Calibre [Anderson Julio]Devastador!Assim concluoo ferimento que possuo...nas entranhas dos meus medos,nas esquinas dos enredosque invento com a dor.Imaginável...O amor puro...potável...Que brota ao longo do tempo...e que gira ao gosto do ventoa cada vezque me permites... outra vez...te ter aqui.Inebriante...Tua boca colantemaior do que a minhano breu da cozinhaa me afogar em lembrançase na ging ...
Calibre [Anderson Julio]Devastador!
Assim concluo
o ferimento que possuo...
nas entranhas dos meus medos,
nas esquinas dos enredos
que invento com a dor.
Imaginável...
O amor puro...potável...
Que brota ao longo do tempo...
e que gira ao gosto do vento
a cada vez
que me permites... outra vez...
te ter aqui.
Inebriante...
Tua boca colante
maior do que a minha
no breu da cozinha
a me afogar em lembranças
e na ginga das danças
que nunca tivemos.
Inatingível...
O amor preservado
no tempo roubado.
O olhar que diz tudo
E o sorriso mudo
Da vida tão nossa
Que sempre se esboça...
A cada toque...
A cada pausa...
Inconseqüente...
O pulo do muro...
O beijo no escuro...
A cada encontro
E tudo que vem...
E tudo que vai...
E tudo que inibe...
Esse amor
de grosso calibre
que mata e renasce...
no teu olhar verde
e nesse meu mundo...tão teu!
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Kamikazes [Anderson Julio]Entardece...
e o que me emudece
ao te ver bailar na areia,
é esse teu fingir sereia,
que norteia o sol
pelo céu abaixo,
nesse escracho
que fazes no horizonte,
e de fronte ao que eu ainda sou.
Anoitece...
e o que me enlouquece
ao te ouvir cantar pra mim,
é saber que não têm fim,
esse meu vaticínio
da solidão em eterno declínio,
e a nossa risada,
por cada onda contada,
e cada abraço vivido.
Amanhece...
e o que me entorpece
ao ver teu corpo ao meu alcance,
é o suor desse romance,
escorrendo licoroso,
junto ao tempo nervoso
que devora cada hora
e nos torna kamikazes
e loucamente capazes
de entardecer...
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Naveguei [Anderson Julio]Sim, naveguei!
E foi mar a dentro
e diante dos ventos
que busquei os pedaços.
Foi encharcado de vida
que curei as feridas
da alma e dos braços.
Olhando gaivotas
migrei outras rotas
sem nenhum farol.
Senti calafrios
nadando sombrio
em busca de sol.
Sim, naveguei!
E foi navegando
que fui te apagando
em meus oceanos.
A boca salgada
não mais afogada
nos teus desenganos.
Naveguei eu sei...
Pra longe de ti...
Pra um mar tranqüilo...
Onde o azul dos teus olhos
sejam o passado...
Ou esse céu
que insiste em me fitar...
Sim, naveguei!
E foi mar a dentro
e diante dos ventos
que busquei os pedaços.
Foi encharcado de vida
que curei as feridas
da alma e dos braços.
Olhando gaivotas
migrei outras rotas
sem nenhum farol.
Senti calafrios
nadando sombrio
em busca de sol.
Sim, naveguei!
E foi navegando
que fui te apagando
em meus oceanos.
A boca salgada
não mais afogada
nos teus desenganos.
Naveguei eu sei...
Pra longe de ti...
Pra um mar tranqüilo...
Onde o azul dos teus olhos
sejam o passado...
Ou esse céu
que insiste em me fitar...
biografia: Natural do Rio de Janeiro, este escritor, músico e poeta sempre se dividiu entre as suas duas maiores paixões: a literatura e a música.
Criado no subúrbio do Rio, Anderson Julio ainda adolescente, já contribuía com letras de música para diversos artistas da região, e em parcerias com amigos, colecionava triunfos em festivais de música estudantil.
Nos anos 80, já era reconhecido como poeta e firmou-se como letrista, sendo solicitado por muitas bandas da época.
Em 92 ele começa a escrever as suas primeiras crônicas e contos, o que o leva a ser convidado a colaborar para diversas publicações. Desde então, ele mantém colunas fixas em diversos jornais do Rio de Janeiro e também do Paraná, onde viveu por cerca de 10 anos, e lançou em 1999 o seu próprio jornal: o periódico 'Contracapa', que trazia um amplo conteúdo de cultura, entretenimento, terceiro setor e desenvolvimento, e que em pouco tempo, tornou-se um dos mais respeitados veículos de comunicação do litoral paranaense.
De volta ao Rio de Janeiro em 2005, ele retoma com grande intensidade as suas atividades na música e na literatura, além de contribuir com releases, jingles e roteiros para agências de publicidade.
O seu conto 'Sete Horas' está sendo roteirizado e deve ser levado para o cinema através de um curta metragem.
Seu blog na Internet faz um enorme sucesso[http://andersonjulio.blogspot.com ], e seus poemas são usados em diversas publicações na rede mundial.
Depois de três anos ele conclui o seu esperado romance 'Universo Paralelo', porém ele decide lançar primeiramente o livro 'Murmurando Ventos', que trás um apanhado de seus poemas, e tem seu lançamento previsto para 2007.
Juntamente com o fotógrafo e documentarista Robson Bolsoni, ele é convidado dirigir o 'Projeto Quadra a Quadro' que vai, a cada ano, retratar através de fotografias e poesias, o universo de uma grande escola de samba do Rio de Janeiro.
Ao mesmo tempo Anderson começa a pré-produção do seu primeiro CD, intitulado 'O Baú do Fim'. Em parceria com o músico e produtor Cláudio Gurgel, o trabalho deverá estar pronto em julho de 2007 e contará com a participação de grandes músicos da MPB e do rock nacional.
andersonjulio@oi.com.brhttp://andersonjulio.blogspot.com