ACALANTO DO TEMPO Permiteque eu fique por pertosem palavras, em silêncioaconchegada no peitoda ternura descoberta.O tempo caminhou muitoe está cansado de andar...Nas linhas que a vida tecesomos caminhos cruzadosnos entremeios do acasoque rege o inesperado.O tempo caminhou muitoe está cansado de andar...Repousateu jeito meninono ombro do meu carinhoEstendetuas mãos vigorosasna direção do ...
ACALANTO DO TEMPO Permite
que eu fique por perto
sem palavras, em silêncio
aconchegada no peito
da ternura descoberta.
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Nas linhas que a vida tece
somos caminhos cruzados
nos entremeios do acaso
que rege o inesperado.
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Repousa
teu jeito menino
no ombro do meu carinho
Estende
tuas mãos vigorosas
na direção do horizonte
Conquista
a luz que ressurge
na claridade do céu
Viaja
nos braços da noite
na quietude do sono
Deixa
que os sonhos embalem
a alegria desperta
sem pressa, na calmaria
do mútuo bom que acontece
no instante que comporta
a plenitude das horas
no infinito do abraço...
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Permite
que eu te ame por inteiro
sem palavras, em silêncio
na intensidade do gesto,
acariciando o teu rosto
na imensidão de um celeiro,
que armazena colheitas
de risos e recompensas
...de um tempo que caminhou muito
e está cansado de andar...
Fugaz Teu vulto ficou preso na porta,
tua mala perdeu-se na rua sem saída,
teu trem partiu para nenhum lugar...
Foste deixando pedaços de alma
por todos os caminhos
numa tentativa fugaz
de perpetuar o vazio
da tua eterna ausência...
Viro a página do livro
e descubro um poema
nunca escrito
e sempre oportuno...
Apago a luz
e acaricio
a sombra da saudade
que, insistente,
deita ao meu lado
e suspira...
VésperaNa véspera do encontro
espero tua chegada
e afago a almofada
em que reclino meu sonho.
Aninho, em mim,
Os carinhos que virão...
E os gestos acomodam
os mistérios
do fascínio
da festa que será
o encontro de nossas almas
e de nossos corpos,
que se buscam
desde sempre,
porque desde sempre
desejam
um pouco de infinito
no efêmero de tudo!
Biografía:
Maria Alice de Carvalho Estrella, natural de Porto Alegre – RS, é bacharel diplomada pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas.
Poeta premiada com primeiros lugares em concursos nacionais.
Patrona da Feira Municipal do Livro de São Lourenço do Sul em 1992.
Membro da Academia Sul-Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 32
Sócia correspondente da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul.
Sócia da Casa do Poeta Riograndense
Participante da I Caravana Cultural do Mercosul à Argentina e Uruguai, autografando o livro:
MERCOPOEMA com autores de quatro países da América Latina
Produziu e encenou uma Performance de poesia e prosa no Teatro Sete de Abril, abrindo as festividades da XXII Feira do Livro de Pelotas em 1994
Produziu e encenou Performance poética [monólogo] na Biblioteca Pública Pelotense em 1995
Membro da Academia Pelotense de Letras, ocupando a cadeira nº 12
Membro da International Writers and Artists Association
Verbete da Enciclopédia da Literatura Brasileira - nº 349/9
Correspondente de vários jornais culturais.
Publicou cinco livros independentes e participou de nove coletâneas.
Cronista colaboradora do jornal Diário Popular, escreve uma coluna, publicada no caderno
Dominical, semanalmente.
Publicações:
POR ENTRE AS PEDRAS – Poemas, 1989.
VITRAL - Poemas, 1995.
UM PERFIL NO TEMPO – Crônicas, 1996.
eratura Brasileira-nº 349/95
CRÔNICAS – Crônicas, 2001.
PERDIDOS E ACHADOS - Conto, 2003.
malicestrella@yahoo.com.br