Assessora de Imprensa de Poetas del Mundo Brasil É TEMPO DE RENASCER - É tempo de renascer entre as plantas! Mas é preciso, no entanto, conhecer a sabedoria dos caules, da seiva, da terra, da chuva, de voar entre as árvores, folhas e raízes do sempre. - É tempo de amanhecer no mundo! Ver o sol findando lento, ressaltando o verde da semente plantada nos vãos dos dedos. - É tempo de temer ...
Assessora de Imprensa de Poetas del Mundo Brasil É TEMPO DE RENASCER - É tempo de renascer entre as plantas! Mas é preciso, no entanto, conhecer a sabedoria dos caules, da seiva, da terra, da chuva, de voar entre as árvores, folhas e raízes do sempre.
- É tempo de amanhecer no mundo! Ver o sol findando lento, ressaltando o verde da semente plantada nos vãos dos dedos.
- É tempo de temer as tempestades e os raios! Muito mais fortes que os que determinaram minha pretensão de me dizer “marcada”.
– É tempo de ver o dia vai amanhecer! É tempo.
- É tempo de olhar lá fora! Como única testemunha de uma vontade de inventar nuvens para um possível passeio que me permita encontrar no caminho, as estrelas que procuro dentro do peito.
- É tempo de me transformar na grande gaivota! Idéia limitada de liberdade; mas espero ser a grande gaivota que, finalmente, está nascendo.
- É tempo de mostrar que embora você não sinta minhas mãos fazendo gestos na tentativa de um aceno, nem sinta o impulso de meus pés na tentativa de caminhar, há dentro de mim uma legião de pássaros querendo voar seu infinito vôo nas brumas das manhãs, que são chegadas de todos os portos e que trazem em si as palavras de todas as infâncias....
- È tempo de confessar a vontade de ser muito forte! Poder prender os raios de sol em correntes que mantenham a noite adormecida e não deixar você ir embora.
- É tempo de pedir para tocar em suas mãos! Posso? Gritar tantas coisas que eu vou precisar de mais espaço; é um absurdo que as pessoas não tenham um espaço necessário para explicar as coisas direito...
- É tempo de revelar que eu crio muitas fantasias! Você precisa me perdoar se, eventualmente eu estiver exagerando; você quer tomar um sorvete de ameixa?...
- É tempo de abrir o grande salão de mármore! Está vazio. Vou enfeitá-lo para oferecer a você uma grande festa. Vista-se de amarelo e leve quantos convidados quiser, mas lembre-se: só aceitaremos gente cujos poros tenham conseguido deixar um perfume de amor pela vida ou em quem a vida tenha deixado um perfume de amor pelos poros. E deixe o barco correr que hoje eu sou: morte, vela, sentinela eu sou... Amanhã tudo volta ao normal.
- Eu queria dizer-lhe isso neste começo de novos dias....
MARCAS ANTIGAS - Venho dos ventos, do fogo, giro em torno da terra, em meio às chuvas dos muitos aléns que trago cravados dentro do peito; na força do sol me torno lua, na força da lua me torno sol; darei asas ao seu passado adormecido, mas deixe que eu faça dele o sol de todas as minhas manhãs.
- Venho de terras distantes, onde o branco é permitido todos os dias, caminhar em areias claras; onde os deuses brincam vestidos de árvores, onde os corpos se envolvem em abraços limpos que refletem o sol, e os amores são plantados no fundo dos olhos.
- Venho, e te peço que voe comigo; descubra o espaço que espera ouvir seu canto livre, que lhe devolverá a paz, e irá lhe tirar o medo do abraço; assim será.
- Venho e te alerto dos tufões que irei tirando do caminho diante dos seus olhos espantados, tímidos e apressados; você é forte, não tanto quanto o vento.
- Venho, e lhe darei caminhos; nos encontraremos em solo distante para nos tornarmos uma só essência; ah, mas não esqueça de sobreviver às horas amargas que fazem parte da jornada.
- Venho, e peço que se cale ante as tatuagens que queiram marcar seu corpo moldado pelos raios dourados com o pó de ouro que coroa sua cabeça; não passarei apenas uma vez em seu caminho, que espero não seja vitrina ou modelo de ilusões.
- Venho, mas saiba que há desencantos, sim, por não acreditar, mas não faz mal; pegue sua bolsa de luas e sóis e faça de conta que nada disso existe; não espere que alguém bata à sua porta para quebrar uma possível solidão escondida no fundo do peito ou muito menos chamá-la de princesa dos dedos de marfim.
- Venho, e atenção, não espere nada em troca; seus olhos dizem tudo porque são abertos como os da águia a caminho do sol; profundos e cálidos, diretos e certeiros, calmos ou agitados, alegres ou tristes como portas fechadas ou janelas escancaradas para o que der e vier; não queira provar nada.
- Venho dos muitos dias que a vida me negou os direitos mais simples; os dias não param de passar, nós é que paramos as coisas só com um olhar.
- Venho com a espada nas mãos; trago a luz maior para te encontrar; não tente extrair o sentimento do amor; ao transformar o outro, sabemos que estamos completamente sós.
- Venho, e trago apenas algumas certezas aprendidas na filosofia simples, de meia dúzia de esperanças, mais nada; sei que existe uma saudade antecipada na hora de cada encontro.
- Venho, mas trago marcas muito antigas, talvez você não saiba; trago um sorriso meio amargo, machucado, e até um pouco de descrença e ironia.
- Venho de desencantos, desencontros, desesperos de muitas histórias; quase já não tenho muitas coisas para contar dos tropeços recentes.
- Venho, e chego cansada do passo não dado, do que vivi enxergando pelas vidraças, do peito que tem medo de se abrir para o abraço que penso que talvez nunca mais aconteça, porque o outono e o inverno vão se fazer muito longos e as mãos irão desenhar poemas para serem guardados na gaveta.
- Venho, é assim que eu me sinto, é preciso que você saiba; você, que chegou erguendo seu olhar de espanto, tímido e apressado no meio da tarde; você, o motivo deste estranho e inesperado encontro, e agora deste adeus, desta vontade de voltar a correr em campos de trigo com o vento nos olhos, uma alegria de menina maravilhada com as surpresas que a vida continua tramando, mesmo nas calçadas em que a gente nunca sonhou passear.
- Venho, e não trago respostas nem definições, ao contrário; o que eu sei hoje da vida é muito pouco, ninguém, nem Deus duvida.
- Venho e trago apenas algumas certezas aprendidas na filosofia simples de meia dúzia de esperanças, mais nada.
- Venho, e na verdade nem quero entender as coisas, é melhor assim, não importam as razões, só valem os anseios, por isso, não vou questionar nada; eu só queria lhe dizer que foi muito bom que tudo isso tenha acontecido.
DANÇA DA CONSCIÊNCIA - Dance a dança da sua consciência!
- Dance a dança de seu futuro! Ninguém é dono de sua mente, de sua memória ancestral ou dos mistérios que você vem acumulando em sua trajetória, que renasce em sua cabeça viajante de fartas ventanias e do destino do tempo, dos homens.
- Dance a dança da sua consciência! Ao bater de nossas asas estamos todas aqui, e sempre estaremos juntas, qualquer que seja o seu destino, na busca de sua alma e de seu espaço interior, que irá gerar novas vidas e selar o que você mesma determinou.
- Dance a dança da tua consciência! Da sua natureza intuitiva que a cercará de idéias e situações na qual a essência da decisão será predominante.
- Dance a dança de sua consciência feminina! Do seu corpo de mulher, de sua alma fêmea, e descubra o que deve ser contado e aquilo que ninguém mais pode saber.
- Dance a dança da sua consciência! Aprenda a fixar os olhos muito mais abertos, e não pare na hora do grande mergulho, mesmo que o caminho esteja escuro e lhe cause medo transpor as trevas.
- Dance a dança da sua consciência! Que não deu os primeiros passos hoje nem os dará amanhã; use sua visão aguçada para reconhecer onde estão as coisas negativas que lhe fazem corromper os sentimentos mais belos e oprimidos pelas mãos vazias.
- Dance a dança da sua consciência! Tem uma profunda beleza e faz você enxergar o outro lado da sua vida e dos que se aproximam e podem determinar o consciente e o inconsciente em você mesma e no outro.
- Dance a dança da sua consciência! Da sua libido, quando assim o desejar, desde que não seja por imposições, sem desgastar o lhe pertence por lei e direito.
- Dance a dança da sua consciência! Sem se transformar no papel que a alguém pertence de vida-morte.
- Dance a dança de tua consciência! E viva. Você já está pronta para a partida. Não tenha medo de falar, de se fazer ouvir, e de gritar, se preciso for, porque tudo o que deveria ver e ouvir, já está cravado em sua pele, em seu coração.
Biografia:
Baby Garroux - Novembro 2009
Baby Garroux é Jornalista, Radialista, Apresentadora de TV, Escritora. Psicóloga, Artista Plástica na montagem de altares, shaman formada com técnicas de regressão as vidas passadas, Arteterapeuta, formada em Direito, Jornalismo e Letras. Nascida em Santos [São Paulo], tem cursos de Teatro, Ballet clássico, Dança e Percussão, Expressão Corporal e Vocal.
Trabalhou muitos anos como Jornalista e Editora no Jornal Ultima Hora, sob o comando do jornalista Samuel Weiner, a convite do jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão [Acadêmico da APL – Academia Paulista de Letras], grande amigo e prefaciador da maioria de seus livros. Editora e colunista social durante muitos anos nos Diários Associados [Diário de São Paulo, Diário da Noite e Caderno Mulher] até seu fechamento, na direção de Edmundo Monteiro. Assinou muitos anos a coluna diaria “Gente Nova” no mesmo Jornal. Colabora em várias revistas do país e em Los Angeles [Sou Brasil].
Apresentadora de muitos programas da Rede Bandeirantes de Televisão [“Programa Mulher”; “Ela”; “Cidade Contra Cidade”; “Dia-a-Dia”; “Brasil Urgente”; “Boa Noite Brasil”].
Atuou protagonizando novelas [“O Meu Pé de Laranja Lima”; “Cara a Cara”; “A Filha do Silêncio”; “Os Imigrantes”; “Pé de Vento”].
Autora de oito livros publicados no Brasil e na França [“23 Canções de Minha Terra Interior – Poemas”; “As Bruxas que vivem dentro de nós”; “Ces Sorcières qui nous habitent”; “A Saga dos Rossi – O Velho Rossi”; “Nós Mulheres” Vol. 7; “Nous Les Femmes”; “Nós Mulheres” Vol. 8.].
Como artista plástica, convidada por Emanoel Araújo, curador diretor do Museu Afro, para montagem de altares nas Exposições: 'Arte e Religiosidade no Brasil e Heranças Africanas' [Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1997 - 1998]; “Altar dos Orixás” [Pinacoteca do Estado em 1999 e 2000]; “Negro de Corpo e Alma – Brasil 500 Anos” [Pinacoteca do Estado, 2000 - 2001]; “Negras Memórias, Memórias Negras” [Convento das Mercês [São Luiz do Maranhão, 2000 - 2001]; “Negro de Corpo e Alma” [Casa França-Brasil - Rio de Janeiro, 2000 - 2001]; 'Brasil Quinhentos Anos” [FIESP – São Paulo- 2000].
É membro da Wisdown University com sede em Santa Fé no Novo México na direção de Jim Garrison, para onde segue todos os anos como convidada para palestras em todo EUA.
É membro do World Fórum onde trabalha com enorme grupo em função do Aquecimento Global sob a direção de Jim Garrison e Jimmy Hickman.
Na radio, apresentou vários programas diários de radiodifusão como: 'Jornal da Mulher' [Rádio Morada do Sol]; 'Ela no Rádio' [Rádio São Paulo]; 'Baby Dá as Dicas' [Rádio Antena Um]; 'No Programa da Baby' [Rádio Tupi].
Prêmios
1979 - Repórter Destaque - Círculo Militar de São Paulo
1979 - Prêmio Melhor Atriz - Curitiba - Novela “Cara a Cara”
1979 - Prêmio Revelação 'Revista Amiga'
1979 - Atriz Revelação - Senap - novela Cara a Cara
1980 - Prêmio Personalidade do Ano - Recife
1980 - Prêmio 'As Melhores do Ano' - ORBRADEP
1980 - Troféu 'Andorinha' - Melhor Atriz – “O Meu Pé de Laranja Lima” - Campinas [SP]
1980 - 'Medalha de Mérito Artístico Carlos Gomes' - Sociedade Brasileira de Educação e Integração
1982 - 'Prêmio Gov. do Estado' - Melhor Atriz - Jandira
1981 - 'Melhor Atriz ' - Ilha Porchat Clube
1981 - Prêmio 'Melhor Atriz' - Cascavel - Novela Pé de Vento
1981 - Robalo de Ouro como apresentadora de TV
1983 - Melhores atores de 83 pela APCA
Personalidade do Ano - 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 2002, 2005
1999 – “Medalha Anchieta” – São Paulo
Personalidade Brasileira em Los Angeles 2996, 2007, 2008
Atualmente escreve suas reportagens e entrevistas pela Internet com sua Coluna da Baby e seus blogs dentro dos sites www.babygarroux.net e www.babyarroux.jor.br. Inovou o jeito de escrever, longe do óbvio. Irreverente e ousada em suas publicações.
babygarroux@uol.com.br