Alma de poetaCarrega sonhoem metáforasatenta aos amoresas partidas-o somo silêncio-o pensamento navegano subterrâneoda emoçãomagia que pulsanas entrelinhasdo que projetano delírioda inquietudeestá a alma do poetaCláudia GonçalvesdesCasoA ferro e fogomarcados estãocom o prato vazioo sorriso tragadopor promessas em vão no cor ...
Alma de poeta
Carrega sonho em metáforas atenta aos amores as partidas
-o som
o silêncio-
o pensamento navega no subterrâneo da emoção
magia que pulsa nas entrelinhas do que projeta
no delírio da inquietude está a alma do poeta
Cláudia Gonçalves
desCaso
A ferro e fogo marcados estão com o prato vazio o sorriso tragado por promessas em vão
no coração só mágoa o sol é só uma bola de onde desce o calor
na água do poço não há reflexo só lama e dor
olhando a lua o que vêem é o breu
estrelas beleza não têm só mesmo tristeza
medo até de dormir pavor de acordar são homens sem teto com medo de amar
Cláudia Gonçalves
Mãos de meninos
em esquinas e becos tem mãos de meninos que roubam que matam que morrem
na pele, no osso o medo, o terror
e na noite vazia tem nas mãos de meninos pedra, punhal
ou serão gotas de sonhos que não germinaram
com os sentidos bloqueados entre lama e fantasmas o que tem no abandono é o belo em carrancas
que traduz o escuro o avesso da vida corroendo a alma com total dissabor
e nas mãos de meninos: pedaços de nada a bandeira da dor
Cláudia Gonçalves
biografía: Cláudia Gonçalves
Poeta gaúcha nasceu em Junho de 1968, é consultora de moda, reside em Porto Alegre-RS. Participou de 08 antologias e tem poemas publicados em e-books, jornais, revistas e nos sites: Alma de poeta, Blocos online, Recanto das letras, Usina das palavras e Artistas gaúchos. http://cacauentrelinhas.blogspot.com/ Ativista cultural, curadora do site almadepoeta.com, coordenadora do Proyecto Cultural Sur/Brasil-núcleos Camaquã-São Lourenço do Sul-RS e coordenadora de publicações do Proyecto Cultural Sur/Brasil.
É membro da Casa do poeta Rio-Grandense e participou do projeto poetas pela paz e justiça social em 2007.
Sou como as águas dos rios... a natureza me leva ao encontro de algo grandioso... Talvez uma cachoeira, queda livre ao sabor do vento... talvez um túnel, submerso num mundo ainda não explorado... talvez ao encontro do mar...do mar de emoção que há em mim.