ALFABETIZANDO-MEMinh'alma é o alfabeto que me permite o versejo,Pequenas lascas são letras, com as quais formo palavras,Os mais perfeitos pedaços das orações do desejo,Expressando sentimentos, verdades puras, cifradas.Pelo tempo, espaço e vida, vou me alfabetizando,Melhoro, seguidamente, as lascas do meu versejo.É por meio da expressão que estou me qualificando,Co'as orações que, nem mai ...
ALFABETIZANDO-MEMinh'alma é o alfabeto que me permite o versejo,
Pequenas lascas são letras, com as quais formo palavras,
Os mais perfeitos pedaços das orações do desejo,
Expressando sentimentos, verdades puras, cifradas.
Pelo tempo, espaço e vida, vou me alfabetizando,
Melhoro, seguidamente, as lascas do meu versejo.
É por meio da expressão que estou me qualificando,
Co'as orações que, nem mais procuro, já vejo.
Enquanto, o tal tempo passa, maturando minha alma,
Vou compondo poesias, prosas, trovas e sonetos,
Pois, com eles, a verdade, me alegra e acalma.
A verdade que exibo, nessa vida, nos coretos,
É certeza de que exponho o amor na minha palma,
Com a esperança do sucesso, o maior dos amuletos,
Garantindo meu futuro, pra fugir de qualquer trauma,
E alcançar os meus desejos, sem estar nos esqueletos.
Agora alfabetizado, percebi que não sei ler,
Pois, as letras que conheço, formam orações sem sentido,
Com verdades, mentirosas, que insistem em carcomer,
Esperanças destruídas pelo tempo já vivido.
O amuleto, apodrecido, antes de amadurecer,
Jogou-me nos esqueletos, sem, sequer, ter percebido,
Que a verdade inconseqüente, na mentira do viver,
Será pó ou talvez cinza, do alfabeto esquecido.
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LASCAS DE SAUDADE PERDIDASEspelhos quebram à medida em que os tempos... Passam,
repetem as cenas que serviram como exemplos,
tal como o pó espalhado pelos ventos,
foi encobrindo tanta história em muitos templos.
Porém o vento e também o tempo é que descerram
todas relíquias, transformando a história em lascas,
já submersas nas imagens do passado, as quais encerram
por muito tempo, as nossas lendas eternizadas.
Assim me espelho nos exemplos singulares,
onde verdades fazem morada inevitável,
para expeli-las como pó em muitos pares,
das futuras gerações em que o vento inabalável,
persistente e indomável, leva esperanças nos futuros
com amor, com união e aonde talvez exista a paz,
pois hoje os exemplos estão em templos muito duros
e invulneráveis, que só o tempo invencível os desfaz.
Agora, entendo que os exemplos vêm dos espelhos,
que as mentiras são as verdades passageiras,
não se eternizam nem se prestam como conselhos,
porque dos templos são as lascas mensageiras
as quais farão parte de um conjunto de saudades
que em meio ao pó enterrará a minha história
passageira, entre as mentiras ou verdades,
eternizadas pelo tempo, o mesmo que levou minha memória.
Após a leitura da poesia o declamador prosseguirá, declamando apenas as palavras em negritos.
Passam exemplos pelos ventos
em muitos templos
que descerram a história em lascas,
as quais encerram as nossas lendas eternizadas.
Exemplos singulares fazem morada inevitável
em muitos pares em que o vento inabalável
leva esperanças nos futuros
aonde talvez exista a paz,
em templos muito duros
que só o tempo invencível os desfaz.
Dos espelhos são as verdades passageiras,
nem se prestam como conselhos,
são as lascas mensageiras
de um conjunto de saudades, a minha história,
Entre as mentiras ou verdades, minha memória.
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CENTELHAS DE ILUSÃO PERDIDASMeu coração agora incandescente,
que se aproxima de ser pó, ser cinza,
enquanto arde e é ainda quente
mantém um velho chato e ranzinza.
Enquanto o fogo existe, há esperança
na ilusão fingida e na centelha,
onde guardei com fé desde criança
não só o amor, também a minha ovelha.
Hoje já sei que a paz nunca existiu,
que a vida é tempo que escoa fácil
e o sentimento foi mais um ardil
para enganar-me de uma forma grácil.
Por que será que a fé ainda persiste,
entre os escombros desse corpo frágil,
Se no amanhã, por certo, nada existe
e até a mente já será volátil?
Mas, no ocaso desta vida incerta
talvez a paz se chegue e me consagre.
Seguro a fé e fico bem alerta
pra ser o exemplo... Se existir milagre.
São as centelhas de uma ilusão
como esta fé que tanto me fascina,
que indeléveis logo apagarão,
tal qual a luz do dia... Que ilumina?
biografia: Pesquisador Científico - Nível VI, aposentado pelo Instituto Agronômico [Campinas/SP} Governo do Estado de São Paulo. Doutor em Ciências, pela Universidade Estadual de Campinas/SP - UNICAMP. Farmacêutico-Químico, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / RJ.
Publicações Científicas: 5 livros e 60 artigos nas mais conceituadas revistas, boletins e periódicos científicos. Artigos científicos no jornal 'O Estado de São Paulo'. Colaborador dos jornais 'Diário do Povo' e 'Correio Popular', Campinas, SP. [poemas, contos e artigos científicos]; Colaborador do 'Jornal de Serra Negra', Serra Negra, SP. [poesias, artigos científicos, análise política e charges]. Colaborador com crônicas para o jornal 'A Notícia', Joinville, Santa Catarina.
Publicações literárias em dezenas de antologias. Premiações em concursos literários a nível nacional e internacional.
Livros solo: 'Versos Diversos' poesias 2001; 'Histórias do Famaliá' contos/crônicas 2003 e 'Sonhos ou Verdades' contos/crônicas 2006.
Membro Titular da Cadeira n° 25, Colegiado Acadêmico, na Área de Letras e de Ciências do Clube dos Escritores de Piracicaba, São Paulo, Brasil.
Membro no Grau Superior da Ordem da Sereníssima Lyra de Bronze, Porto Alegre / Rio Grande do Sul. Brasil
Accademico da Accademia Internazionale Il Convívio, Castiglione di Sicília, Itália. Membro da Casa do Poeta Rio-Grandense, São Luiz Gonzaga/ Rio Grande do Sul. Brasil. Membro Correspondente da Academia Ponta-Grossense de Letras e Artes - APLA - Paraná. Brasil.
Membro Correspondente da Casa do Poeta Rio Grandense, Porto Alegre, RS.
Membro Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras, Cachoeiro do Itapemirim, ES.
Sócio Honorário da Associazione Culturale ZACEM, Città di Savona, Itália.
Sócio da APPERJ, Rio de Janeiro.
condorcetaranha@brturbo.com.br