NÃO APAGUEM AS ESTRELASNão apaguem as nossas estrelas.Elas são tão poucas; roucas[Alguns dizem que são loucas],De tanto falaremE poucos escutarem.Não apaguem as nossas estrelasMuitos dizem que são insanas;Que são todas doidivanas,Mas, igual a Bilac, eu as escuto'Pálido de espanto'.Não apaguem as nossas estrelas:Nem nos pampas, nem em Sampa,Nem no Rio ou São LuísNem em qualquer pedaço ...
NÃO APAGUEM AS ESTRELAS
Não apaguem as nossas estrelas.
Elas são tão poucas; roucas
[Alguns dizem que são loucas],
De tanto falarem
E poucos escutarem.
Não apaguem as nossas estrelas
Muitos dizem que são insanas;
Que são todas doidivanas,
Mas, igual a Bilac, eu as escuto
'Pálido de espanto'.
Não apaguem as nossas estrelas:
Nem nos pampas, nem em Sampa,
Nem no Rio ou São Luís
Nem em qualquer pedaço de céu
Deste grande pequeno país.
Não apaguem as nossas estrelas:
Quase ninguém mais as vê,
Pois como bem disse o poeta
Existe uma 'feia fumaça'
Empenhada em apagá-las.
Não apaguem as nossas estrelas:
Hilda partiu e, portanto surgiu
Mais um astro no firmamento,
Só pra fazer muita inveja
Ao Cruzeiro do Sul.
07/02/2004
NO APAGUEN LAS ESTRELLAS
No apaguen nuestras estrellas.
Ellas son tan pocas; rocas?
[Algunos dicen que son locas],
De tanto que hablan ..
Son pocos los que escuchan.
No apaguen nuestras estrellas
Muchos dicen que son insanas;
Que son todas alienadas,
Pero igual a Bilac yo las escucho
'Pálido de espanto'.
No apaguen nuestras estrellas:
Ni en las pampas, ni en Sampa,
Ni en Rio o San Luis
Ni en cualquier pedazo de cielo
De este gran pequeño país.
No apaguen nuestras estrellas:
casi ninguno las mira,
Pués como bien dice el poeta
Existe una 'fea humarada'
Empeñada en apagarlas.
No apaguen nuestras estrellas:
Hilda partió y, por lo tanto surgio
Es un astro más en el firmamento,
Sólo para hacer morir de envidia
Al Crucero del Sur.
N’ETEIGNEZ PAS LES ÉTOILES
N’éteignez pas nos étoiles.
Elles sont si peu; enrouées
[Quelques-uns disent qu’elles sont insensées],
De tant parler
Et presque personne les écouter
N’éteignez pas nos étoiles
Beaucoup de gens disent qu’elles sont toquées;
Qu’elles sont toutes alienées,
Mais, comme Bilac, je les écoute
'Pâle d’étonnement'.
N’éteignez pas nos étoiles:
Ni aux 'Pampas', ni a 'Sampa'
Ni au Rio ou São Luís
Ni dans aucun morceau du ciel
De ce grand petit pays
N’éteignez pas nos étoiles:
Presque personne les voit plus
Car comme a bien dit le poète
Il y a une 'laide fumée'
Qui veut les cacher
N’éteignez pas nos étoiles:
Hilda est parti et donc il est apparu
Autre astre dans le firmament
Seulement pour faire beaucoup d’envie
Au Cruzeiro do Sul
Macht die Sterne nicht aus
Macht unsere Sterne nicht aus.
Sie sind zu wenig; sie sind heisere
[Manche sagen, dass sie verruckte sind],
Weil sie zu viel sprechen
Und wenige Leute hören sie
Macht unsere Sterne nicht aus
Viele Personen sagen, dass sie wahnsinnge sind;
Dass sie alle irrsinige sind,
Aber wie Bilac höre ich sie
'Blassig verblüfft'.
Macht unsere Sterne nicht aus:
Weder in der Pampas, noch in Sampa,
Weder in dem Rio, noch in São Luís
Und nicht in jedes Teil des Himmels
Von dieser gross kleines Land.
Macht unsere Sterne nicht aus:
Fast niemand schaue sie mehr,
Deshalb wie hat der Dichter gut gesagt
Es gibt eine 'schlechte Rauchwolke'
Die möchte sie ausmachen.
Macht unsere Sterne nicht aus:
Hilda ist gegangen deswegen hat sie erscheint
Noch eines Gestirn an dem Firmament,
Nur um zu viel Neid der Cruzeiro do Sul zu machen.
O Sentido da Vida
'Nascer, crescer, viver,
Pra quê?
Minha vida não tem finalidade,
Não tem sentido, é só futilidade
Sou um ser/não ser
Sem nenhuma utilidade'.
Assim falou o nihilista.
E os discípulos com ele concordaram
Mas vieram pândegos e contestaram:
'Por que falas assim, ó nihilista,
Não vês que a vida é feita para se gozar,
Beber, comer, foder, e descansar
Em companhia dos que riem?
‘Carpe Diem’.'
'Amigos,
A vida por aqui não vale nada
É uma passagem, é uma revoada,
Depois da morte vem o Paraíso,
Então vivamos só em função disso:
Jejuando, meditando, contemplando!'
Disse um velho místico.
'Qual o quê!
Viver é desfrutar a juventude
Só se vive enquanto há saúde
Sem elas a vida não tem nenhum sentido,
A velhice, portanto, é um castigo!'
Disse um jovem atrevido.
Um sábio ancião ouvira tudo,
Permanecendo todo tempo mudo;
Depois de refletir um pouco enfim falou:
'A vida tem finalidade, sim;
Quem diz que não, merece ter um fim
Imediato.
Pois além de louco e de insensato
É um eterno sofredor.
Tampouco se nasce para usufruir
Prazeres hedônicos e destruir
O próprio corpo.
Vivemos porque temos esperança,
Os mesmos ideais de uma criança
E acreditamos no porvir
Mesmo que o nosso fim seja amanhã.
Não importa fortuna ou juventude vã
Nem se neste mundo se tem sorte,
Ou que tudo se acabe após a morte.
Quem diz que a vida não tem nenhum sentido
Há muito já devia ter morrido
Porque a vida tem sentido, sim.
Mais do que isto, ela tem uma função:
A função de se viver é a CRIAÇÃO!
Real e Virtual
Eu tenho dois mundos,
Dois universos,
Portanto, duas vidas:
Logo eu sou plural!
Dizem que só uma existe
Porque é Real;
A outra inexiste
Porque é Virtual.
No primeiro mundo
Eu nunca fui feliz
'No outro também não és'
[É o que todo mundo diz],
'Como queres estar bem no nada?'
'Como podes querer o que não é?'
Então eu perguntei ao dia:
O que é a noite, ela é real?
'É isso o que ela diz? Coitada!
Sem mim a noite é uma piada!'
Então eu perguntei à noite:
O que é o dia, ele é real?
'Qual nada!
O dia não passa
De uma noite virtual!'
Depois eu perguntei ao ar:
O que é o vento?
'O vento não existe!
O que chamam de vento,
Sou eu mesmo em movimento'.
Aí eu perguntei à Musa
O que é a Poesia?
'Apenas um fantasma que me usa;
Não passa de utopia!'
Perdão, divina Musa
O que é então a Arte?
'Outra ‘entidade’ virtual
Que nem de mim faz parte!'
Divina Arte, linda Poesia,
Podeis dizer-me o que é a Musa?
'Nada! A Musa não existe,
Não é Real!'
Se não existe o vento,
Se não existe a noite,
Se não existe o dia,
Se não existe a Arte,
Nem mesmo a Poesia;
Se a deusa Musa não passa
De uma ilusão a mais
Deixai-me viver virtualmente;
Quem sabe só assim eu terei paz
E talvez possa ser feliz realmente!
Biografía:
Raymundo Silveira é médico e escritor. De Novembro de 1979 a Junho de 1990 foi membro do Conselho Editorial da Revista FEMINA, órgão oficial da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia onde publicou cerca de meia centena de artigos científicos. Tem também trabalhos publicados em livros e outras revistas médicas. 'Prevenção e Diagnóstico do Câncer na Mulher', 'Ceará Médico', 'GO Atual' e 'Revista Brasileira de Ginecologia E Obstetrícia'. Entre outras. Suas atividades na literatura convencional tiveram início com o advento da Internet, onde publicou mais de trinta livros eletrônicos. Tem, também, textos editados em numerosos sites sob a forma de Contos, Crônicas, Ensaio, Crítica e Poesia. Um deles, o italiano Progetto Letterario Internazionale DOMIST, traduziu alguns dos seus escritos para o Inglês, Francês, Espanhol, Alemão e Italiano. Recebeu alguns prêmios. Entres estes, o que mais o orgulha, é o que lhe foi conferido pela Associação Médica Brasileira. Em reconhecimento pelos trabalhos que tem publicado em defesa das mulheres.
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