SILENCIO IGNORADOO semblante lânguido do espelho abaulado contempla indiferente a rebu soltae espalha seu tapete pratasobre a superfície disforme da cidade...Afasto-me ao serrado quero sentiro silencio do bocejo da noite...Acima um céu se dilata nos contornosabaixo um outro se estreita e denso aparece com estrelas ao alcance da mãocujas luzes pululam como velasno altar de um cemitério...E as ...
SILENCIO IGNORADOO semblante lânguido do espelho abaulado
contempla indiferente a rebu solta
e espalha seu tapete prata
sobre a superfície disforme da cidade...
Afasto-me ao serrado quero sentir
o silencio do bocejo da noite...
Acima um céu se dilata nos contornos
abaixo um outro se estreita e denso
aparece com estrelas ao alcance da mão
cujas luzes pululam como velas
no altar de um cemitério...
E as folhas ignoradas caladas caem secas
e alguém chora de fome em pranto
algum grita de gozo tanto
alguém da os últimos suspiros
e ninguém ouve o corte do vento
nos seus cantos no flanar constante
em cada instante da sua queda.
Há tanto mais oculto
que aquilo que nossos sentidos falhos sentem!
Edgar AlejandroQUIETUDE A quietude conformada
de um moinho de água
no alto da montanha
... Aguarda.
A luz tênue do entardecer
na grama verde viva
parece dar o impulso
em suas palhetas...
Vagarosas se movem
e não sabem se é o vento
que as aviva ou a luz sangrenta
que se perde no horizonte.
Palhetas, pessoas
moinhos, lugares
montanhas, planetas, soles!
Um dia pararão na espera...
Daquilo que os movimenta
em si mesmos...
Edgar AlejandroMURALHASA muralha das palavras
impede construir
para ti o teu poema
ele esta aluando castigado
atrás das pálpebras dos sonhos
e as peles que cobrem a beleza...
Qual menino que quer sair
nascer à luz...
E dar o berro!
Edgar Alejandrobiografia:
Edgar Alejandro Quezada Zavala, equatoriano de nascença, reside atualmente na cidade de Palmas/TO.
Seus primeiros textossurgiram quando tinha quinze anos de edade. Desde então, vem escrevendo esporadicamente, tendo como diretriz a poesia, na tentativa de expressar sua intensa busca pela vida em si em suas variadas manifestações como sentimento.
Partecipou da antologia de poemas do 'Cafe filosófico 'Das Quatro'
passaro66livre@hotmail.com