Por que Chora a tarde?A tarde está chorando por vocêCom lágrimas brilhantes salpicamOs rios com as gotículas das chuvasDo entardecer...Os raios de sol se põem no horizonteE bordam as nuvens de ouro...Anunciando o entardecer...E as gotas da chuva como pequenos diamantesCaindo do céuTambém iluminam o entardecer...No sussurro do vento ouço o lamento da tardePedindo à Lua para acordarE não d ...
Por que Chora a tarde?
A tarde está chorando por você
Com lágrimas brilhantes salpicam
Os rios com as gotículas das chuvas
Do entardecer...
Os raios de sol se põem no horizonte
E bordam as nuvens de ouro...
Anunciando o entardecer...
E as gotas da chuva como pequenos diamantes
Caindo do céu
Também iluminam o entardecer...
No sussurro do vento ouço o lamento da tarde
Pedindo à Lua para acordar
E não deixar o Sol morrer...
E ela acorda preguiçosa, e com sua luz opaca
Ilumina a Terra onde a vida não pára...
E a tarde entristecida se despede do Sol
Chorando por você...
A Lua chorona também chora,
Derramando orvalho sobre a relva...
E ilumina o Mar que reclama da escuridão
E as marés revoltas rolam para a praia
Buscando o Sol...
E juntos se abraçam com a mãe natureza
Que lhes promete um novo brilhante alvorecer...
Questionando entre si reclamam
Por que tanto chora a tarde?
Ela não sabe que um novo dia há de vir?
E ao longe se ouve o ladrar de um cão
Nas árvores o gorjeio dos pássaros
Mas a tarde não lhes dá ouvidos
E com suas lágrimas douradas
Pelos raios do Sol
Continua chorando por você...
CANSAÇO
Estou cansado como um pardal na chuva.
Estou cansado como um velho, da bengala escorregadia...
Estou cansado de querer saber de onde venho e para onde vou...
Estou cansado da inversão de valores.
Estou cansado da mentira e da nulidade.
Estou cansado de ter esperança que é
uma das maiores loucuras do homem.
Estou cansado de buscar pelo amigo que não tenho
que possa me indicar o caminho.
Estou cansado de pensar nas pessoas que amo e que se foram...
Estou cansado de saber que a vida é uma grande mentirosa
e que nada se conclui.
Estou cansado de decepções...
Estou cansado de me perguntar
quando chegará o meu dia e minha hora...
Enfim, estou cansado
Cansado como um pardal na chuva.
LOUCURAS DE AMOR
Quando unimos nossos corações num longo beijo de amor,
Contamos uma história tão antiga quanto o rascunho da Bíblia.
Quando dois corações se amam o tempo não existe...
O tempo e distância nada significam diante da dimensão de um grande amor.
Que importância tem o futuro, se posso queimar minha parcela de felicidade, aqui e agora?
Que importância pode ter o amanhã, se hoje estamos juntos?
O amor é uma flor que não depende das estações para desabrochar.
Nada pode substituir o amor, que é a grande loucura do homem
Podem me chamar de louco, se quiserem. Sou louco sim... Louco pela vida, louco por mim, louco por vucê, louco por quem me criou, sou louco pela natureza e suas mutações. Sou louco pela arte, louco pela família, pelas mulheres.
Loucura nunca foi privilégio de ninguém. Freud foi chamado de louco. Leonardo Da Vinci, Albert Eisntein, Jesus Cristo, Galileu Galilei, Manoel Maria Barbosa du Bocage, Affonso Manta... Todos os gênios da humanidade foram tachados de loucos. Se estou enquadrado neste meio, estou muito bem.
Se amar alguém é loucura, então viva a loucura, vivam os loucos, viva eu, viva você.
Viva a vida, viva o amor e viva 'las putanas'. Sem elas o mundo não teria graça nenhuma!
biografia:
FLORISVALDO RODRIGUES DA SILVA nasceu no dia 30 de julho de 1940 no Engenho Santa Maria, Poções - Bahia - Brasil.
Casado, três filhos, foi representante comercial da Indústria Química Ypiranga [São Paulo] no interior da Bahia, Inspetor dos Direitos Autorais no Estado da Bahia, Supervisor da Coca-Cola e Repórter da Revista Atualidades [Rio de janeiro] por seis anos. Fundou a revista 'O Tempo' em Vitória da Conquista e foi vice-diretor do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima - F eu o título honorífico de Marquês de Serra Preta e utiliza o pseudônimo de Poetas dos Sonhos. Morou por muitos anos na cidade de Poções. Adolescente foi tentar a vida em São Paulo, retornou à terra natal e atualmente reside em Vitória da Conquista. Foi vice-diretor do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, da Fundação Cultural do Estado da Bahia. É funcionário público do Estado da Bahia, agente administrativo lotado na 20ª DIRES - Diretoria Regional de Saúde, órgão da Secretaria de Estado da Saúde sediado em Vitória da Conquista. Como escritor, participou de dez Festivais de Inverno da Bahia, como poeta e contista. Tem obras publicadas em várias coletâneas e foi premiado com uma página no Atlas 2000 do Governo do Estado da Bahia. Ultimamente tem participado de todas as edições da ANTOLOGIA ESCRITORES BRASILEIROS e seu trabalho é alvo de críticas muito favoráveis na área da Poesia e do Conto.
Publicou em 1999 o livro 'O Menino do Engenho Santa Maria'. É membro efetivo de várias academias de letras e fundador da APOLO - Academia Poçoense de Letras e Artes. É poeta, contista, cronista, historiador e escreve para vários jornais da Bahia. Recebeu o título honorário de Marquês de Serra Preta e utiliza-se do pseudônimo 'Poeta dos Sonhos'.
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