NO CAMINHO DOS EUCALÍPTOS@ Texto de Laura Limeira Aquele é um lugar tranqüilo, silencioso, sossegado...'No caminho dos eucaliptos', o pôr-do-sol cobreA planície de dourado, e o brilho é tanto queChega a ofuscar os meus olhos!O eucaliptal balança seus galhos num bailado tãoFrenético, que nos dá a impressão de estarHavendo festa em toda a natureza...Aqui e acolá, ao lado do meu, passam o ...
NO CAMINHO DOS EUCALÍPTOS@ Texto de Laura Limeira Aquele é um lugar tranqüilo, silencioso, sossegado...
'No caminho dos eucaliptos', o pôr-do-sol cobre
A planície de dourado, e o brilho é tanto que
Chega a ofuscar os meus olhos!
O eucaliptal balança seus galhos num bailado tão
Frenético, que nos dá a impressão de estar
Havendo festa em toda a natureza...
Aqui e acolá, ao lado do meu, passam outros
Veículos, mas quase nem os percebo...
Aquela paisagem chama-me tanto a atenção
Que não consigo esquecê-la nem quando a perco de vista!
Por lá, o encantamento é natural...
O cheiro agradável de alguns vegetais;
A terra molhada aromatizando mais aind o mato verde;
O gorjear dos pássaros;
O ranger dos carros-de-bois;
O contínuo sobrevôo das aves carniceiras;
Gados espalhados pelo pasto;
Os cortadores de cana com seus feixes na cabeça;
Agricultores retornando da lavoura;
Os vendedores de frutas ao longo da estrada...
Tudo, tudo naquele caminho é mágico!
Durante o percurso, admiro a vasta plantação
De cana-de-açúcar...
No ar, o cheiro da fabricação do mel as denuncia
Em todo o trajeto, avistamos treminhões
Transportando a cana queimada
E soltando palhas ao vento...
Mais adiante, entre uma paisagem e outra
Alguns vilarejos
Peões ajuntados, à espera da condução
Que os leve de volta à casa, após mais um dia
De labuta pelos campos...
Assim é aquele caminho...
Exatamente como eu gostaria
Que fosse o meu pela vida...
Cheio de paz!
Recife, 04.10.2002 - 16:32HAS PAPOULAS@ Texto de Laura LimeiraDe repente um clarão...
Abrese a cortina do passado e começa o replay
Você alí, parado!
Lentamente a madrugada adormece
E o dia vem nascendo...lindo!
Através da vidraça desse quarto de hotel
Observo 'as papoulas'...
São muitas, e estão juntas
Seus galhos tremulam ao vento
Como se tivessem asas...
Seu colorido é esplendoroso!
Diante de mim, o mar...
Barulhento na quebrada das ondas
Só permitindo ecoar o canto da gaivota,
Que o sobrevoa...
Então, sòzinha, fecho os meus olhos
Abro os braços da alma
E te acolho no crepúsculo
Da vida que eu perdi...
Recife, 05.10.2002 - 04:37HCONCHINHAS DO MAR@ Texto de Laura Limeira Nesse dia de sol sento-me à beira-mar
E tudo em mim incomoda, desde as lembranças
Até as saudades que sinto...
O pior, são os pensamentos:
Neles, tudo se fixa!
Na areia, tento escrever uma poesia
Mas só o teu nome desenho
Decido então, cantarolar uma melodia
E logo escuto, ao lnge, aquela nossa canção
Olho para o calçadão e lembro de nós dois
A passear abraçados...
Não dá!
Estou prisioneira pelos retalhos da minha vida
Pedaços remendados pelo teu amor
Que contam nossa história, cerzida pela minha dor
Fico a olhar o horizonte ao longe, e observo...
O pescador retornando à praia
Com o seu barco cheio de peixes
Pessoas caminhando de um lado para outro
Sem pressa de chegar lá, nem cá
A maria-farinha que se esconde sob a areia molhada
E casais, trocando carinhos, bem aqui, ao meu lado!
Ai meu Deus, a estrela-do-mar está morta!
Olha, encontrei as conchinhas que você me pediu, lembra?
Lá se foram as minhas sandálias com a onda...
O dia está tão lindo...
Que pena!
Recife, 07.10.2002 - 03:43Hbiografia:
PERFILLaura Limeira é uma figura expressiva no meio literário atual como pesquisadora, humanista, escritora e poeta, nasceu no dia vinte e oito de dezembro e Recife/Pernambuco/Brasil, e escreve desde os qüatorze anos de idade, mas somente a partir de pouco tempo veio a decisão de compartilhar seus manuscritos. Contemplativa, eloqüente, contemporizadora, e por vezes até incauta, mantém por convicção o seguimento às temáticas com tendências ao romântico-erótico-sensual em seus escritos, praticando-o em suas criações com a liberdade que o modernismo proporciona à inovação dessa forma literária. De formação universitária, destaca-se, entre outras, na área das comunicações públicas e sociais, expressando-se com clareza ao transmitir uma linguagem poética deveras impressionante, quando esquece a diferença entre a tênue linha que divide o real do imaginário, e mantém a mesma simplicidade da poeta que não segue regras passando a escrever apenas, com a alma e o coração. Em seus textos, a autora consegue aliar criatividade, romantismo, sensualidade, erotismo, e legitimidade no seu estilo ímpar, claro e inconfundível, personalizado de extremo refinamento e sensibilidade fzendo desta feita, a grande diferença. É uma artista que veio reposicionar o lirismo contemporâneo do idioma português, escrevendo com o mais belo dos sentimentos, e mostrando que nunca o amor e a saudade foram tão bem ditos. Atualmente é membro efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras, e além de divulgar sua arte em seu site oficial com endereço em http://www.lauralimeira.com.br, também tem trabalhos publicados por toda a rede onde já publicou um livro eletrônico editado pela on-line book intitulado 'Portal do Sol', possuindo 495 KB, e disponibilizado para download em http://www.livrariadesonhos.com.br/acervo/poesias/pop-portaldosol-exe.htm. Seu primeiro livro no papel foi a Antologia 'Poesia Só Poesia', lançada recentemente pela Editora Novas Letras e Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, onde aconteceu a noite de autógrafos com uma presença considerável de fãs e leitores, que lá estiveram para homenageá-la. Pessoa humana de natureza ímpar, suave, delicada, calma, inteligente e extremament bem-humorada, esse o perfil legítimo dessa nossa amiga pessoal, confidente e poeta predileta, uma mulher incomum que reside na 'Terra do Frevo' da Região Nordeste do Brasil.
Fabrizio Bianco Prieux - Venezia - Itália
Maxwell Rhirsan - New York - USA
24.04.2004 - 16:37H
LauraLimeira@aol.com