Olhos de Deus e de Al� Do alto de casa sinto a cidade onde moroMorros, palacetes convivem ao seu modo O corpo citadino � perfei��oCada pessoa � c�lula da cidadeCidades, c�lulas do mundo Rel�gio perfeitoo planeta passeia no pulsar de cada ser Inalter�vel rotao vibrar de cada humanoIndependem da l�ng ...
Rossyr Berny
Consul - Z-OSO-P.Alegre-RS
Olhos de Deus e de Al�
Do alto de casa sinto a cidade onde moro Morros, palacetes convivem ao seu modo
O corpo citadino � perfei��o Cada pessoa � c�lula da cidade Cidades, c�lulas do mundo
Rel�gio perfeito o planeta passeia no pulsar de cada ser
Inalter�vel rota o vibrar de cada humano Independem da l�ngua em que pulse a paz
Este, o sonho
II Aqui da tev� de casa, r�dios, jornais mostram o mundo que se-despeda�a-nos
Olhos da tev� mostram ao mundo olhares ag�nicos de crian�as palestinas israelenses, l�bias, s�rias afeg�s, russas � c�rios incendiados por m�sseis
Olhos de Deus e de Al� Onde est�o que n�o pacificam guerras?
Parecem cegos de nascen�a
* * * * *
Sem ter de te matar em mim
Deve haver uma maneira de te matar em mim sem eu ter de morrer
Deve surgir um jeito de explodir o cora��o sem implodir o peito arfante Sem repetir-me em trope�os e tombos
Deve nascer uma forma de te matar em mim sem eu ter de morrer Antes oco e seco do que esta dor represada Sem pranto que seja al�vio Desaguamento
Deve existir ou devo inventar uma maneira de morrer sem ter de te matar em mim?
De n�s dois seja eu o hospedeiro descart�vel Que a vi�va negra me sacrifique ap�s o prazer
Sejas tu a luz no fim do t�nel Os que v�m atr�s sonham que o amor � doce fogueira
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Somos todos muni��o
Empunhando bandeiras de paz aguardamos desforra e reinado
Plat�o! O ser-pol�tico � o animal O homem � fera b�lica
Toma para si roupagens de camale�o e veste-se da cor conveniente ao golpe
Da raposa transplanta-lhe a vil arg�cia Planeja e executa a tomada do alheio
Veste do c�gado sua coura�a invulner�vel para que nem leis ou projetis o atinjam
Imita o ov�paro mais f�rtil para que tudo lhe seja filho e servo
Aprisiona a constela��o de capric�rnio para roubar-lhe a eternidade
Toma do corvo o est�mago carniceiro para n�o ter n�useas de seus infantic�dios
Rouba da arara a rara beleza e cores para a presa ser presa f�cil pelo sorriso
O homem � o crime perfeito: antes do c�rebro lhe amadurece a ogiva
biograf�a: Rossyr Berny nasceu em S�o Gabriel/RS e reside em Porto Alegre desde 1973. � jornalista formado pela PUCRS e Professor pela �Faculdade de Forma��o de Professores S�o Judas Tadeu. Tamb�m pela PUCRS � mestrado em Teoria da Literatura. De 1976 a 2006 publicou 18 livros, sendo 17 de poemas e o romance-hist�rico �Entreguem o matador � fam�lia do morto � Brasil 500 D�anos�. Neste 2006, com a publica��o de de �Construtores de precip�cios� e Amor tsunami, comemora 30 anos de literatura. Est� em preparo sua obra traduzida ao Franc�s e ao Espanhol, com lan�amentos na Europa e Mercosul, al�m dos novos . Traduziu do Espanhol ao Portugu�s livros de poemas e contos de Carlos Pereira Higgie, Rubinstein Moreira e N�llida Marina H. Manfr�, todos uruguaios. Como Editor, criou h� 20 anos a Editora Alcance Ltda e h� dois anos adquiriu a Editora Tch�! � orgulhoso pai do Rossano, Schariza e D�nis; e vaidoso av� da Fernanda, Eduarda e Leonardo.