ama, que ama a vida, a mãe, os amigos, o namorado, e que tem fé que tudo vale a pena se sabemos enxergar sempre a frente dos nossos próprios destinos.
angel_dylan19@hotmail.com