Ode à DouradosDourados hospitaleiraTerra boa de primeiraDe gente simples e honradaDourados tão coloridaCom uma bela avenidaSempre tão movimentada!Dourados, nome de peixeA quem peço nunca deixe De ser tão linda e formosaSeus canteiros coloridosCom flamboiãs bem floridosTornam a vida mais gostosaDourados, chão coloradoFicou para sempre marcadoCom a valentia de um povoQue construiu sua histór ...
Ode à Dourados
Dourados hospitaleira
Terra boa de primeira
De gente simples e honrada
Dourados tão colorida
Com uma bela avenida
Sempre tão movimentada!
Dourados, nome de peixe
A quem peço nunca deixe
De ser tão linda e formosa
Seus canteiros coloridos
Com flamboiãs bem floridos
Tornam a vida mais gostosa
Dourados, chão colorado
Ficou para sempre marcado
Com a valentia de um povo
Que construiu sua história
Deixando um rastro de glória
Do meias velho para o novo!
Dourados tão imponente
Onde o sol lá no poente
Lança raios multicores
Dourados tão sorridente
Que recebe a toda a gente
Com suas lágrimas e amores!
Dourados miscigenada
Em cuja porta de entrada
Não barra elite ou massas
Com sabedoria e lisura
Enriqueceu sua cultura
Com a mistura das raças!
Dourados, terra vermelha
Onde brilha a centelha
De quem não perde a esperança
Este chão abençoado
Deixa a todos um recado
Quem espera sempre alcança!
Mulher brasileira
Mulher índia, de pele trigueira,
Mulher negra,faceira
Rebolando as cadeiras.
Mulher branca,
Sem ginga nas ancas!
Três cores,três tipos,três raças,
Construiram a Nação,
E apesar das trapaças
Espalharam a graça
Por este torrão!
Olhos amendoados,
Passinhos miúdos,
Cabelos pretos escorridos
E sorriso escondido.
Este é o retrato falado
De uma mulher diferente
Que veio depois.
Seu gosto exigente
Incorporou-se ao da gente
Com o bolinho de arroz!
Mulher quente,
Fogosa e valente!
É este o perfil!
Mulher loira, mulata,
Índia ou morena,
Valendo a pena
Ser mulher no Brasil!
Imigração Italiana
Tarantella,
macarronada,
saia rodada,
vinho
e alegria!
Nas cores verde e vermelha,
o retrato
de um povo destemido.
Gênova,
Milão,
Nápolis,
Veneza
e tantas outras cidades
retratadas na música,
na dança
e na coragem
de um povo lutador.
Assim nasceram Caxias do Sul,
Garibaldi,
Bento Gonçalves,
Flores da Cunha,
Antônio Prado,
Veranópolis
e muito mais!
O Rio Grande
abriu suas porteiras,
serviu o chimarrão,
dançou a trantella,
teceu xales coloridos,
costurou retalhos
das duas culturas.
E pintando,
com as tintas da hospitalidade,
criou esta tela maravilhosa,
esta obra de arte,
esta arte viva,
interativa!
E, no imenso palco
do chão brasileiro,
os povos unidos
registram suas mágoas,
suas conquistas,
suas tragédias
e suas glórias!
biografia:
Odila Schwingel Lange, nasceu em Venâncio Aires, estado do Rio Grande do sul, Brasil no ano de 1950. Reside em Dourados, Mato Grosso do Sul desde o ano de 1979, onde, atualmente exerce a função de Diretora Executiva do Procon, órgão municipal de proteção e defesa do consumdor. É professora[ Mestra em História] e advogada.Trabalha, também na UFGD- Universidade Federal da grande Dourados. Considera-se uma poetisa popular e sua marca registrada é fazer poesia por encomenda. Já fez centenas de poesias, a pedido, para homenagear pessoas, entidades, empresas, programs etc...Seu poema 'Cordel do Consumidor' foi publicado pelo Ministério da Justiça e distribuido para todo o Brasil tonando-se referência para quem trabalha na área dos direitos consumeristas. É fundadora da Academia Douradense de Letras, entidade da qual exerce a presidência pela terceira vez. Sua índole lutadora e combativa, levou-a a receber de suas confrades e confreiras da ADL, o cognome de ' A poetisa Guerreira'.
Possui dois livros publicados: Folclore ou folclore?,um trabalho de pesquisa sobre a cultura popular brasileira e Protestando, coletânea de poemas de cunho político. Participou de diversas coletâneas, recebendo vários prêmios nacionais e internacionais.
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