VIAGEMMe sinto uma aranha tecendo versos sobre mim. Como se fugindo de algunrn sanhavou me protegendo de um amargo fimTenho a sensação de um vazio incrívelnão me avalio entre bom ou malmas invade a alma algo de terrivele sofro o medo, qual um animalÉ indisfarçavel essa minha frieza me tomando aos poucos o que abomino Só eu mesmo peso na minha tristezaMas algo me acorda, alguma nobrezapara q ...
VIAGEM
Me sinto uma aranha tecendo versos sobre mim. Como se fugindo de algunrn sanha vou me protegendo de um amargo fim
Tenho a sensação de um vazio incrível não me avalio entre bom ou mal mas invade a alma algo de terrivel e sofro o medo, qual um animal
É indisfarçavel essa minha frieza me tomando aos poucos o que abomino Só eu mesmo peso na minha tristeza
Mas algo me acorda, alguma nobreza para que atento siga, com certeza sendo ou não sendo, é coisa do destino
DUNAS
Pontiagudas, duas duns semelhamtes escaldantes, tuas curvas cintilantes dois olhares, verdes mares, naufragantes tua boca, meu desejo, todo instante
POEMA ATÔMICO
Quero escrever um poema atômico Onde a fissão fosse a fissura Que se tem um pelo outro
A quebra de partículas, partisse o gêlo Em nossos corações... E a reação em cadeia Se desse fora dos presídios...
Que o amor se irradiasse E assim, contaminasse todos os corações De incuráveis sensações Que nesse corpo-terra perdurassem Por milhares de anos-luz...
Que impregnassem toda a Humanidade...
Se essa explosão contagiasse e assim, proporcionasse Toda a sorte de orgasmos e espasmos De prazer e sorrisos de desejos...
Multiplicando a presença do beijo, do afago e de carícias... Marcando para sempre todos os seres Com o sistema do amor irrefutável A brilhar todos os dias nos olhares...