Mulher Segura Lídia Valéria PeresFui Mulher...Amada! Divina, majestosa...Fui amada... De forma errada, mas amada...Hoje Mulher madura...Com boa estrutura, não amo como amei.Tenho no alicerce amor sofrido, que embora vividocom planos especiais, não se edificou jamais.Fui Mulher de planos, fé na vida, no amor,sonhos e alegrias por amar demais...Tudo isso deu a mim, Mulher, um valor especial à ...
Mulher Segura Lídia Valéria PeresFui Mulher...
Amada! Divina, majestosa...
Fui amada... De forma errada, mas amada...
Hoje Mulher madura...
Com boa estrutura, não amo como amei.
Tenho no alicerce amor sofrido, que embora vivido
com planos especiais, não se edificou jamais.
Fui Mulher de planos, fé na vida, no amor,
sonhos e alegrias por amar demais...
Tudo isso deu a mim, Mulher, um valor
especial à minha existência.
Hoje, sou Mulher que não chora,
enriqueci-me, valorizei-me...
Apenas me apaixono... não amo mais...
A dor do amor travestiu-me
de MULHER SEGURA!
Madura! Segura!
Hoje sou apenas:
Mulher-anjo-mãe-senhra...
Nenhuma dor agora me devora.
Sou uma Mulher feliz.
Acredite se quiser! Sou Mulher!
Sei fingir, mentir... escapulir...
Por isso sou feliz...
Encabulei você?
Coisas de mulher...
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Meu Jardim, meu Acalanto...Lídia Valéria PeresMeu jardim... Onde atenuo meus temores...
que de repente tornam-se flores...
Onde os pássaros passam... e me encantam.
Ecoam um belo canto que quase me leva ao pranto,
mas suavemente divago, me entrego ao enlevo, à vida...
e, em seguida... me sinto feliz.
Neste lugar de ar tão puro, quase me transfiguro,
lembro-me de minha infância, tão pura,
sem necessidade de me preocupar com felicidade,
porque a felicidade já estava ali.
Nesse chão tão verdinho, olho para o céu, parece
pertinho...
As horas vão passando, chega a noite...
Vejo as estrelas, o luar, o vento...
Oh! Deus! Obrigada por esse alento de sentir-me
assim, purificada, agradecendo,
por eu ser tão eliz!
Que bênção!
Que vida tão boa!
Agora é do meu coração que entoa
um canto mágico mostrando a todos
a felicidade, minha maturidade, liberdade...
e podendo agradecer a Deus
eu ser assim tão feliz!
No meu jardim, esse cantinho,
sinto-me acolhida...
A felicidade não me é ausente.
Esse brilho mágico latente, com certeza
um presente,
que acolho com carinho...
vem de Deus!
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CirandarLídia Valéria PeresCirandando, cantando, rodando...
De mãos dadas, dando risadas, lembrando
quando criança, a meninada...
No meio da roda, sempre alguém,
que em versos ou em prosa enaltecia a nossa roda.
Alegria no ar, meninas para os meninos,
exibiam-se ao dançar sem malícia no tocar.
Sapatos e meias curtas, vestidos rodados,
aos tropeços das fitas, babados e bordados.
Bem matreiros, os meninos seguravam nossas mãos
e logo os com olhos invocados as meninas olhavam.
Cirandinha... Se esta rua osse minha...
Sambalelê... Dona Sanja... Carneirinho, carneirão...
Vem tudo à minha lembrança com emoção.
Hoje, não cantam mais... O garoto, logo cedo vira rapaz
e a menina, usando meias de seda, batom e maquiagem,
dão passagem curta ao tempo, à idade,
fogem da verdadeira realidade e de ciranda não brincam mais.
Não usam mais tranças, se contorcem quando dançam,
deixando a meninice para trás...
Perdem a beleza do rodar, o gostoso de entre o céu e a terra ficar,
para se tornarem mais adultos e logo cedo namorar...
Cirandar é tão bom como namorar, mas tudo tem hora para começar
e as cirandas ficaram para trás...
Se pudesse haver uma mudança, onde, por magia, encantamento...
todos voltassem a ser crianças, e voltassem a cirandar...
Tenho certeza que um mundo novo surgiria,
onde a droga não existiria, porque o cérebro de todos, apenas
sentiria o entorpecer do prazer do cirandar...
Pusesse eu, gritaria, para o mundo modificar:
Vamos tods cirandar!
À infância verdadeira voltar!
biografia: Educadora nos sistemas público e privado de ensino, onde também fui coordenadora por oito anos. Sempre gostei de ensinar e dava um toque especial, trabalhando com a imaginação, o que fazia meus alunos escreverem com mais facilidade. Desde criança aprecio poesias e contos de fadas. Meus filhos cresceram ouvindo meus contos e com isso se enriqueceram na forma de escrever. Minha filha é cardiologista e ecocardiografista; meu filho é escritor profissional, com livros publicados e peças. Todo esse gosto por pesias, contos e escrever acredito ter herdado [eu e meu filho] de meu tataravô, homem simples, mas com facilidade em fazer poesias e contos. Morava na Espanha, onde foi 'contador de histórias' para o rei. O rei apreciava suas poesias e seus contos. Meu pai incentivava o gosto pela poesia e me fazia decorar muitos versos. Se regozijava ao ver-me recitar. Hoje, escrevo poemas, sonetos e estou terminando um livro de contos infantis. onsidero-me aprendiz de poeta e pretendo continuar escrevendo meus sentimentos e minhas emoções, porque é o que me deixa feliz. De mim, falta-me dizer que adoro cinema, música e, acima de tudo, me completo sendo mãe. Sou feliz e tenho o coração agradecido por merecer essa paz.
lidiavaleria@mandic.com.br