INSENSÍVEL AMOR!...Nossa!...Por ti derramei lágrimas, senti dores tão profundas...Que ecoavam sobre o universo, despertando até mesmo atenção dos anjos...Quanto esperei de ti?...Quanto sonhei?...Quanto me humilhei?...Entreguei-me de coração e alma límpida depois da tua perseguição,Acreditei em tuas palavras que me soavam como bálsamo a minh’ alma,Que já vinha de outros sofrimentos.. ...
INSENSÍVEL AMOR!...Nossa!...Por ti derramei lágrimas, senti dores tão profundas...
Que ecoavam sobre o universo, despertando até mesmo atenção dos anjos...
Quanto esperei de ti?...Quanto sonhei?...Quanto me humilhei?...
Entreguei-me de coração e alma límpida depois da tua perseguição,
Acreditei em tuas palavras que me soavam como bálsamo a minh’ alma,
Que já vinha de outros sofrimentos...
Abusastes de mim, retirando-me o bem mais precioso o sorriso,
Usaste-me como tua sombra, quando queria ser tua luz!
Deixaste-me ao relento da dor, da amargura,
Que carrego por ter acreditado em ti...
Até o dia em que tropecei depois de saber de tuas traições...
Ah, dor imensa aquela sem saber se doía mais ser traído ou trair você!...
Ao trair-te, em busca de minha própria auto-afirmação,
Trai todos os meus conceitos e tudo aquilo em que acreditava,
O arrependimento bateu-me no fundo d’alma,
Entrando por meus poros e instalando-se em meu coração amargurado...
Agora fico horas a tua espera, a espera da volta daqueles dias,
Em que fui amado desejado, querido, por você,
Ah, que solidão é esta que me cobra tanto tua presença,
Onde estás tu? Para onde fostes? Como fazer-te voltar a me amar?...
Insensível a tudo que eu sentia...Deixou-me e,
Procurastes além da vida teu esconderijo, para lá indo,
Onde pensas que eu não te vejo e nem te sinta,
Engano teu!... Ah que engano, pois o que sinto por ti...
Atravessa o próprio infinito e consegue sentir teu perfume!
Agora, aqui, sozinho, olho em busca de teu olhar e,
Deparo-me com as estrelas e elas me trazem lembranças
De teus olhos apaixonados, e me vem o desejo de amar novamente,
Mas tua insensibilidade me afasta de ti e me joga nos braços de outra.
Agora, parto em busca de outros olhos, de outra pele e de outra história...
PERDI...Nesta busca percorri os vales do descaso,
suplantei as dores vindas da humilhação,
tornei-me tão rastejante que senti o gosto da própria terra...
Em busca de teu calor aproximei-me do sol;
e ele era gelado perto da lembrança que tenho de tua pele.
Na busca de teus lábios fui em busca da lua;
e ela não tinha o sabor do amor que advinha de teus beijos.
Em busca dos teus olhos joguei-me nos oceanos;
e, nem mesmo eles, tinham a dimensão da força de teu olhar...
Agora solitário
a percorrer caminhos estranhos
lanço-me em meio ao acaso sem saber o que me espera,
Quanto mais te busco,
mais a lágrima da saudade me cobra tua ausência,
Por mais que fuja de ti teu cheiro está entre meus lençóis
e, neles, lanço-me para poder sentir-te...
Ah!...Como sobreviver?
Como continuar a trilhar este caminho imposto pela senhora vida
se agora me sinto zumbi de meus pecados?
Ah...Como corroi esta ausência de tuas mãos,
das tardes em que trocávamos confidências
da comunhão de corpos, da entrega de nossas almas?...
Agora vem a senhora verdade -
impiedosa - mostra-me que te Perdi,
Como a sentença de minha própria morte
a levar-me nos braços da Solidão...
Se Sou...Serei...Se outros vos mostram a lua,
Então, vos mostram a mim mesmo!
Se, ainda assim, te mostrarem o sol,
Serei eu novamente!...
Se, te mostram o oceano...
Mais um vez serei eu!...
Como poderá procurar outros braços
Se, a tudo estou em para ti!?...
Entrego-te o ser em minha alma,
Entrego-me a todos os teus desejos,
Em todas as formas sem pudores,
Sem pensamentos.
Você é minha força
Meu maior poema
Você é minha escrita mais doce!...
A força para as palavras severas,
Meu acalento quando sou magoado.
Que mais frágil ou gigante
quando escondido eu reapareço
Movo-me por encantos teus
Como se tu fosses a própria terra...
Ah, e se fosses a terra?!...
Seria eu a borboleta em teu aroma...
Seria o pássaro a cantar-te a vida,
Seria o riacho a levar-te as águas e,
Ainda, que os ventos soprassem...
De teu íntimo viesse o calor, teu manto interior...
Eu seria o mar a banhar-te às margens...
Para acalmar-te após a erupção!...
Mas se olhares para o céu e, além de mim,
outros vos saúdam e contemplam...
São demais movidos por teu esplendor de amor...
Mas o meu olhar se faz diferente,
Nosso amor foi escrito em outros tempos,
outras vidas...prometido entre anjos
que hoje nos saúdam...
Nossas vidas tomadas neste sentimento
Superando e dando forças necessárias...
vencendo a tudo e os opositores deste sentimento.
Hora sinto-me criança em teus braços,
Hora homem,
em nossos momentos mais íntimos...
Sinto estar contigo em meio às estrelas...
Êxtase que me provoca tua pele!....
Fiz-me te amar pelas mãos...
Mãos que sempre estiverem a disposição na dor,
Mãos que me ajudaram a suportar
Dores inaceitáveis a muitos
Hoje quando penso que posso perder-te...
Lanço-me ao vale da tristeza e, lá fico,
esperando meu fim, nada, fará sentido,
Haverá em mim a força de antes?...
Você é meu alimento,
Se sou anjo [como dizes]...
És as minhas asas!...
Se sou tua noite, serei então estrelas
para iluminar-te sempre
Se sou teu amanhecer serei sempre
o Sol a te aquecer,
Te amo...Te amo...Te amo!...
Biografía
PAULO NUNES JUNIOR - Sou brasileiro, viúvo, empresário, escrevo há 4 anos, Acadêmico da Academia Virtual brasileira de letras, resido no litoral norte Paulista, Bertioga, sou fundador da Instituição Christian Reis entidade voltada ao atendimento de famílias carentes, terapeuta especializado em dependência química, adoro a natureza, e creio ser a poesia um dos instrumentos para divulgação do amor.
paulonunesjr@uol.com.br