VôosBelvedere Um bem-te-vi nesta manhãnão cantou.O sol se escondeu... Á noite, uma estrela parecia brilhar, mas logo se esquivou. Risos desapareceram. Um silêncio imponenteocupou o espaço onde antes habitava um meninoque voou... Tragam terços, poemas, hai-cais, óleo ungido,cantos de corais... E Paz´. Fica!Belvedere Peço que não vás.Fica mais um pouquinho. Como passarei os diassem ...
VôosBelvedere Um bem-te-vi nesta manhã
não cantou.
O sol se escondeu...
Á noite, uma estrela parecia brilhar,
mas logo se esquivou.
Risos desapareceram. Um silêncio imponente
ocupou o espaço onde antes
habitava um menino
que voou...
Tragam terços, poemas,
hai-cais, óleo ungido,
cantos de corais...
E Paz´.
Fica!Belvedere Peço que não vás.
Fica mais um pouquinho.
Como passarei os dias
sem ouvir teu riso e sem fitar
o verde- musgo de teus olhos?
Peço que não vás.
Há um chamado do mar, do sol,
das flores, [sobretudo das azaléias],
pedindo que fiques.
Por isso, não vás!
Dize-me que nada do que falam
é verdade,e que nunca houve
prenúncios de partidas...
Um poema simplesBelvedereAmanhece. Debruçada
à janela, vejo o movimento
dos pescadores.
Há contagiante energia.
A monotonia, se passa,
não encontra onde estacionar.
Por alguns minutos,
sonho pertencer
a tão vibrante universo.
Integro-me, desatando os nós
que me prendiam
à opacidade dos meus dias.
Biografía:
Belvedere Bruno nasceu no dia 17 de outubro, em Niterói/RJ, onde reside.
Cedo despertou para as letras, fato que deve ao incentivo de seu pai, que sempre presenteou os filhos com livros, além de ser ele um ávido leitor, de quem herdou tais características.
Colunista em dois jornais da cidade, o Lig e o Santa Rosa. É também divulgadora cultural.
belbruno@oi.com.br