CORROSÃOA fome dos novosbandidos poetasnem sempre alertasao tempo q vai.Os prédios destroçosmonumentos d\'outrorana rua da Auroraou boca do cais.Guris mergulhandono límpido riosó pra quem viunão existe mais.***RAZA ODIADAQuando a naturezaé sinistraironiza-se desgraças.Não nos contentamosem ironizaro irônico,Ironizamosonde d&oacut ...
CORROSÃO
A fome dos novos bandidos poetas nem sempre alertas ao tempo q vai.
Os prédios destroços monumentos d\'outrora na rua da Aurora ou boca do cais.
Guris mergulhando no límpido rio só pra quem viu não existe mais.
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RAZA ODIADA
Quando a natureza é sinistra ironiza-se desgraças.
Não nos contentamos em ironizar o irônico,
Ironizamos onde dói noutro peito.
Seres como nós devem viver isolados.
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FARELO
O poema tem q ser sequinho.
MAGRO.
Se possível nordestino: desnutrido e valente.
Deve ser raquítico definido:
coureosso
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biografia:
Bruo Candéas nasceu em Campina Grande/P Autor dos livros \'poeta nu na alcova\', \' a trégua dos ditadores\', \'filé 1,99\' [com Malungo], \'férias do gueto\' e \'o osso do poema\'[inédito]