MERGULHOO pássaro mergulha meticulosamente na água.Traz no bico um pequeno peixeque em vão se debate.Desde o começo do mundo,uns morrem para que outrostenham vida!Mas fica sempre um travo de angústiana garganta dos olhos do homem.Agostinho de Almeida MoreiraQuirinópolis, 10/09/2005.Este poema foi publicado no Livro Diário do Escritor/2007 da Litteri ...
MERGULHO
O pássaro mergulha meticulosamente na água. Traz no bico um pequeno peixe que em vão se debate. Desde o começo do mundo, uns morrem para que outros tenham vida! Mas fica sempre um travo de angústia na garganta dos olhos do homem.
Agostinho de Almeida Moreira Quirinópolis, 10/09/2005. Este poema foi publicado no Livro Diário do Escritor/2007 da Litteris Editora, sediada na cidade do Rio de Janeiro.
O PÃO E O VINHO
Senhor, dá-me do teu pão e do teu vinho. Sacia minha sede e minha fome. Faze que a tua poesia celestial, inunde o meu coração e a minha alma e que os meus lábios nunca cessem de louvar e bendizer o teu santo nome.
AGOSTINHO/24/07/2004.
FERIDA A John Anderson e James Taylor.
A ferida continua aberta e sangra o sangue amarelento transformado em pus. Falta o bálsamo para estancar a dor e o grito na garganta gangrenada, mutila a esperança dos homens humildes. Sangra inda mais ferida, a dor da fome, da ausência de solidariedade humana e macule a face desses homens de corações duros e almas insensíveis.
Escrevi este poema em 19/12/1993, na cidade de Quirinópolis-GO. Agostinho de Almeida Moreira.
INDIGNAÇÃO
Quedei-me inerte ante a amargura das palavras E a rigidez dos gestos. Não compreendo o mundo sem amor e me entristeço diante da brutalidade dos homens.
Agostinho de Almeida Moreira.
ESCRAVIDÃO
Chega ao fim o meu dia de escravo e já é noite. Amanhã, o mesmo tronco, o mesmo chicote e o mesmo dono. Sobre as minhas costas a mesma cruz. As dores do mundo, as dores dos homens carrego-as comigo. Carrego também, o suor vertido sobre as minhas pálidas faces e o desencanto da vida no olhar macerado que olha, mas não vê... A desesperança corroeu os liames da minha retina e do cristalino e o vômito do dia sôfrego e imundo escorre cheirando a suor, lágrima e sangue.
Escrevi este poema em 05/11/1995 [domingo], na cidade de Quirinópolis-GO. Agostinho de Almeida Moreira.
biografia:
Eu, Agostinho de Almeida Moreira, nasci no dia 12/10/1959, na cidade de Paranaiguara [GO]. Sou Membro da Academia de Letras e Artes do Extremo Sudoeste de Goiás - ALESG. Sou professor de língua portuguesa. Atualmente, estou trabalhando como coordenador pedagógico na Escola Municipal Maria Ignez, na cidade de Quirinópolis. Sou Especialista em Literatura Brasileira e tenho Formação Didático-pedagógica para o Magistério. Sou Mestre em Letras e Lingüística pela UFG-UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS.