saudade de colibri[ou, a síndrome de corações crescidos]apetite-me, gota-a-gota,até que néctar============transmutantequero um poema amoroso,mas são palavras esquálidas,desidratadas,um tanto pálidas,que me aparecem recostadas à velha e tosca cerca de lenha e arame farpado.confesso que não sabia dos espelhos.ainda assim, desejo ardentemente um poema apaixonante, de arrepio pela nuca, calo ...
saudade de colibri [ou, a síndrome de corações crescidos]
apetite-me, gota-a-gota, até que néctar
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transmutante
quero um poema amoroso, mas são palavras esquálidas, desidratadas, um tanto pálidas, que me aparecem recostadas à velha e tosca cerca de lenha e arame farpado.
confesso que não sabia dos espelhos.
ainda assim, desejo ardentemente um poema apaixonante, de arrepio pela nuca, calor nas partes, secura pela boca.
distraem-me as tangerinas sobre a mesa de cheiro cítrico, tão limpas quanto não pode ser esse poema.
contento-me então com um poema enganador e escuto sinos de vento no meio da madrugada, já se inundam os lençóis do cheiro morno de teu corpo e um sussurro tomando corpo preenche qualquer vazio. - chega!
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jazz, melancias e algum propósito
é possível [creio nisso] fazer do espaço uma dimensão diversa daquela que lhe atribuem a maioria dos terrenos, aqueles seres normais, seres super-normais, do tipo que adora melancia e odeia jazz...[ou vice-versa].
é também possível fazer do tempo objeto de pouca valia - coisa impensável para os tais terrenos - time is money, honey... afinal, os tais terrenos, seres super-normais e pouco etéreos, estão repletos de passados e presentes do tipo que dorme cedo para então cedo acordar num futuro que não sabe se virá ou se verá. [vi_verei? vi_verá?]
ai, que enfadonho esse modus peripatetikos de embrenhar-me pelas veredas e, descuidada, perder-me por trilhas cheirosas de florinhas quase azuis, frutinhas e mel... [mencionei frutinhas, para excluir as melancias].