epígrafeo centro da cidade fedehálito podre da capitalmonstros meninos alimentam-se do cheiro das comidas neste carnavalMusaComo pintar-te já não mais possoTe oferto, linda, um poema apenasUm que só traz o aroma dos jasminsO canto dos canários, as flores afinsA leve brisa nos cabelosO decote sobre os pêlosÍntimos de teu vulcãoOs primeiros passos descendo a escadaO riso doce de menina amad ...
epígrafeo centro da cidade fede
hálito podre da capital
monstros meninos alimentam-se
do cheiro das comidas
neste carnaval
MusaComo pintar-te já não mais posso
Te oferto, linda, um poema apenas
Um que só traz o aroma dos jasmins
O canto dos canários, as flores afins
A leve brisa nos cabelos
O decote sobre os pêlos
Íntimos de teu vulcão
Os primeiros passos descendo a escada
O riso doce de menina amada
Com todas as lembranças
De quando fazes parar o mundo todo
Com teus requebros de ninfeta mansa
Ou quando fazes tudo virar
Ao menor gesto de feroz tigresa
E, assim, o fogo, o ar, os outros elementos
E tudo de vivo ou inativo
Te homenageia, ao te ver passar.
Nas asas da Liberdade
Viaja o perfume da flor!
Mistérios mil tem a vida
Tempos de guerra e de paz
Um que já foi, não é mais
O seu caminho é só ida
Foi feita pra ser vivida
Seja do jeito que for
Sonhando sonhos de amor
Nos campos, pela cidade
Nas asas da Liberdade
Viaja o perfume da flor!
MEU MARTELO DE LUZ AGALOPADOVou falar das histórias que vivi
Heroísmos causados por amor
Mil batalhas vencidas sem temor
O que estava velado e descobri
Aventuras que falam só por si
Ver o ninho escondido do condor
Perfurar iceberg e colher flor
Mergulhar na cratera do vulcão
Descer onda e beber o furacão
São prodígios normais deste cantor
A donzela salvar do vil dragão
Destronar o tirano imperador
Libertar o cativo do senhor
Inverter do planeta a rotação
Pela força que vem do coração
Cantar mais do que os cantos do concriz
Manobrar mais veloz que os colibris
Ordenar a medida do progresso
Cultivando e sabendo do sucesso
Isso tudo e melhor eu também fiz
Calcular as distâncias do Universo
Repartir o tesouro que condiz
Sem favor ter amor quando mais quis
Ser autor ser ator ser o processo
Muito mais maravilhas que não meço
De com℮ta virar constelação
Tudo nada contendo na canção
O princípio vital da liberdade
Que me traz a total felicidade
Isso tudo me vem do coração
Quero enfim declarar minha verdade
É no verso que vê-se o cantador
Amador invencível sonhador
Deste sonho chamado Humanidade
Só possível se houver fraternidade
Do menor ao destaque principal
Comunhão seja um gesto natural
Cada qual traduzindo o seu modelo
De verdade na viagem sem apelo
Estrelar a Cultura Universal.
Biografia:
S. R. Tuppan [Sílvio Romero Costa Lima],Poeta, Educador, Produtor Cultural, Editor da Revista e Portal POÉTICA XXI, do Blog Tuppan Experimentum ! + Outros; Coordenador Geral do Alt Fest ! Fliporto – Poesia . Prosa . Artes Integradas.
Nascido em Garanhuns, Pernambuco, Região Nordeste do Brasil; vive no Recife.
Filho de Honório Davi de Lima, Bacharel em Direito e Funcionário Público, e de Maria Aparecida Costa Lima, Educadora, Servidora Pública, Artesã e Artista Plástica.
Ativo participante de movimentos artísticos e sociais, começou a recitar poemas em público em 1991, apresentando-se em diversas cidades de vários Estados brasileiros, nos mais diversos eventos e locais; também em rádios e televisões.
Em 1992, recebeu o Prêmio Revelação, no Trópicos Utópicos – II Festival Nacional de Arte Alternativa de Olinda. Ministrou Oficinas Lítero-Corporais nas cidades do Recife e Região Metropolitana e no Interior dos Estados de Pernambuco e da Paraíba.
Publicou, em 1995, o 'demo book' Atinguaçu Poesia. Em 1997, realizou a Exposição de Poemas em Quadros, em homenagem ao Sesquicentenário do poeta Castro Alves.
Tem poemas seus em jornais, revistas, fanzines, banners, cartazes, na Internet e em coletâneas, como a Pernambuco, Terra da Poesia, editada pelo Instituto Maximiano Campos – IMC e pela Escrituras Editora [2a. Edição, Recife/São Paulo, 2006].
Aparece em vídeos e documentários televisivos e na Web. Em julho de 2006, criou e coordenou a Casa das Letras, durante o 16º Festival de Inverno de Garanhuns, sob a chancela do IMC e o patrocínio da Nordeste Transmissora de Energia - NTE, com o apoio da Prefeitura de Garanhuns.
Blogueiro colaborativo, participa de diversos coletivos e organizações.
Possui os livros de poemas Atinguassu [no prelo] e o inédito Burussu.
srtuppan@yahoo.com.br
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