*Mulher Folha e Amante Fuligem*Elemento de um só nóvida vivida na vertentedessa transitoriedade latenteLida de levar a vidaNo compasso a passarPor caminhos só de ida.Anda a incerteza do amorPor caminhos tão distantesQue dispersam todas as luzes.A paisagem não sabe dizerSe poesia é árvore ou frutoMas ela está a brotar e crescer.Folhagem e fuligemO poema queima a paisagemAté o gozo refresca ...
*Mulher Folha e Amante Fuligem*Elemento de um só nó
vida vivida na vertente
dessa transitoriedade latente
Lida de levar a vida
No compasso a passar
Por caminhos só de ida.
Anda a incerteza do amor
Por caminhos tão distantes
Que dispersam todas as luzes.
A paisagem não sabe dizer
Se poesia é árvore ou fruto
Mas ela está a brotar e crescer.
Folhagem e fuligem
O poema queima a paisagem
Até o gozo refrescar o corpo.
A poesia é mulher ou amante?
Homem sem história talvez?
O poema não guarda a memória
Ele faz a sua própria história
Sem palavras, traços ou riscos
O poema retoma ao giz-de-cêra
De uma infância de cores
Para aliviar as dores
De quem nesta arte
Será sempre aprendiz.
[Poema escrito em comemoração ao dia Mundial da Poesia - 21 de março de 2007 - entrada da primavera no hemisfério e do outono no hemisfério Sul e Dia da Árvore]
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*Aromas*Que sabor terão as palavras hoje?
Mastigarei uma a uma até triturá-las
De uma maneira tal que mudem de estado
Do sólido para o líquido até o gasoso.
Quando as linhas evaporarem
Só restará a luz e o perfume
Amiscados com gosto e volume
Formando dos versos um harém.
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*Hay poesia[há de ser]ai do ser*Quizá tu camino sea tan distinto del mio
Quizá nuestras fuerzas sigan lejanas
Y nuestros cuerpos tíbios no se toquen.
Quizá tu piso no sea más mi casa
y en tu espalda no haga securidad
Pero en la luna y en la constelación de los cielos
Te veo a ti, más hermoso que la puesta del sol.
Tus pelos niegros brillán
aún que sea en la oscuridad.
Tu belleza me hace ver
que hay poesia en todo
En el ar,
en el suspiro
y en el silencio...
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*P0 E SIA para PErfoRManc EPersonagens: cabeça, a dor e o grito.*
Recursos: pouca luz, sem microfone, um martelo.
Cena: poeta com o olho fundo, preto, mórbido...
As idéias giram enquanto...
há o que pensar?
O pensamento incômodo,
dá dor de cabeça.
A enxaqueca produzida
Não traz alívio.
O HORRORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR.....
AIIIAMMIMM HHAHAMAM;;;
gritar não convém
Ouça o gemmmmmmmmmmmiido
O cérebro sem trabalho
Não LATEJA...
biografia: Brenda Marques Pena. Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais [06/01/1981]. Poeta, fotógrafa, jornalista e baterista. A mineira, de Belo Horizonte, trabalha hoje em Brasília, DF, na Assessoria de Imprensa do Conselho Federal de Economia e é Coordenadora do Projeto Imersão Latina de Comunicação Alternativa para América Latina e Caribe [www.imersaolatina.com]. Atualmente, desenvolve pesquisas sobre Poesia Sonora e Semiótica no Mestrado de Estudos Literários da UFMG. Possui trabalhos literários publicados em antologias nacionais e Internacionais organizadas por editoras de Brasília, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Têm desenvolvido um trabalho de composição de poemas sonoros e performance em parceria com Wilton Azevedo no espetáculo hipermídia: Poe-Machine que foi apresentado em fevereiro de 2007 no Festival: Sound, Performance and Language no Link Hall em Chicago, publicado no DVD do E-Poetry - o maior evento da poesia digital do mundo. Uma nova performance será realizada no festival que será realizado em maio deste ano em Paris, França. Para conhecer mais sobre a autora, acesse:
www.recantodasletras.com.br/autores/brenda www.cautionband.com.br/brenda.htm
imersao@imersaolatina.com