CRISTAL QUEBRADOGenaura TorminNáufraga de sonhos,Tenho saudades de mim mesma.Guardiã estáticaDe uma performance em cacos,Já não sei quem sou.Quebrou-se o cristal!Incendeiam-se restos de esperanças,Multiplicando a inércia dos instantes.A solidão se faz...Sonho frustrado.Permito-me o impossívelPorque as portas me fascinam.Vivo emoções do tempo que se foi.Das derrotas,Guardo o aprendizado. ...
CRISTAL QUEBRADO
Genaura Tormin
Náufraga de sonhos,
Tenho saudades de mim mesma.
Guardiã estática
De uma performance em cacos,
Já não sei quem sou.
Quebrou-se o cristal!
Incendeiam-se restos de esperanças,
Multiplicando a inércia dos instantes.
A solidão se faz...
Sonho frustrado.
Permito-me o impossível
Porque as portas me fascinam.
Vivo emoções do tempo que se foi.
Das derrotas,
Guardo o aprendizado.
Não fujo de nada!
Nada em mim petrificado está.
Há muito sentimento
Ainda.
Mergulho nos meus cantos,
Escudo-me na coragem,
Pois inteira sou
Para esta viagem seguir,
PROTÓTIPO DA FELICIDADE
Genaura Tormin
A distância edifica o amor!
Prova a sua importância,
O lugar cativo no coração.
Pode, também,
Consolidar o fim,
Lanhar a emoção.
Na dúvida,
Nunca diga adeus.
Tente outra vez!
Resista ao sentimento.
A esperança não pode partir.
Abra o seu coração!
Deixe o afeto emergir.
Cante por todas mágoas,
Por todas as dores...
As portas se abrem sempre.
Não se aprisione às que se foram.
O amor é imprescindível.
É alento, tormento,
Dinâmica do existir.
Sua falta machuca,
Diminui a auto-estima,
Abre crateras, provoca feridas...
Ame,
Mesmo que seja em sonho!
Encontre pessoas queridas.
A fantasia faz parte!
É o protótipo da felicidade!
ARQUITETA DE MIM
Genaura Tormin
Vou reinventar a vida!
Fazer consertos,
Aplicar remendos.
Prenhe estou de disfarces
E esgueiram-me pelos corpo
A plangência do tempo,
Restos de batalhas
Que se reiniciam sempre.
A incoerência dos retalhos
Fragmentam-se pelos dias.
Recolho os estilhaços.
Sou enigma,
Sou incógnita no existir!
Fabrico fantasias
E metáforas.
biografia:
Curriculum da Genaura Tormin
GENAURA MARIA DA COSTA TORMIN, é o meu nome. Nasci ao amanhecer de um domingo de julho, embalada pela sinfonia do vento e pelo cantar de pássaros. Filha de pais camponeses, tenho por lema a coragem, a fé por legado e o amor por escudo. Já vivi meio século, conheço bem a jornada. Fui menina, rebelde, barulhenta, traquina. O colégio de freiras me fez moça educada, comportada, bem intencionada. Sou casada e tenho filhos.
Nasci no nordeste brasileiro, mas reputo-me goianiense, pois aqui resido desde os nove anos de idade. Aqui conclui os meus estudos. Fiz o curso Direito e especializei-me em algumas áreas. Sou Delegada de Polícia. O tempo legou-me a aposentadoria. Irreverente que sou, arranjei outra ocupação. Estudei e prestei concurso. Sou Analista Judicário do Tribunal Regional do rabalho de Goiás.
Fui poeta, como toda adolescente, porém essa marca não passou por mim. Retenho-a até hoje. Não me importa se canto o amor, a vida, a morte... O que importa é cantar, extravasar, curtir as palavras lindas, tristes ou fortes.
Sou escritora: meu livro Pássaro Sem Asas estreou em 1991 e já está em 50 edição. A 6ª já está a caminho. Afinal, a vida é dinâmica. Tenho, ainda outro: Apenas uma flor, de poemas para acalentar a alma, colorir os momentos desbotados e falar de amor.
Em versos vou levando a vida, desnudando anseios e deixando jorrar todas as emoções de viver. No meu caminhar tenho pressa. Vivo o hoje, o agora. Sou poeta.
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