PERFUMEDeixei uma flor na porta do teu quarto Pois nele não pude entrarÉ urna flor de pétalas rubras Macia, aveludada como tua peleCombinando com tua rósea face.Presentear-te-ei com um bouquet de floresPara que durmas sentindo o perfumeDe um jardim orvalhado.Num vaso junto a tua cabeceira Deixe-as repousar, ébrias de aroma que tu exalasPara que eu possa embriagar ...
PERFUME
Deixei uma flor na porta do teu quarto
Pois nele não pude entrar
É urna flor de pétalas rubras
Macia, aveludada como tua pele
Combinando com tua rósea face.
Presentear-te-ei com um bouquet de flores
Para que durmas sentindo o perfume
De um jardim orvalhado.
Num vaso junto a tua cabeceira
Deixe-as repousar, ébrias de aroma que tu exalas
Para que eu possa embriagar-me
Com o perfume teu e delas.
Presenteio-te com meu amor, com minha alma
Com mil flores, que importa
Cada um com seu perfume
Você, o bouquet e a flor que deixei na tua porta.
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PRETÉRITO
Manhã lânguida
Pintada nas cores do Arco-íris
De matizes e tons
Dardejando sobre o nascente
Seus majestosos raios
Formando sombras
Espectros de luz e sons.
Era a própria voz do vento
Que neste momento se ouvia
Silente, suave, sussurrante fria.
Esse eco nostálgico
Que neste fim de tarde irradia
Transforma-se em sons perfeitos
Nas badaladas da Ave-Maria.
Escurece...A noite odora logo chega
Aos poucos se transfigura
Numa hora cinzenta de cansaço e sono
Lentamente entrego-me a um vago sonho,
Onde o sol, o vento e a natureza
Numa simbiose perfeita
Esculpem esse momento fugaz
Vivido por mais um dia
Marcando uma saudade sentida
Nesse pedaço de vida
De um tempo que não volta mais.
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VERDADE OU ILUSÃO
Ao contemplar os céus
Delineando espaços sem fim
Procurando na imensidão etérea
Encontrar repostas pra mim
Fecho os olhos e me aprofundo
Na imensidão do céu anil
Procurando ir além do além
E no cosmo cintilante
De raios vindo do sol
Clarão que por tudo percorre
Assim como meus pensamentos
Onde 35 coisas mais notáveis
Impossíveis tornam-se viáveis
Iluminando essa imensidão
Todavia essa luz forte
Que vai além do infinito
Torna-se fraca talvez
Pra iluminar o meu vazio.
Novamente os olhos ergo
A contemplar os céus etéreos
Busco respostas pra tudo
Aumentando minhas interrogações
E dentro dessa realidade
É que busco a verdade
Ou mentirosa ilusão.
biografia:
Janilson Dias de Oliveira, natural de Ceará-Mirim - RN. Filho e Pedro Vilela de Oliveira e Janice Dias de Oliveira. Professor Universitário, Poeta e Escritor, È Membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte, da Associação Brasileira de Professores de Geometria Descritiva e Desenho Técnico e do Centro Interuniversitário de Desarrollo Andino [ CINDA] - Universidad de La Frontera [ Facultad de Ingenieria ] Temuco - Chile. Livros Editados : Competências do Professor de Desenho Técnico: Um Estudo nas Escolas Profissionalizantes de 2° Grau. Natal ,PREAU/UFRN,1982; Um Pouco de Nós Todos. Natal, C.R.D. ETFRN,1982; Desenho Técnico uma Abordagem Metodológica. Gráfica Santa Maria, Natal-RN,1991; De pé no chão Também se aprende uma profissão Natal-RN, S.C.S ETFRN, 1993; Causos da Redinha, Natal-RN, S.C.S CEFET-RN, 2004; Na Dimensão da Poesia. Servgráfica, Natal-RN, 2005; Poesia em Flor. Editora Livro Livre. Natal-RN, 2006; Verso e Anverso [ no prelo ]. Endereço: Rua do Cruzeiro, 304-Redinha, Cep 59.122-050 Natal-RN. F.[84] 3224-22536. Email:
professorjanilson@hotmail.com