REGALOS DEL PASADO¿Por qué me llamas, Ventura?No tengo más miedo o ganasDe débitos o créditos al presente.En esta edad, ahora soy sólo mitad,De los afuera no pagados y paganos.De los muchos errores cometidos como ciertos,De los pasos mal dados en vano y en suelo de descuidos,Por no conocer la maldad, por no saber de verdad,Las muchas ardides de la vida.Fui un vidente de mi propia ceguera.No ...
REGALOS DEL PASADO
¿Por qué me llamas, Ventura?
No tengo más miedo o ganas
De débitos o créditos al presente.
En esta edad, ahora soy sólo mitad,
De los afuera no pagados y paganos.
De los muchos errores cometidos como ciertos,
De los pasos mal dados en vano y en suelo de descuidos,
Por no conocer la maldad, por no saber de verdad,
Las muchas ardides de la vida.
Fui un vidente de mi propia ceguera.
No más miro y poco siento mi pasado.
Finalmente estoy libre de la espera y de la esperanza.
Del lado de fuera de la vida, por supuesto, con menos tiempo y poco espacio.
Sin corrientes y sin presnte, reniego osar y pensar de nuevo,
En las ternuras que cuando cerca se me negaron siempre.
biografia:
Cada um de nós tem um pouco de si e muito dos outros. O pouco é um diferencial que, de certa forma, contribui. O muito esmera o conceito do viver nas indispensáveis comparações.
Dizer de si, sem esbarrar nos tênues limites da vaidade - sempre latente, irrequieta e imatura - das assertivas muitas vezes desnecessárias, não é tarefa fácil, quando se pretende a elaboração de um isento transmitir.
O quase tudo de mim está nos meus trabalhos, que sempre buscaram em palavras vivas e sem retoques levar a leitura aos meandros da razão e do sentimento.
Considero, também, o lado do convincente. Ouvir pelas próprias alocuções é parcimonioso e não tão legítimo como o escutar de outrem, aquilo que desconfiamos de nós, tanto para as possíveis qualidades, quanto para os indefectíveis defeitos. Vaidade não há, a certeza fez ponto.
O que tenho para dar, como todos, é oaprendizado auferido numa longa bagagem de vida, talvez notado em pequenas visões no conteúdo de textos de minha autoria.
O que sempre terei por lamentar é a teatralidade do comportamento humano. Poucos são aqueles que não sobem ao palco.
Arnaldo Massari
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