NoturnoMe cresce da alma feito pragadesdém do dia inútil,que me sorrir da janelaonde dormem trepadeiras.O meu Crio em Deus Pai- que não creio -rezo ante a belezaimutável dos altares,edificados sobre mim.Copio olhares sem nomes,ausentes ao momento lírico.O poema se esfarrapa no ar de horrores.Um carro cruza sobre mim, a avenida.EncontroProcuro os que sabem de mim.Os que disseram ter me ouvido ...
Noturno
Me cresce da alma feito praga desdém do dia inútil, que me sorrir da janela onde dormem trepadeiras.
O meu Crio em Deus Pai - que não creio - rezo ante a beleza imutável dos altares, edificados sobre mim.
Copio olhares sem nomes, ausentes ao momento lírico. O poema se esfarrapa no ar de horrores. Um carro cruza sobre mim, a avenida.
Encontro
Procuro os que sabem de mim. Os que disseram ter me ouvido falar. Os que me encontram, quando me perco.
Em quantos poemas estou presente? Em qual deles era verdade?
Perco-me um pouco todo dia, para me encontrar em tantos outros. Não revelo, em disfarço. Apenas passo. Mas há momentos em que me demoro.
Enquanto o poema não vem
A Cyro de Mattos
Sem esse verso que me ronda há horas onde estaria eu agora
Sem saber ser flor Sem saber ser vento Não me arrisco. Espero
Não sei onde me cabe essa frase solta esse golpe de ar a dançar no peito ou na idéia
Enquanto não o conquisto desenho esse risco um rabisco do que me ronda
biografia:
Celso Brito é bahiano de nascimento e paraense de criacao. Reside atualmente em Saquarema, Rio de Janeiro, onde trabalha como agente de viagens. Professor de Matemática e Mestre em Sisitemas de Conhecimento de formacao, exerceu o magistério por dez anos, quando deixou para trabalhar com turismo. A poesia na sua vida comecou no tempo em que cursava o Ensino Medio, Carlos Drummond de Andrade é o seu poeta inspirador. Publicou poemas em jornais e revistas de diversas regioes do Brasil. Nao possui livro publicado nem participou te o momento de coletanias.