VULTOS AO ANOITECERFoi assim... talvez não fosse bem a hora nem o lugar,mas nossos lábios se uniram em beijo ardente.Nossos corpos se enlaçaram, senti enternecer o seu olhar, seu corpo fremia e seu suor brotava levemente...O calor do desejo se espalhou como em precee se expandiu em ondas. Tu te tornaste predador e eu a caçae os que passavam, fitavam-nos surpresosao verem nossos vultos através ...
VULTOS AO ANOITECERFoi assim... talvez não fosse bem a hora nem o lugar,
mas nossos lábios se uniram em beijo ardente.
Nossos corpos se enlaçaram, senti enternecer o seu olhar, seu corpo fremia e seu suor brotava levemente...
O calor do desejo se espalhou como em prece
e se expandiu em ondas. Tu te tornaste predador e eu a caça
e os que passavam, fitavam-nos surpresos
ao verem nossos vultos através de uma vidraça.
Éramos amantes na gaiola do amor, então bem presos.
Mas... quando mais tarde fechamos as cortinas
suguei-te como a abelha ansiosa suga o mel
e, depois cansados, exaustos, lágrimas pequeninas
rolaram... sentindo-nos atores, cumprindo cada um o seu papel
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ESPALHANDO ESTRELASQuero sair por aí
espalhando estrelas
azuis, douradas, prateadas...
Estrelas que adornem a fronte
da menina feia e triste;
estrelas que façam brilhar
os olhos daquela velhinha
que viu os filhos crescerem
- e sumirem -
na poeira dos caminhos;
estrelas que façam sorrir
a menina aleijada
que todas as tardes, da janela,
observa a criançada
brincando de pegador;
estrelas ternas que consolem
a moça que perdeu a virgindade
e que nunca pôde ser mãe;
estrelas que entrem no barraco
e sirvam de cobertor
prá família João-Ninguém;
estrelas de faz-de-conta
prá botar nos sapatinhos
dos que esperam, como eu,
a NOITE que nunca vem.
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SOLAR PARA UM AMIGOAo meu grande amigo Cláudio Ferrari RighiPorque és meu amigo, acho que mereces um solar:
frontispício branco, gregas as colunas
e amplos salões onde bailarão teus sonhos.
No teto, alto-relevos de estranha beleza
simbolizando o encanto de fadas e de musas.
Ladeando o solar, árvores frondosas
onde cantarão os pássaros que tu amas tanto.
Diante dele, canteiros de rosas,
rosas vermelhas para a que elegeste
como tua amante-amada e feliz rainha.
Para chegar até ao portal, a passarela
sob a qual passa um riacho, límpido berçário
de carpas que dançam um bailado lindo
enviando nos reflexos dourado-prateados,
mensagens de amor e de euforia.
É um solar de sonhos, sei, mas para um poeta
o sonho é mais que vida: é uma eterna melodia.
biografia:
Leda Galvão de Avellar Pires nasceu em Lavrinhas, Estado de São Paulo, Brasil.É viúva, funcionária aposentada da Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp.
Está residindo em Ubatuba [SP] embora tenha residência também em Botucatu.
É formada em Jornalismo - Mtb 30620 - pela Universidade de Taubaté [SP]- Unitau.
Títulos: Membro da Academia Botucatuense de Letras, Artes e Ciências; Sócia Efetiva das Associações: dos Escritores do Amazonas e dos Escritores e Poetas Botucatuenses. Sócia Efetiva da União Brasileira de Escritores - Seção de São Paulo.
Atividades literárias: Livros 'Quatro Tempo de Poesias' e 'Infância, Exílio e Saudade - Três Temas e Um Poeta'. Em fase de Diagramação: 'Uma Família Paulista'.
Participação em inúmeras Antologias.
Trabalhos na Internet:'Apostila Base de Teatro' e, 'Vampirismo' [em andamento, no site do Luna e Amigos.
Homenagem: Biblioteca Leda Galvão de Avellar Pires, na Sede do Departamento dos Servidores Aposentados da Associação dos Funcionários da Unesp do campus de Botucatu - DAP-ASU.
Outras atividades: Membro da Tribo Cuesta: Cooperativa de Bens e Serviços Turísticos [Botucatu]; Grupo Convivência, liderado por Elvira Marins, esposa do escritor Francisco Marins.
ledagalvao@yahoo.com.brhttp://geocities.yahoo.com.br/leda_galvao/indice.htm