A MÁQUINA DO MUNDO...A Máquina do Mundo não se abre com chave,não se traveste, não se vende por nada,é Sistema de sensibilidade que só funciona a Paixões.É astrolábio dos Amores:medem-se alturas das razões,distâncias necessárias, larguras dos Espíritos.Única Flor da vida inquebrantável, suave,ora nos provoca, ora se oculta,só é verdadeiramente tomada pela 'Violência'.A Máquina ...
A MÁQUINA DO MUNDO...A Máquina do Mundo não se abre com chave,
não se traveste, não se vende por nada,
é Sistema de sensibilidade que só funciona a Paixões.
É astrolábio dos Amores:
medem-se alturas das razões,
distâncias necessárias, larguras dos Espíritos.
Única Flor da vida inquebrantável, suave,
ora nos provoca, ora se oculta,
só é verdadeiramente tomada pela 'Violência'.
A Máquina do Mundo enterra as ilusões,
dá vida aos ossos secos,
tritura Baco, esmaga Apolo.
Nela estamos no último Céu,
não há ciência, não existe saudade,
nenhum espelho reflete nossas míseras imagens.
Aqui, incha-se de tanto emagrecimento,
adoece-se engolindo tolices,
morre-se afogado em mentiras.
Rasga, pois, o peito, abaixa a guarda,
ateia fogo na pólvora de teus auto-enganos
e a Máquina, circunspecta, talvez se entreabrirá.
POETANDOA Poesia é necessária porque a Vida não basta.
Convém, pois, criar utopias,
Criticar as mazelas,
Esbofetear as razões.
A vida não basta!
É mister dizer não
É mister prender os sentidos
É mister pôr água nos cálices.
A Poesia é necessária!
Sem vômitos, a Arte é simulacro
Os significados das manhãs
das tardes
das noites
são apenas águas mornas.
A vida não basta!
De que adiantam as leituras,
De que nos valem as lembranças
Se o que de fato importa é o acaso?
A Poesia é necessária!
Ainda há pouco, o país foi sacudido:
Dois gols na Austrália
Nenhum na miséria
Nenhum na coisificação debochada do Outro
Nenhum nesse inferno da politicalharia.
A vida não basta!
As mesmas coisas
Os mesmos erros
As mesmas caras
As mesmas falácias.
A Poesia é necessária!
Bebamos a cicuta e salvemos as Artes
Nossos verdadeiros algozes pranteiam por nós
Nos mandam Rosas.
A Poesia é necessária porque a vida não basta!
O AMOR QUE TE PROPONHO...O amor que te proponho
não é industrializado,
tampouco verborrágico.
É Amor Bode...
Traz segredos e mistérios,
Verdades e inverdades.
Mais que força, é Poder capital,
Veio para ser Sacrificado.
Amor Bode no deserto,
Na cacimba sem água,
No lixo das ilusões.
O Amor que te proponho é às avessas!
De outras paragens sem flores,
Sem música, despido de sedução.
É Amor Bode!!!
Forma uma cadeia estranha de sensações,
Invade espelhos gauches,
Reflete imagens quebradas.
O Amor que te proponho é Limpo,
Canonizado apenas pelo altar de nossas particularidades.
Amor café,
Amor feijão,
Amor silêncio!!!
É relâmpago rasgando entranhas,
É pandora sem caixinha,
É sereia sem canto.
O Amor que te proponho é Pródigo sem volta.
São assobios em noites de trovejadas,
É lua com gravidade,
São telas descontempladas.
biografia: Sou um cabra de SAMBAÍBA-MA, filho de Mauro Cardoso dos Santos e Carmozina Moura Cardoso, criado em Araguaína-TO. Aos 16 anos, mandaram-me estudar no Rio de Janeiro. Sob responsabilidade do internato do Colégio Batista Fluminense, dirigido então pelo mestre Ebenézer Soares Ferreira, fiz o Segundo Grau.
Inicio a caminhada universitária pela Faculdade de Direito de Campos, estudando, paralelamente, na Faculdade de Ciências, Letras e Filosofia. Largo tudo e ingresso no Seminário Teológico Batista do Sul, na Tijuca, tendo como reitor o pastor Dr. Ebenézer Soares. Ao mesmo tempo, fazia Letras na Universidade Gama Filho e Filosofia na UERJ.
Em 1991, volto ao Tocantins para trabalhar como docente na Universidade do Estado do Tocantins [Unitins] e na rede estadual de ensino, por concurso. Continuo os estudos, fazendo Pós-Graduações em Administração da Educação, Políticas, Planejamento e Gestão, pela UnB e Filosofia, pela UGF. Nesta última [UGF], estudo no Mestrado em Filosofia. Por fim, faço Mestrado em Literatura, na UnB, analisando as questões conceituais, políticas e funcionais da Literatura à luz da realidade educacional do Tocantins.
Hoje, sou professor concursado da Universidade Federal de Tocantins[UFT]. Membro Fundador da Academia Virtual Brasileira de Letras [AVBL]. Está presente no 'JORNAL DE POESIA', editado por Soares Feitosa. Participo de algumas antologias literárias pela editora Litteris, do Rio de Janeiro, de vários sites literários, bem como escrevo regularmente na imprensa local, na revista 'Caros Amigos', online, e outros, inclusive com trabalhos publicados na revista 'CULT'. É verbete no 'Dicionário Biobibliográfico Do Tocantins', de Mário Ribeiro Martins. Possui uma das maiores bibliotecas privadas do estado.
Sou casado com Luísa de Sousa Costa Cardoso, pai de três filhos: Mauro Cardoso dos Santos Neto, Thauane Costa Cardoso e Natacha Costa Cardoso.
Se tiver que me definir com uma frase-síntese, digo: SOU UM DESBRAVADOR DE POSSIBILIDADES.
ary@uft.edu.br