Casablanca, o poema Não sei porque, mas me deu uma vontadede falar de Casablanca.Não tem nada a verNunca fui lá O filme? Vi uma pá de vezesPor quê Casablanca?Não tenho um barNosso amor não começouNem terminou em ParisNão estamos em guerraNem muito menos separados[Ainda bem!]Não vou esperar você Entrar pela porta, Linda como sempreE saudar o pianistaPelos velhos temposPedindo saudosa:“ ...
Casablanca, o poema Não sei porque,
mas me deu uma vontade
de falar de Casablanca.
Não tem nada a ver
Nunca fui lá
O filme? Vi uma pá de vezes
Por quê Casablanca?
Não tenho um bar
Nosso amor não começou
Nem terminou em Paris
Não estamos em guerra
Nem muito menos separados
[Ainda bem!]
Não vou esperar você
Entrar pela porta,
Linda como sempre
E saudar o pianista
Pelos velhos tempos
Pedindo saudosa:
“Toque, Sam, aquela música”
Não, nada disso.
Casablanca? Por quê?
Por, ser, quem sabe,
Uma linda história
Triste, mas bela
Não é igual a nossa,
Não tem final feliz
Mas eu posso dizer
A qualquer hora
“Toque outra vez, Sam!”
DistânciaNós estamos tão distantes
Separados por um longo espaço
Quilômetros e quilômetros
Nossas vozes se cruzam
Nossas palavras também
E sempre fica a ausência
Nossa ausência de nós dois
E sempre fica aquele vácuo
Um vazio. Um nada. Um abismo
Minha mão crispa-se sentida
Ela sua como se estivesse chorando
Pela ausência de tua mão tão longe
Ela gela pela falta do teu calor
Pára no ar, trêmula, numa tentativa
De alcançar você lá longe.
Ela recolhe-se triste, fechada
Mas com uma ponta de esperança
Breve, muito breve, ela vai encontrar você
À Greta GarboMusas servem para inspirar o poeta
Musas servem para conduzir o homem
A ver mais que uma musa,
deslumbrar um mito
Greta Garbo, o mito
Greta Garbo, a deusa
No auge, na fama
Com todos os homens
Aos seus pés...
Virou-se
Não olhou para trás...
“I want to be alone!”
Ficaste sozinha
Longe do mundo
Te homenageio
Diferente
De todas
Teu poema é mudo
Não há música
Só o silêncio
Já que você foi embora
Um minuto de silêncio
Por você.
Biografía:
Roberto BordinPublicitário formado pela ESPM, trabalhou na área de Marketing [Philips, Telefunken, Camargo Correa entre outras], desenvolvendo roteiros de comerciais, vídeos institucionais e de treinamento. Escreve para teatro desde 1976, teve peças encenadas e premiadas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
PrêmiosObra: “Bastam para dançar um bom bolero”
1978 - Premio Sectur Prefeitura Santos – 1o. Lugar melhor texto
1979 - Peça escolhida para representar a cidade de Sorocaba no Festival Estadual de Teatro Amador de São Paulo e Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa. Encenada pelo Grupo Teatral Maré
1979 - Premio Joraci Camargo – Melhor Autor Festival Nacional de Teatro em Ponta
Grossa. Prêmios também para ator, diretor e iluminação
1980 - Melhor montagem do ano por grupo local – Curitiba.
2000 - Escolhida para representar a cidade de Sorocaba no Festival Nacional de Teatro de
Ponta Grossa e no Mapa Cultural Paulista. Encenada pelo Grupo Teatral Maré
comemorando 21 anos da primeira montagem recebeu prêmio de melhor ator, coadjuvante e iluminação.
traduzida para o castelhano
Obra: “Tu Devi Esser Mia”
1980 - melhor peça adulta no 1o. Concurso de Dramaturgia – Prêmio Cruz e Sousa -SC
1981 - Publicada em livro pela Fundação Catarinense de Cultura. Inédita
Traduzida para o francês
Obra: “Um cinema chamado Brasil”
1980 – menção honrosa no 1o. Concurso de Dramaturgia – Prêmio Cruz e Sousa - SC
1982 – 3o. lugar Concurso de Dramaturgia da Pref. Municipal do Guarujá
Obra: “A Vampira da Favela”
1983 - 3o. lugar - Prêmio Prefeitura Municipal do Guarujá
Encenada pelo Grupo Teatral Maré – Sorocaba - 1984
Obra: “Os Trens Não Esperam os Passageiros”
1984 – Menção Honrosa Premio Prefeitura Municipal do Guarujá
Como poeta, iniciei ano passado. Tenho escrito mais de uma centena de poemas. Maioria deles publicado no site planeta literatura.
rodin@estadao.com.br