A tua presençaNossos e-mails foram e vieramResposta da resposta, da resposta, da resposta,Coisas postas e repostas, paixõesNunca transpostas.Vidas a se perderEm absurda, mortal aposta.O presente chegaE me traz o passadoDe um futuro que nunca viráNa tua ausência.Sem a tua pele, durmoo sono dos tristes.Sonhar? Já não me é dado.Pesados pesadelos, jogo da vida realAcordo, sinto que estás aquiE ...
A tua presença
Nossos e-mails foram e vieram
Resposta da resposta, da resposta, da resposta,
Coisas postas e repostas, paixões
Nunca transpostas.
Vidas a se perder
Em absurda, mortal aposta.
O presente chega
E me traz o passado
De um futuro que nunca virá
Na tua ausência.
Sem a tua pele, durmo
o sono dos tristes.
Sonhar? Já não me é dado.
Pesados pesadelos, jogo da vida real
Acordo, sinto que estás aqui
Em algum lugar da casa, e te procuro
Mas vejo que fizestes mais que ir embora:
Fostes para não mais voltar.
Queria tanto que o fizesses...
Que aqui voltasses, só para veres
O quanto que eu cuidei da tua presença
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A woman, a dreamWhat do you look like, city angel, citizen of the world?
I do not know.
I know few but that it rules my visions and dreams, making no one have
face until I have yours.
What do you smell like, camp flowers of my soul, sunflower of a new day?
I do not know.
I just know it is good, sweet when you're sweet, sour when you are
enraged, honest and true, always.
What does your bed look like, Santiago of my path, Mecca of my
pilgrimage?
Only do I know you rule over her, your are accomplice of the sheets
which hide from me your body and where you rest your head over a pillow
rather than my shoulder.
What do your breasts look like, mountains of pleasure, valley where I am
invited to be lost?
I do not know.
I wish only to hear your voice echoing in my ear, telling me your
desires, that you are mine.
What does your hair feel like, unreachable pubis, trimming thghs..
I do not know.
I only know I once dreamt of a moist vitality which you will invite me
with at your door.
What does your body look like, woman of the stars, goddess which makes
of me a monotheist?
I do not know.
I know anywhere, which is not though inside of you is too far from me.
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Complexo
Em letras, volto a procurar
A ti, mulher de letras
De não poucas letras,
de todas as letras
Que eu gostaria de poder juntar,
Genuflexo,
Em palavras, meu único canto
Logo elas, que não te socorrem
Porque muito antes te ocorrem
E me fazem pasmo ante tanto
Nexo
Em frases que impedem a passagem
Dos sem letras,
dos sem tino, dos sem voz
Dos monocórdicos,
dos cheios de nós
Dos que têm uma única linguagem:
Sexo.
Em orações, deuses a profanar,
Que por certo cultuas,
não sem antes
Ouvir os do cérebro que, vigilantes,
fazem dali a única via para seu solar
Plexo.
Em períodos qe produzo,
baiano recôncavo
Tento te alcançar,
quando muito, te persigo.
Mas não sei o que acontece comigo
Porque quando pensas me encontrar côncavo,
Convexo.
Em prosa, rápido teclar,
Me permitiste chegar e, generosa,
Um certo cuidado te fez,
mais vagarosa,
Tecer loas e dizer coisas de me deixar
Perplexo.
Em versos,
tento lhe dizer o que penso,
O que faço, o que sonho,
o que tento.
E, competente no meu intento
Sinto como é bom ser parte do teu imenso
Reflexo.
biografia: Sou um arquiteto que gosta de escrever.
Tenho um romance publicado [Os Filhos do Vento], várias crônicas publicadas em jornais de Salvador [Bahia] e São Paulo, faço parte de um grupo de poetas [www.lunaeamigos.com.br] e exerço outras atividades culturais.
Escrever, poetar, ler, desenhar... há sempre muito que fazer quando se quer pôr a alma no que se faz.
alberto.ssa@gmail.com