VIDA BANDIDA [ Releitura de poema de Casimiro de Abreu ]Ah! Que angústia que trago,Da aurora da minha vida; Da minha infância perdida,Que os anos não refazem jamais!Que fome, que medo, que dores,Naquelas tardes famintas,À sombra dos toldos nas ruas,Debaixo dos malditos sinais!Como são tristes os diasDo despontar da subexistência!Respira a alma muita cola,Como perfumes a flor.O mar é miragem ...
VIDA BANDIDA [ Releitura de poema de Casimiro de Abreu ]Ah! Que angústia que trago,
Da aurora da minha vida;
Da minha infância perdida,
Que os anos não refazem jamais!
Que fome, que medo, que dores,
Naquelas tardes famintas,
À sombra dos toldos nas ruas,
Debaixo dos malditos sinais!
Como são tristes os dias
Do despontar da subexistência!
Respira a alma muita cola,
Como perfumes a flor.
O mar é miragem suprema;
O céu ,um ponto de fuga.
O mundo, um sonho assombrado;
A vida, um hino de dor.
Que aurora, que vida bandida!
Que noites de melancolia,
Naquela vivência maldita,
Naquele constante penar!
O céu, bordado de balas,
A terra, com aroma de morte;
As ondas, subindo a favela,
E a lua para as miras ajudar!
Ah! Dias de minha infância!
Ah! Meu céu infernal!
Que maldita a vida não era,
Nessa medonha manhã!
Em vez do ódio de agora,
Eu tinha nessas torturas,
De minha mãe a bravura,
E o consolo de minha irmã!
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A LágrimaAparece no rosto de alguém,
Sem se saber de onde vem.
Cresce, escurece a feição contraída,
Escorre pelo rosto traída.
Sensação quente e gelada,
De um pingo de água parada,
Nos olhos de quem não quer ver,
De quem não quer saber.
Porém...
A lágrima ali está,
Testemunha do que se tem no âmago,
Solta...
Sem que queiramos,
Aos outros mostrando o que somos.
A lágrima:
Um pingo de água salgada,
Uma gota do oceano do nosso ser,
Quebrando na praia dos olhos,
Escorrendo, às vezes, no rochedo de uma face.
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TEOLOGAISQuando a fé completamente já perdemos
E a esperança se esvaiu na realidade
Só nos resta impassíveis dependermos
Da alheia e tão rara caridade.
Pela noite escutamos leves passos
De anjos em voluntários encarnados
Que carregam elegantes em seus braços
Uma dádiva dos deuses consternados.
Caldo quente em uma noite enregelada,
Um abraço, um socorro salvador,
Cobertores para a gente da calçada.
Em forma de Caridade e doação,
Na verdade , o que chega é o amor
Dando Fé e Esperança ao cidadão.
biografia:
Rita Bernadete Sampaio Velosa -Poetisa, contista, cronista e trovadora Araraquarense,formada em Comunicação Social /Jornalismo- PUCC/SP, em Letras - Português e Inglês / Plena - UNESP/SP, em Pedagogia e Supervisão Escolar - Faculdades São Luís/SP e com Especialização em Língua Inglesa- BELL SCHOOL/Inglaterra, Colaboradora nos Jornais: 'O Imparcial'- Araraquara/SP, 'Roteiro'- Campinas/SP, 'Diário do Povo'- Campinas/ SP, 'A Tribuna'- Araraquara e da Revista do 'Clube dos Escritores de Piracicaba'[Conselho Acadêmico -Cadeira 58 e Delegada Regional do Clube].Delegada da UBT- Américo Brasiliense/SP.Editora da Revista Eletrônica: 'A Ratoeira'[Internet]. Revisora do Livro 'Buriti'- Premiado com o 'Sol de Ouro'. Primeira Secretaria da ONG - SOS Cerrado/GO. Professora de Ensino Médio, de Português e Literatura/SP. Membro Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras/ES . Filha do escritor Jobal do Amaral Velosa [Buriti-Cronicontos] e sobrinha neta do poeta João Vellosa Amaral [Um Galho de Morassol].Possui vários prêmios de Academias e Editoras nos gêneros conto, crônica , poesia e trova.
BLOG: http://ritavelosa.blogspot.com
E-MAIL- ritavelosa@bol.com.br
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