Insegura Pode ser que eu não sinta os teus sentidos. Pode ser que estas impressões tão minhas sejam puro veneno do ciúme entranhando-me o corpo que dominas. Pode ser que esta droga me provoque ...
Insegura
Pode ser que eu não sinta os teus sentidos.
Pode ser que estas impressões tão minhas
sejam puro veneno do ciúme
entranhando-me o corpo que dominas.
Pode ser que esta droga me provoque
as alucinações com que convivo,
os fantasmas que assombram minhas noites
e estes meus sobressaltos na rotina.
E o pior disso tudo é que me enredo,
me intoxico, me perco, descontrolo,
me perturbo entre as ondas e as marolas
e os olhos onde busco o meu sossego
têm faíscas e brilhos mas não dizem.
Fico assim, insensata e ensombrecida,
entre teias e brilhos, permanente:
quando as mãos não me tocam, exilada;
quando os braços me abraçam, me angustio,
quando longe, eu, insone, descabelo,
quando perto, aquecida, desconfiada,
raramente este solo me assegura.
E eu queria perder-me no teu corpo
e outra vez neste olhar achar estrelas.
Entre as mãos, sob a força dos teus braços,
me entregar à certeza que és só meu
e à ventura de ser amada tanto
quanto te amo, segura e ferozmente.
Fuga
Eu me pertenço e à solidão oblíqua
que cruza as portas da imperfeição
e faz em mim poetisa assim profícua
a escorrer poesia pelo chão.
As pegadas que deixo, esses vestígios,
são lembranças de amores e litígios
que trespassam-me em vida a ainda resvalam
transformando-se em versos e prestígios
em anônimos poemas ou prodígios
que, postos no papel, já não me abalam.
[ De mentiras me faço e me protejo
desse amor de que sofro e sou cativa,
do perigo e feitiço do teu beijo,
tentando me salvar, me manter viva.]
Menottes
Je m’apprête pour la fête
Je m’appr avec les cadeaux qu’on m’a offerts
le parapluie [mon père],
les souliers [mes fils],
le rouge à lèvres [ma fille],
la tenue — la tenue - que j’ai déjà échangée -
cadeau de mon mari,
quel superbe cadeau
mais qui ne m’allait pas ;
le bracelet [ma mère]
et le châle [ma grand-mère].
Dans le miroir, je m’examine mes poses et moi.
Dehors il ne pleut pas.
Je trouve le rouge à lèvres si rouge…
Et elle vient vite à mon secours,
pour me conseiller.
Dans les talons, je sens mes fils,
sur les hauteurs des hauts talons,
je me niche dans la robe
— le cadeau de mon mari —
je deviens enchanteresse et fière,
je ferme le fermoir du bracelet
et m’enveloppe dans le châle
que grand-mère tenait à m’offrir.
Le châle a une large frange
tressé comme une dentelle.
Le bracelet a des breloques
qui me tiennent sous leur charme.
Je me lève alors, je suis prête.
Quelques gouttes de parfum
m’enivrent, je suis grisée.
Je tends la main vers le sac
un geste pour l’attraper
et la large frange s’emmêle
aux breloques du bracelet.
Elles s’enroulent et m’entravent.
À peine puis-je les démêler
elles s’unissent à nouveau.
Tantôt c’est la frange qui enlace,
tantôt c’est l’argent qui s’y entortille…
C’est la toile forte — qui étreint —
des choses que l’on aime.
De moi-même prisonnière,
je demeure dans ce piège
dont je tente de m’affranchir.
Et à chaque pas, dans la rue,
quand, sur le chemin de la fête,
j’aurais préféré être nue,
ma patience est mise à l’épreuve :
entravant, à chaque pas,
mes gestes, les plus doux,
les deux s’emmêlent
et je rêve d’être comme les oiseaux
qui n’a ni châle de mamie
ni bracelet de maman.
Plus : j’aurais voulu être seule.
Sur les hauts talons des fils,
avec la bouche écarlate de la fille,
dans la robe que j’ai échangée
et dans laquelle je me sens belle
telle cette femme que j’ai rêvée :
sans la prison-câlin
du châle qui m’abrite /
bracelet qui m’emprisonne ;
bracelet, châle que sais-je —
qui si souvent me freinent,
qui si souvent me brident,
dans ce va-et-vient-et-vient-là,
qui si souvent me retiennent,
et me compliquent la journée
pour si-peu-presque-rien,
quelques mètres de fil de laine,
des miniatures en argent
qui barre le lendemain…
Qui me rendent faible et niaise
comme ces dames aux “joues de pêche“
que le vieil album rappelle.
traduit du portugais [Brésil]
par Pedro Vianna.
Algemas
Preparando-me pra festa
uso as coisas que ganhei:
o guarda-chuva - do pai;
os sapatos - de meus filhos,
o batom - de minha filha,
a roupa - que já troquei,
presente do meu marido,
um presente maravilha
mas no qual eu não entrei;
a pulseira - da mamãe
e o xale, de minha avó.
Fito-me, em fitas, no espelho.
Lá fora não está chovendo.
Acho o batom tão vermelho…
E ela vem me socorrendo,
Depressa, a me aconselhar.
Sentindo os filhos nos saltos,
nos altos dos saltos altos,
me acarinho no vestido
que o meu marido me deu,
me ponho feiticeira e prosa,
fecho o fecho da pulseira
e me aconchego no xale
que a avó quis que fosse meu.
O xale tem grossa franja
toda tecida e rendada.
A pulseira tem berloques
que me trazem encantada.
Ergo-me agora, estou pronta.
Umas gôtas de perfume
me embebedam, fico tonta.
Estendo a mão para a bolsa
num gesto para pegá-la
e a franja grossa se enrola
nos berloques da pulseira.
Juntam-se e vão me tolhendo.
Mal consigo separá-las
e se unem outra vez.
Ora é a franja que enlaça,
ora é a prata que se enrosca…
É a teia forte, que abraça,
das coisas que a gente gosta.
De mim mesma prisioneira,
sigo nesta ratoeira
tentando me libertar.
E, a cada passo, na rua,
quando a caminho da festa,
preferia eu estar nua,
que a paciência me testa:
a cada passo, prendendo
meus gestos,por mais suaves,
as duas vão se envolvendo
e eu sonho em ser como as aves
sem ter xales da vovó
nem pulseiras da mamãe.
Mais: eu queria estar só.
Nos altos saltos dos filhos,
na boca rubra da filha,
no vestido que troquei
e no qual me sinto bela
como aquela que sonhei:
sem a prisão-aconchêgo
do xale que me agasalha/
pulseira que me aprisiona;
pulseira,xale,sei lá,
tantas vezes me retendo,
tantas vezes me tolhendo,
num vai-e-vem-vem-pra-cá,
tantas vezes me detendo,
me atrapalhando a jornada
com tão pouca-quase-nada,
metros de fios de lã,
miniaturas de prata
que me embargam o amanhã…
Que me fazem boba e fraca
como as de “ faces louçãs”
que o velho álbum retrata.
Biografía:
Marcia Agrau é o nome com que assina seus textos Marcia Uébe, nascida em 12 de julho de 1946 na antiga Capital Federal, cidade do Rio de Janeiro, no bairro do
Rio Comprido com o nome de Marcia Almeida Gomes Ribeiro de Almeida. Casada com Philippe Uebe, mãe de três filhos, cursou o primeiro ano de Serviço Social da
antiga UEG e bem mais tarde fez o Curso de Teatro Jaime Barcelos. Foi criada
até os oito anos no bairro do Rio Comprido, na Avenida Paulo de Frontin 222,
casa de seu avô, com rápida passagem por Vila Isabel . Depois, quatro anos no
Grajaú, até os doze anos quando, então, transferiram-se para o interior de Goiás
onde permaneceram três anos na cidade de Ceres. Tendo voltado em franca
adolescência, retornaram à Tijuca onde residiu até seu casamento. Carioca
apaixonada, hoje desiludida, desde o ano de 1971 mora em Laranjeiras. É
interessada em gente, artes, e plantas.
Seu interesse maior sempre foi a palavra , escrita ou falada.
Na adolescência, pertenceu ao grupo amador do Teatro Experimental
do Instituto Coração de Jesus [ Colégio Veiga de Almeida] onde participou de:
'Tudo por você'- Mário Lago e José Wanderley- personagem:Diana
de Assis - comédia - 3 atos
'Dias Felizes' - [autor francês] – p.: Pernette Gazin – farsa - 3 atos
'Xica Boa' - Paulo Magalhães – p.: papel título - comédia - 3 atos
'Feitiço' - Oduvaldo Vianna – p.: Nini - comédia - 3 atos
Anos mais tarde, fez o Curso Jaime Barcelos, atuou na prova final como
'Marieta' em cena de 'Roda cor de roda' de Leylah Assunção e 'Geni Porreta' em
cena de 'Abre a janela...' de Antônio Bivar onde obteve ótimas críticas.
Ler e escrever sempre foram suas paixões que realiza desde que
aprendeu, isto é, desde criança. Mas apenas em 1989, os filhos grandinhos,
descobriu um grupo de pessoas que se reuniam para ler suas poesias: autores
independentes, distantes da mídia.
Por conta própria já havia participado de dois concursos: o 'Cruz e
Souza' e o 'Carlos Drumond de Andrade' e só ganhara experiência.
Ao entrar para esse 'meio-limbo' dos autores independentes, começou a
publicar em antologias e jornais:
'Conto Brasileiro' – antologia de concurso -- conto - 'Mudança' [MG]
'Mil poetas brasileiros'- antologia de poesias [ RGS]
'Cadernos de Poesias Oficina 13 e 14 – antologia de poesias com concurso no lançamento - respectivamente prêmio de interpretação - 'Convite' e prêmio de texto mais significativo - 'Restos' [Rio]
'Poemas e Poetas II ' - antologia de poesias [ Rio]
'Coletânea de Escritores do Rio de Janeiro e Paraná'- antologia de concurso de poesias, prêmio de 2* lugar - 'Praça Saenz Peña ' [ Rio]
'Antologia Versos Noturnos “ da Sociedade de Poetas Cariocas [Rio]
'Gazêta do Livro'- diversos números - poesias [ Rio]
'Jornal Hoje'- diversos números [Nova Iguaçu]
'Jornal do Metrô' - poesia “ Rio”
'Monitor Campista'- poesia e crônica “ Campos dos Goitacazes”
'Os melhores do Stanislaw'- da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro, publicação dos premiados do Concurso Stanislaw Ponte Preta 91, tendo sua crônica 'O tempo mais feliz da minha vida” recebido 'Menção Honrosa'.
'Antologia Ciclo de Leitura de Poesias da APPERJ da qual é membro e foi criadora do primeiro jornalzinho da entidade, o 'Prefácio', semanal [Rio].
'Antologia da Cidade'- ZMF Editôra [ Rio].
'Canto Nu dos Meus Recantos'- poesias - seu primeiro livro individual - 1991 - Rio.
'Caras do Rio'- poesia - antologia organizada com o propósito beneficiente para a campanha do sociólogo Herbert de Souza e o grupo 'Se essa rua fosse minha'- Rio.
'Boletim do Women's Club do Rio de Janeiro '- vários números -
poesias - Rio
'Cinco Damas de Ouros'- poesias - na companhia de Eunice Khoury,
Vanda Santana, Vilma Kruse e Maria Lúcia Chiapetta.
“Sob o Signo da Lua” - poesias – julho de 1995
“ A Faca e o Brinco” – contos – julho de 2004
“Antologia do Círculo de Poetas Lusófonos de Paris” – junho de 2005 e inúmeras outras antologias.
Fora os prêmios já citados, recebeu medalhas de melhores textos e
interpretações em concursos internos do Projeto Versos Noturnos da Sociedade de
Poetas Cariocas, projeto este que acabou co-apresentando e coordenando no
restaurante 'Cozinha Brasileira' no centro do Rio e coordenando e apresentando
na filial Laranjeiras, restaurante Cortiço, depois no Clube de Engenharia e
depois no restaurante “ Galeria dos Poetas”, no centro do Rio.Também foi
premiada em “concursos-relâmpagos” do “Te encontro na APPERJ”. Recebeu uma
Menção Honrosa no Concurso Nacional Affonso Romano de Sant'anna de Poesias do
Sindicato de Escritores do Rio de Janeiro com o livro, na época, inédito 'Sob o
Signo da Lua'. Foi premiada com o segundo lugar no VIII Concurso de Contos
Godofredo Rangel, da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura de Três
Corações e publicada na antologia dos contos vencedores com o conto “Tempo de
Universo”. Foi premiada pela Junta da Freguesia de Amora, Portugal, com o poema
“Lilith” no Concurso Literário em 2000 quando recebeu prêmio em dinheiro[3o.
lugar, 50 000 escudos] e publicada em antologia dos vencedores. No mesmo
concurso, versão 2002, foi premiada com uma serigrafia, pelo conto “Pequenas
Coisas” e será brevemente publicada na antologia dos vencedores. Foi premiada
pela Academia Barretense de Cultura [Barretos, São Paulo], “Prêmio Jorge
Andrade” de contos pelo conto “ A Sacerdotisa de Mu” e publicada na antologia
dos vencedores. Foi premiada com o prêmio Adolfo Aizen de Literatura Infantil e
Juvenil 2001, da União Brasileira de Escritores, categoria “ policial” , com o
conto “ Sherlock do Rio Comprido”, inédito. Recebeu também uma premiação no
concurso do departamento cultural do Sport Club Fuzeta, Portugal, XXXI Jogos
Florais de Nossa Senhora do Carmo, 2001, com a história infantil “ A origem das
estrelas” publicada na antologia dos vencedores.
Ao projeto “Versos Noturnos” foi entregue a premiação” Prêmio ALAP de
Cultura” em 2001, assim como na mesma data, uma Moção de Congratulações e Louvor ao Encontro Poético Versos Noturnos - SPOC nas pessoas de Célio Khouri, Marcia Agrau e J.J.Germano de autoria do vereador Argemiro Pimentel.
Marcia Agrau foi jurada no Concurso de Poesia da Igreja Messiânica do
Grajaú - Rio, tendo participado do recital de premiação, jurada no Concurso de
Poesias da Biblioteca Popular de Jacarepaguá, jurada de concursos da Academia de
Letras e Artes de Paranapuã, jurada no Concurso de Poesias de Natal da Sociedade
dos Poetas Cariocas , de vários concursos da ZMF Editora , do Concurso de Poesia
Bondinho de Santa Tereza e tem sido jurada em vários concursos do Sindicato dos
Escritores onde, aliás, foi suplente da diretoria no mandato da escritora Olga
Savary. Participou do recital coletivo do Projeto Rio Rua na Semana da Cultura,
da Funarj, em praças públicas, do recital coletivo da “ Semana Nelson Mandella”
da Fundação Palmares no Palácio Gustavo Capanema, do recital coletivo 'Curto
Circuito da Poesia' no Museu Histórico Nacional , do recital coletivo no IBGE -
auditório Teixeira de Freitas, de recital individual de 45 minutos no Ciclo de
Leitura de Poesias da Associação Profissional de Poetas do Estado do Rio de
Janeiro na Sala Monteiro Lobato do teatro Villa Lobos, coordenou e apresentou
recitais no Clube Militar do Rio de Janeiro, participou de vários recitais de
lançamento de livros, coordenou e co-apresentou o recital do concurso Gilka
Machado de Poesias do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro e
participou do recital de lançamento da Antologia da poetisa Gilka Machado no
Centro Cultural do Banco do Brasil com a Sociedade dos Poetas Cariocas.
Participou de vários Salões de Poesia Ilustrada organizados por Lourdes
Balassiano, Maria Louzada e Rosah Rosa.
Também de vários programas na Rádio Carioca, Rádio Guanabara, Rádio
MEC e Rádio Imprensa FM-Rio, onde também atuou no programa de literatura em
substituição à Eunice Khoury , participou de vários recitais outros e de um
programa de televisão intitulado “Caravana da Poesia”. Seus textos foram lidos
na Rádio Alfa de Paris, FM, no Dia de Camões e Nação Portuguesa, 10 de junho de
1998 quando o programa “Quimera da Noite” homenageava a poesia brasileira e
posteriormente, mas em menor número de textos por programa, nos programas
subseqüentes semanais durante a temporada da Copa do Mundo de1998.
Seu livro 'Canto Nu dos Meus Recantos' foi lançado no Rio em vários
lugares, em Niterói e em Campos e esteve na Bienal de 1991.
Os lançamentos foram divulgados em entrevistas nos jornais 'O Globo',
'O Fluminense', 'Monitor Campista' e 'Gazeta do Livro'.
.
Marcia Agrau é verbete no 'Dicionário de Poetas Contemporâneos' de
Francisco Igreja e no 'Guia de Produção Cultural do Rio de Janeiro' da
Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, na administração de Carlos
Eduardo Novaes. Pertence ao Sindicato de Escritores do estado do Rio de
Janeiro, à Sociedade dos Poetas Cariocas, onde foi Assessora de Eventos, à
Associação Profissional de Poetas do Estado do Rio de Janeiro, ao “Círculo de
Poetas Lusófonos de Paris” , à Associação “ Actes de Présence”[ Paris], é
membro correspondente da Academia Petropolitana de Poesias Raul de Leoni e
também da ABRARTE Cultura Artística de Petrópolis.
Marcia Agrau foi publicada em página inteira na revista bilíngüe “
Latitudes” “ Cahiers Lusophones”, n.4, pág 46, 1998, Paris. Participou do
projeto Cultural “ Poeta Saia da gaveta” em dezembro de 2004. Foi premiada pela
Fundação Educacional Unificada Campograndense, Associação Centro Cultural
Campograndense, “Prêmio FEUC – versão 1999” pelo terceiro lugar com o conto “O menino e o bule de chá azul”, publicado na antologia dos vencedores, participou
do Dia Nacional da Cultura, 2/11/95 no Circo Voador, do dia da Poesia 2004 e
2005 no encontro dos poetas no Corcovado.
Teve sua poesia apresentada na França ao grupo de “ Amigos da Unesco”
numa apresentação de autores brasileiros traduzidos [entre Castro Alves, João
Cabral de Melo Neto,Carlos Drumond de Andrade, Acyr Maya e Leyla Carvalho] em
homenagem à Poesia Brasileira. Também participou da exposição “ Mutations”,
mostra de poesia ilustrada por pinturas,esculturas, colagens, etc, e recital
que apresentava os textos em francês e línguas de origem com uma obra mista de
tapeçaria que acompanhava e ilustrava seu texto “Algemas”
Teve também seu texto “Mulher” incluído no espetáculo “Simplesmente Mulher” do
grupo “ Perdidos no Espetáculo” de Isabel Pinder, em São Sebastião, São Paulo,
quando do Dia Internacional da Mulher, 2005. Por outro grupo [Elizabeth
Misciasci] também havia tido uma apresentação do mesmo texto, também em São
Paulo mas noutro local , num trabalho realizado numa penitenciária e também pelo
Dia Internacional da Mulher há uns dois anos.
Seu conto “ Pequenas Coisas”, do livro “A Faca e o Brinco” , premiado
em Amora, Portugal, foi interpretado pela atriz Danielle Marcos no encerramento
do seminário sobre drogas na sede da Academia de Polícia Civil do Estado do Rio
de Janeiro, dia 31de março de 2005.
É de sua criação o Projeto “ Espalhando Poesia”.
Marcia Agrau está presente no site:
www.poesiepourtous.free.fr/poesiepourtous
e no seu próprio:
www.marciagrau.hpgvip.ig.com.br
no do caderno de Poesias Oficina, no do Portal Cá Estamos Nós, no Alma de Poeta,
no do Jornal da Poesia, etc.
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Dela disseram:
'... que apreciei muito os seus poemas. Que me tenho a aplaudi-los...'
Josué Montello - escritor, Acadêmico que exerceu a presidência da
Academia Brasileira de Letras.
“ Poeta é aquele que sabe sensibilizar o leitor e você não só o
sensibiliza comoo emociona. “
Geraldo França de Lima - escritor, Acadêmico da Academia Brasileira de Letras.
“ Marcia Agrau tem um fazer poético disciplinado. Não se aventura a inovações
ousadas mas se expressa de maneira convincente, dominando seu métier, seu
ofício. “
Fagundes de Menezes - na época Presidente da União Brasileira de Escritores.
“ “Sob o Signo da Lua” revela um assenhoramento vocabular digno de atenção.
Seus versos fazem parte de um movimento geral da poesia brasileira neste final
de milênio, época de transe e de mudanças”.
Antônio Olinto - escritor, diplomata, professor universitário e atual Acadêmico
da Academia Brasileira de Letras.
'... seus versos têm a força das intempéries pois as letras caberiam
perfeitamente na música dos ventos ora violentos como tufão, ora suaves como a
brisa amena que nos sussurra ao ouvido.'
Jorge Murad - poeta, radialista, compositor, diretor e autor teatral.
'Há muito tempo que não convivia com um trabalho tão valiosamente
consistente.' '... teu livro é nau capitânia e o seu valor lhe confere lugar de
destaque na Literatura Brasileira.' 'As palavras, aquelas mais comuns, triviais,
adquirem um brilho extraordinário quando as manusei-as, a ponto de se ter a
impressão de que elas inflam de significação quase exorbitando o seu valor
semântico. Tudo, dentro de uma simplicidade franciscana. É realmente um
parodoxo: simplicidade revestida de ouro e pedras preciosas.'
João Augusto Teixeira Silva - poeta e professor de Língua
Portuguesa.
'Ninguém sairá impune. Todos de alguma forma somos provocados e
tocados pela autora para tirá-la das profundezas deste seu estripitise
literário. E ninguém, por certo, deixará de admitir que há nos seus versos a
arte que possui as marcas do artista. Marcas, diga-se para sempre,
inconfundíveis.'
Donizetti de Andrade - poeta e filósofo.
'Sua obra premiada [a Praça Saenz Peña] merecidamente mostra uma
autora completa que sabe como poucos criar e usar as palavras.' 'Marcia Agrau
está entre as poetisas mais ricas e completas do nosso cenário literário
carioca.'
Arthur Rodrigues – editor, Litteris Editora.
“ Ela é uma poeta-cronista – e com acuidade de artista – revela a
todos nós a beleza e os mistérios das coisas não vistas pelo ser comum. Porque
ela penetra com a força de um bisturi nas entranhas das sensações da gente”
Maria Louzada - escritora
“ No mais puro estilo machadiano, em alguns contos com detalhamento
impressionante, primeiro descreve o cenário, depois o personagem e finalmente a
cena, tudo nos mínimos pormenores, o que nos leva a sentir como se estivéssemos
presenciando o ato “ in locco” ou numa confortável sala de cinema como, por
exemplo, no primeiro conto “Águas furtadas”. “ O lado poético da autora também
se faz presente em “ A faca e o brinco” ”
Mialzir Alvim de Minas Santos, escritor
“ Começo viajando num bonde que vai pacata e alegremente nos seus trilhos, vejo
a moça que fecha os olhos para viver suas boas fantasias, encontramos humilhados
e ofendidos na esquartejadora de frangos[ que sofrimento!] personagens cínicos
do nosso convívio social, “ a vigilante dos bons costumes”, o jardineiro que
planta aprendendo a plantar.” “ Nossa poetisa que tanto nos encanta, agora faz
contos que são parte de nossas experiências.”
Geraldo Mallet
“ No traço livre deste livro, a delicadeza toma conta do caminho de cada
história. Sente-se o cuidado de cada palavra na sua liberdade de se soltar na
folha. Um traço que permanece leve e vai costurando a trama e vai desnudando
cada enredo, até alcançar o seu desfecho, na maioria das vezes inusitado, mas
sempre simples, sem mirabolâncias descabidas. “ “ É uma poeta de qualidade que
se faz contista madura”.
Ivan Wrigg Moraes – escritor e psicólogo .
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