SENTINDO A NATUREZA A tênue nuvem passaSob o céu azul TranslúcidaQual fumaçaA brisa toca O meu corpo nuDocemente relaxadoÀ sua esperaLá foraO pássaro voaBatendo as asasEnquanto um querubimUma canção, entoaNo chão, a gata miaToda assanhadaAo mesmo tempo Em que o cãoSente o cheiro Da cadela no cioEmbevecidaAdmiro a naturezaE me arrepioCom tamanha Perfeição, belezaE sintonia!* * *HOJE O ...
SENTINDO A NATUREZA A tênue nuvem passa
Sob o céu azul
Translúcida
Qual fumaça
A brisa toca
O meu corpo nu
Docemente relaxado
À sua espera
Lá fora
O pássaro voa
Batendo as asas
Enquanto um querubim
Uma canção, entoa
No chão, a gata mia
Toda assanhada
Ao mesmo tempo
Em que o cão
Sente o cheiro
Da cadela no cio
Embevecida
Admiro a natureza
E me arrepio
Com tamanha
Perfeição, beleza
E sintonia!
* * *
HOJE O DIA FOI ESPECIAL Senhor,
No silêncio desta noite
Quero agradecer-te
Pelo dia de hoje
Foi maravilhoso, Pai
Participar
De um trabalho voluntário
Debaixo do sol causticante
Deste nosso sertão
Sentir que fiz algo de bom
Sem esperar nada em troca
Apenas pelo prazer de servir
Visitar famílias pobres
Moradoras da periferia
Marginalizadas
No mundo dos homens
Mas amparadas por filhos teus
Que compreendem
A grandeza dos pequeninos
E a necessidade
De dividir o alimento
Material e espiritual
Nessas visitas eu vi
Cenas tristes
De pobreza
Miséria
Desesperança
Mas também senti a Tua presença, Senhor
Obrigada porque me fizeste
Descobrir o caminho do espiritismo.
Obrigada, igualmente
Porque me levaste
Até esse grupo ímpar chamado GEEA.
Através dele
E do exemplo de vida
E dedicação daqueles irmãos
Estou me transformando.
Lutando contra as más influências
E pela minha reforma íntima.
Procuro seguir
Meu caminho, sempre
Pautada no amor
Na fraternidade
Na solidariedade
E no bem.
Obrigada, Pai!
Assim sou feliz.
[Arcoverde 14 de janeiro de 2006]. * * *
ÁGUA, FONTE DE VIDA Fecho os olhos e sinto
O gosto do líquido insípido
Descendo com frescor
Matando a sede
Do corpo cansado e sedento
Fecho os olhos e sinto
O líquido frio e inodoro
A cair abundantemente
Lavando [no banho] a pele impura
Fecho os olhos e imagino
Uma queda de água
Translúcida qual véu
De noiva virgem
Que sonhadora
Deseja povoar a terra
Trazendo vida
À natureza divina
E deixa escorrer um fio
De gozo do prazer
Pela terra, que fértil
Dá origem a novos seres.
[Produzido para participar da CIRANDA ÁGUA... PRESERVAR É PRECISO - Novembro 2005
som: Guilherme Arantes - Planeta Água
Grupo Ecos da Poesia]
Publicado em:
www.abrali.com/ecosdapoesia/cirandas/agua_2.htm
BIOGRAFIA:Natural de Sertânia/PE , residiu por 8 anos em Fortaleza/CE e hoje mora em Arcoverde/PE. Pedagoga [UFC], Especialista em Metodologia do Ensino Superior [AESA/CESA-UNICAP], Educadora [redes públicas de ensino estadual e municipal], Sindicalista, Radialista [Amadora], Evangelizadora Infanto-Juvenil [Espírita/GEEA], Formadora/PROFORMAÇÃO, Escritora e Poeta. Tem 3 filhos: Christopherson, Nayanna e Ygor.
selmaral@gmail.comhttp://www.xisclub.com.br