AMOR ENTRE AS MARGENS DO ATLÂNTICOSeparando a Europa e a África, das AméricasO Oceano Atlântico assume a forma de “S’”A princípio, talvez para significar a SAUDADEUma saudade sentida, ainda que no plano virtualPromoveu um encontro de dois seres em espírito.Navegando por suas águas, éramos dois naviosNa busca transoceânica de interligar dois povosPovos que aos poucos se t ...
AMOR ENTRE AS MARGENS DO ATLÂNTICO
Separando a Europa e a África, das Américas
O Oceano Atlântico assume a forma de “S’”
A princípio, talvez para significar a SAUDADE
Uma saudade sentida, ainda que no plano virtual
Promoveu um encontro de dois seres em espírito.
Navegando por suas águas, éramos dois navios
Na busca transoceânica de interligar dois povos
Povos que aos poucos se tornariam mais que irmãos
A travessia do Atlântico, já lhes era imprescindível
Ultrapassar a distância era resultado dessa intenção.
No intento da força do amor, buscavam a união
No horizonte, tanto da margem norte como do sul
Havia a sintonia e o desejo recíproco do encontro
E nas águas serenas vistas num belo contraste
A mistura das cores formando as lindas nuances.
Juntos, vencemos a dor da espera e da saudade
Como a confirmação de um carinho muito especial
E de um amor já tantas vezes por nós declarado
Hoje ainda contemplamos as águas do grande mar
Com harmonia daquelas águas que nos separavam.
Certeza...estivéssemos às margens do Atlântico
Oceanos Pacifico, Indico, Glacial Ártico ou Antártico
O nosso encontro ultramar seria coroado com amor
Independente do local onde nos encontrássemos
Nós seríamos e somos : dois povos e só destino.
[Caruaru, 04.12.2005]
TOCOU-ME O SENHOR
Eu estava contemplando absorta a natureza
Perguntei a Jesus, porque é a paz incerteza
Na minha aflição, não percebi sua grandeza
Tocou-me Jesus, com amor, carinho, leveza.
E com sensações inexprimíveis senti o Senhor
Senti sua presença com alegria, e o Seu amor
E Ele me disse: - Filha afasta de ti o dissabor
Tocou-me o Senhor, e a Ele rendi meu louvor.
Já não andava mais absorta, a Ele louvava
Caminhava,e o Senhor ao meu lado estava
Sentia a paz, e ela aos poucos me tomava
Já não implorava seu toque, Ele me amava.
Hoje eu sei que ao meu lado Jesus sempre esteve
Paz interior, era condição para banir aquela aflição
Busquei assim a PAZ, e com ela aprendi uma lição
Tocou-me mais uma vez Jesus... e senti a atração.
Hoje eu sei que não precisava ter andado sem rumo
Olhar o horizonte, e me sentir um barco sem prumo
Esteve o Senhor sempre me livrando do mal terreno
Hoje eu tenho certeza, tocou-me o Senhor Supremo.
Jesus, Senhor bendito, sei que me dispensa o seu favor
E que fui achada por sua Onipotência, meu Pai e Senhor
Sua companhia sempre me apraz, pelo seu infinito amor
Unguento para minha alma aflita, mostrou-me meu valor
Sempre o meu caminho a seguir com coragem, sem torpor.
[17.06.2005]
A CRIANÇA E SEUS DIREITOS VIOLADOS
Denominam-te de criança esperança
Em tuas mãos depositam a confiança,
Para um mundo melhor construires
No entanto, esquecem de te fazer criança.
Criança que brinca, estuda, se alimenta e sorri
E que nessa esperança ao vil mundo se lança,
Pedem que a ti não se dêem esmolas
Que te seja dada cidadania. Qual cidadania?
Porém a própria sociedade torna teu direito utopia
Cada dia mais longe estás, criança, vivendo uma alegoria
Em teus olhos permanece sim, a dura melancolia
De te lançares ao mundo em busca do prometido no dia a dia.
Ver-te dormir embaixo de pontes, viadutos, nas calçadas
Como te negar uma esmola, à espera que te concedam cidadania?
Saciar-te a fome é preciso, necessidade imediata.
Que fizeram dos teus estatutos, criança abandonada?
Ver-te jogada ao léu, acompanhar o descaso aos teus atributos
Oh! Deus Onipotente, Onipresente e Onisciente!
Vela por essas crianças, nas suas vidas fazei-te presente
Na atual conjuntura, são pessoas inocentes e carentes.
Nós, como pais que a nossos filhos podemos educar
Comprar-lhes presentes e nesse dia comemorar,
Supliquemos ao Senhor: Velai por nossos filhos
Velai e protegei também aqueles pequeninos.
Jogados ao relento, crianças violentadas desde cedo
Moral e fisicamente quando tentam a sobrevivência
Na busca de que lhes dêem um trocado por uma bala
Ou, no intento de limpar um pára-brisas.
Sociedade ainda vil e má que mesmo assim
Quer levar vantagem sobre elas,
Deus, continua protegendo nossos filhos
Mas, olhai principalmente por estes pequeninos.
[10/10/2004]
BIOGRAFIA
Mercêdes Batista Pordeus, nasceu em Recife/Brasil, é casada com o poeta português Victor Jerónimo.
Adotou o nome literário Mercêdes Pordeus
Bibliografia:
-1ª Antologia Poética AVBL – Academia Virtual Brasileira de Letras, [2004] ISBN 85-98219-02-9.
-1ª Antologia Poética do Grupo Ecos da Poesia “O FUTURO FEITO PRESENTE” [2005]. ISBN 85-9051170-1-2.
-TERRA LATINA, Antologia Poética Internaciona [2005] da ABRALI. ISBN 85-905170-2-0.
-TERRA LUSÍADA, Antologia Poética Internacional [2005] da ABRALI. ISBN 85-905170-3-9.
OFICINA DA POESIA 20 ANOS, da Oficina Editores, Rio de Janeiro/Brasil, ISBN 859828520-X.
-Participou da IV Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita/SP, realizada pelo Clube Amigos das Letras, com a obra ENQUANTO A CIDADE DORMIA, recebeu o Diploma de Classificaação com Louvores – Menção Honrosa. Sendo o poema editado em Antologia.
-Participou do XII FESERP – XII Festival Sertanejo de Poesia, prêmio AUGUSTO DOS ANJOS, realizado pela Acauã Produções Culturais, na cidade de Aparecida/PB/Brasil, quando obteve a 11ª Classificação com o Poema LEGADO PARAIBANO, em dezembro/05, recebendo Diploma, cujo poema será publicado posteriormente..
-Membro da APP – Associação Portuguesa de Poetas.
Read More