CANTIGA PARA NINAR MEU EUDorme, meu eu inquieto.Dorme, que o dia é longo.Dorme, que a dor de saber a dor, enlouquece.Entrega teu corpo ao nada e, nesse nada, procura um tudo.____CARNAVAL E [é] FANTASIAMinha fantasia é sair sem fantasia.Deixar voar meus pensamentos inquietos,Soltar meus tempos aprisionados,Viver como nunca, um carnaval só meu.Quero meus arlequins dançando sem medoE as colombin ...
CANTIGA PARA NINAR MEU EUDorme,
meu eu inquieto.
Dorme,
que o dia é longo.
Dorme,
que a dor de saber a dor,
enlouquece.
Entrega teu corpo ao nada e, nesse nada,
procura um tudo.
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CARNAVAL E [é] FANTASIAMinha fantasia é sair sem fantasia.
Deixar voar meus pensamentos inquietos,
Soltar meus tempos aprisionados,
Viver como nunca, um carnaval só meu.
Quero meus arlequins dançando sem medo
E as colombinas fazendo amor com as estrelas
Quero um céu pleno de samba e amor
E esse cenário liberando toda minha imaginação.
Quero chuva mansa chovendo em cima de mim
Chuva de pingos com gosto de serenidade
Quero sair de mim, sem fantasia
Quero sair de mim, de mãos dadas com a poesia de viver
E que a poesia de viver me ensine a dançar a vida,
sem nenhuma fantasia.
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LEGADO DE AMORLeva minha alma contigo e faz que ela dance em ti
Leva minha alma contigo e faz que ela te respire por inteiro
Leva minha alma contigo e faz que ela vibre a tua
E se eu precisar morrer,
Não chore por minha alma.
Ela estará eternizada em cada pedaço da tua.
E à noite, quando o vento soprar,
será este o meu canto estrelado para te fazer adormecer.
E sonha!
Sonha, meu infinito amor.
Sonha com minha alma leve e tranqüila.
Minha alma serena e descansada com a memória plena
de teu aconchego de sempre.
E ao sol,
reverencia teu mais belo sorriso.
Será este,
o meu jeito eterno de te aquecer nas horas frias do cotidiano.
biografia: Nasci no Rio de Janeiro, em um hospital bem próximo ao Cristo Redentor. Um privilégio e tanto, ter aquela maravilha como referência ocular, mas o maior privilégio foi ter nascido de minha mãe, Ivonne Vieira Gerling e ter nascido pelas mãos de meu avô, o médico Galdino Nunes Vieira. Essa três inspirações me acompanham até hoje, desde o dia 21 de maio de 1952.
Não sou profissional das letras. Gostaria de ser. O que escrevo é o que sinto e compartilho. Não defino nem rotulo, mas me encanta colocar em linhas ordenadas e fazer versos do meu dia-a-dia.
Profissionalmente atuo em duas áreas: música e saúde mental. Sou terapeuta e me especializei no tratamento e prevenção das dependências químicas, seguindo a linha da terapia cognitiva.
Como musicista tenho uma jornada e tanto. Grande parte de minha família é de músicos e, aos três anos comecei a estudar piano com minha minha mãe, a inesquecível primeira professora. Por muitos anos me dediquei ao piano, violoncello e contrabaixo. Tocava, dava aulas e participava de conjuntos e orquestras.
Em 1978, comecei a dar 'sinais' de gostar de reger. Fui me aprofundando e em 1984 optei somente pela regência. Reger, para mim, é um grande fascínio. Lida-se com o poder e com a completa exposição. Uma contradição, mas que obriga o exercício diário do estar disponível para compartilhar o aprendido e aprender com o próprio ofício. Lidar com pessoas é maravilhoso. Reger instrumentos e seus tocadores é uma dádiva! Rejo coral e orquestra e exercitar a flexibilidade é requisito básico, mas maior ainda é o constante cuidado com a amplidão do poder.
Ainda como musicista, sou profissional da voz e me especializei também em técnica vocal. Esse é um outro lado da minha profissão que me fascina. Trabalhar com a voz do outro requer muita responsabilidade, afinal, 'tirar' a voz e lapidá-la é tarefa delicada pois estamos trabalhando a parte fisiológica e psicológica do aluno.
Na literatura tenho um ídolo: Fernando Pessoa. Geminiano como eu, Pessoa diz por mim tudo que preciso dizer. É dele o 'alerta' que me faz lembrar a necessidade de estar em dia comigo mesma: 'Que triste não saber florir'.
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