SORTESem referências nem credenciais para bradarNão fiz meus versos a título de espetáculo.Nem apelei ao emocional para sensibilizarApenas confessei-me frente ao Tabernáculo.Não busquei no meu relato qualquer glóriaE nem esperava de todos compreensão.Apenas busquei no fundo da memóriaE em grifos dei meu grito de emoção.Com a verdade imprimi como me vejoDa pouca idade não busquei compad ...
SORTE
Sem referências nem credenciais para bradar Não fiz meus versos a título de espetáculo. Nem apelei ao emocional para sensibilizar Apenas confessei-me frente ao Tabernáculo.
Não busquei no meu relato qualquer glória E nem esperava de todos compreensão. Apenas busquei no fundo da memória E em grifos dei meu grito de emoção.
Com a verdade imprimi como me vejo Da pouca idade não busquei compadecimento Tão pouco da experiência fiz gracejo.
E sem motivo pra qualquer engrandecimento A intuição é que escreve o que versejo Sincera e cruel, com mel ou fel, meu sentimento.
Marilene Mees Pretti 22/02/06
OS OLHOS DE MEU PAI
Olhando o céu negro e misterioso Pontilhado por milhões de estrelas Senti-me pequena diante o Poderoso. Quem sou? Que faço aqui nesta cadeira?
Perguntas mil sem respostas Diante da beleza Universal. Quanto mais se olha mais se gosta De perguntar ao Espaço Sideral.
As estrelas são olhos me observando E me pergunto qual é o olhar de meu pai. Sei que deve estar sempre me vigiando Mas qual dos brilhos é seu olhar, papai?
Sinto tua presença quando olho o céu Pois sei que lá estás junto a DEUS. Envolto em brumas... Revoando em véus... Protegendo-me e vendo os sonhos meus.
Tudo que tenho na vida realizado Sei que tem um pouco de tua vontade. Tu...Que no silêncio se comunicava Sei que se puderes farás-me bondade.
Depois que te fostes... Tanto aconteceu! Sei que me olhavas e me protegias. Mesmo sabendo que pelo caminho meu Tinha que passar e lutar sozinha.
E quando sinto que vou fraquejar Procuro teus olhos nas estrels brilhantes. Sei que em silêncio eles vão falar Aconselhando-me como fora dantes.
MARILENE MEES PRETTI 11/03/2005
UM POEMA QUALQUER
Para escrever um poema qualquer A gente pensa... Ensaia... Faz rascunhos... Remendos... Emendas. Escrever um poema qualquer é fácil. Escreve-se quando quer. Pensa-se num tema... Num lema E escreve-se... Tenta-se... E consegue. Mas para escrever um poema especial Aquele que mexe com o coração Pois de lá saiu... Inteirinho... Sem costura... Sem emendas... Sem rascunho... A gente não escreve quando quer. Ele nasce de parto natural Na hora que lhe convier Esteja-se preparado ou não. O poema especial Não sou eu quem escrevo... Creio! Pois ele vem a mim Assim... Como um rebento Ou águas límpidas da cachoeira Que transborda da mente Entrando pelas vertentes... Como indigente E a gente sente... Toma... E repassa somente para o papel Ao léu.
Marilene Mees Pretti 0/11/05
biografia:
Brasileira do Estado de Santa Catarina. Escreve sem amarras a nenhuma Escola Literária. Sem técnica, sem teoria, apenas por prazer.