O Bar dos Sentimentos Se você me disser que me amas, acreditarei,apenas pedirei para me servir uma dose dupla desse sentimento.Se você falar de saudades vou crer, apenas pedirei a dose certa para que eu continue sóbrio.Se você disser que para me ver faz milagres, serei religioso ou devoto, mas, apenas pedirei que me sirvas uma dose cúmplice.Se você me disser que a vida, não tem cor sem mim ...
O Bar dos Sentimentos
Se você me disser que me amas,
acreditarei,
apenas pedirei para me servir
uma dose dupla desse sentimento.
Se você falar de saudades vou crer,
apenas pedirei a dose certa
para que eu continue sóbrio.
Se você disser que para me ver faz milagres,
serei religioso ou devoto,
mas, apenas pedirei
que me sirvas uma dose cúmplice.
Se você me disser que a vida,
não tem cor sem mim,acreditarei,
mas lhe pedirei para me servir
uma dose de matizes.
Se você fala que perde a voz ao me ouvir,
vou as alturas para escutá-la,
porém te pedirei uma dose de razão.
Se você disser que sua paixão
por mim é imensurável,
vou sentir-me nas nuvens,
mas vou querer uma dose sem medidas.
Enfim.
Se você disser
que será eternamente minha,
vou crer, mas lhe pedirei
uma dose de presságio.
Já que depois de tantos tragos,
estarei ébrio,
e inebriado de você.
Marcos Milhazes***
LENDAS
Como um astro estrela
brilhando chegaste,
límpida em meu lago.
Pura, trouxe-me a sua brancura.
Cálida deste-me sua boca.
Sem se apresentar,
entraste em meus sonhos.
Histórias, contadas pelos olhos
que vê de uma janela,
a magia do farol da Lua..
Como a da canção
que se eleva ao máximo
com suas claves,
para tocar um coração.
Mãos aflitas atiradas ao ventos
ao encontro do desconhecido.
Adormecido encontrava-se.
Faminto pelo cheiro de sentimentos.
Vadio cão das ruas sossegadas,
por ela tu passeavas.
Vestida de brisa leve
Eterna como o amor, aproximaste
Deslumbrado, tosco e arredio,
lá estava aquele,
aquele coração...
Intrépido valente,
ante o perigo maior.
Guerreiro de tantas lutas suadas,
ferido, ainda sangrando em vertentes,
temente pela própria sorte.
Entregou-se naquela batalha,
à vencedora...
E sem ao menos ela tivesse tal conhecimento.
Ali, jazia!
O momento maior de uma guerra
desarmada.
Palavras deformadas pela mão do poeta
Ou, pela força da imaginação de um escrito.
Deram as mãos e seguiram passos afora.
Sem se importarem com o barulho do mundo
Vencido e vencedora,
entregaram-se à paz solene.
E o corpo,
cravado de amor,ali jaz, feliz.
Nas mãos de sua algoz...
Marcos Milhazes***
O Poeta ao contrário
Quando a inspiração
falha e a mente não anda
É hora de seguir uma viagem estranha.
Contrapor-se ao oposto,
apostar nas próximas linhas.
Deixar que a imaginação ande,
numa simples gota da chuva
ou lágrima de criança.
Os beijos e abraços de pais,
namorados, amigos ou amantes.
Na poesia são como diamantes
Coisas nobres e cintilantes
Porém a vida também cansa
Pois nada é eterno
Como a noite que morre
e o dia que nasce
A garrafa que serve
à boca que esvazia
Tudo é serventia
Já meio fraco e debilitado o escrevedor
puxa seu companheiro cigarro
Toma um gole de sua amiga caipirinha.
Mágicas são as rimas e mistérios
da vida.
Começa a sua viagem ao inverso
Pensa que faz as derradeiras
estrofes de momento
E como todo o poeta puro de sentimento.
Nem percebeu que já virou testamento...
Marcos Milhazes***
Biografia
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Sou, Marcos Milhazes, formado em Ciências Contábeis, Músico percursionista, Técnico em Merchandising, Escritor e Poeta amador ou um escrevedor.
Pertenço à família tradicional da Bahia [Magalhães Milhazes].
Muitos com dons e sensibilidade de artista. Entre eles: Márcia Milhazes [Bailarina], Beatriz Milhazes [artes plásticas de nome internacional e com vários prêmios do Museu de Belas Artes.
Gosto de escrever desde os 8 anos, mas fiquei adormecido por 25 anos e me encantei com o mundo da informática que me possibilitou dar vida aos meus escritos.
Como Escritor e poeta amador tenho um livro fechado. ' A Cidade dos Olhos Claros' e diversas participações em portais nacionais e internacionais.
Você poderá conhecer algumas de minhas obras e participações visitando o meu site fundado no ano de 2000: www.milhasdeamor.com.br
A poesia não tem idade na prosa e nem no autor. Se nova, é vaidosa e se antiga é sabia.
Pensado assim deixo uma citação para o mundo:
' Aprendi ainda novo com as águas tempestuosas. Que em rios de correntezas galhos velhos procuram as margens'
[M.Milhazes]
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