OUTUBROCinelândiacoração da cidadepalco de feitopolíticoe críticono reencontrorostos amigos. Brilha uma estrelaVoando ao céuVai longe na AméricaLatina na HistóriaNa luta incessanteContra a opressãoImposta de forae de dentro Da América. Nas escadariasNas flores Os ausentesBailando PresentesNos coraçõesde todos na pra ...
OUTUBRO
Cinelândia coração da cidade palco de feito político e crítico no reencontro rostos amigos.
Brilha uma estrela Voando ao céu Vai longe na América Latina na História Na luta incessante Contra a opressão Imposta de fora e de dentro Da América.
Nas escadarias Nas flores Os ausentes Bailando Presentes Nos corações de todos na praça.
Bandeiras vermelhas Marés de bandeiras O vento levando Na alegria De se abraçar O sopro do vento Que vai embalando Os outros hermanos Presentes Nas lutas De ontem E de sempre.
Os sonhos antigos Tornados mais vivos N voz que é do povo Que está a cantar.
Um canto de luta De todos na luta Pela hustiça Do pão para todos.
A fome presente.
Andante a estrela Justiça Da esperança Pão. Dos povos da América Latina Que atiça Amor Que é hora do povo Bem junto cantar.
.
VIDA
\'...para nascer nasci,para conter o passo de quanto se aproxima,de quanto me golpeia o peito como um novo tremente coração.\' Pablo Neruda
Para nascer nasci Para viver vivi Para amar...
Amo a luz das estrelas Brilhantes no azul do céu. Amo o portal de claridade Das manhãs ensolaradas. Amo o som cristalino Da água nos seixos dos rios. Amo a sombra das árvores Convidando ao frescor das folhagens. Amo o gorgeio dos pássaros E o entardecer de outono. Amo o trinado das crianças Tocando as ondas do mar. Amo a tua presença E na ausência continuo te amando. Amo a vida que se abre A cada amanhecer Amo a Esperança que nos leva Para um novo acontecer.
.
GRANDE ALMA, CHE
O corpo franzino envolto na alva roupagem tecida nos encontros políticos. Os corpos desnudos envoltos no clima de impacto dos rostos de todos. Os corpos em movimento. O movimento milenar tecido com o corpo franzino e forte num jogo de corpo e som ancestral. Os corpos desnudos,aos pares bailando imagens nas mentes de todos. Os corpos em movimento. O corpo em jejum pressionando o poder opressor Há que endurecer Os corpos desnudos resvalam no chão em formas sinuosas a vida presente. Os corpos A imagem da não-violência e do amor como forma de luta no mundo de então. Os corpos desnudos,estilhaçados,trepidam no chão em lenta agonia. A morte e os mortos no monte no meio de todos. A dor, a dor lancinante nos rostos presentes. O corpo altivo e franzino clamando a união por um mundo mais justo. Os corpos se atiram, se batem,se lançam formando barreira Indignação Dor Sofrimento A fuga. Os corpos se erguendo \'Hay que endurecer...\' O corpo franzino em pose guerreira De encontro com o mundo. Os corpos vestidos Clamando nos passos A luta de todos \'Hay que endurecer pero sin perder la ternura\' Jamais! Jamais! Jamais!
. .
Nasci na primavera de 1950, no 18 de outubro ,no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Desde cedo brincava com giz e apagador , riscando as paredes dos muros da casa em que passei a viver no bairro de Bonsucesso. Fiz-me professora de História devido a influência de três grandes mestres da década de 70:Maneco, Jacques e Aquino. Há vinte e nove anos em sala de aula , não perdi a Esperança de construir juntos um Brasil melhor. Pela profissão , comecei a me dedicar ao cinema e aos escritos, e fui tentando aqui e acolá , algumas poesias, militantes e amorosas. Trago sempre dentro de mim o calor das palavras de nosso querido Neruda, com quem dividi admiração e sonhos com os jovens da Cidade Alta e da Maré. Tenho em Giordanno Bruno o filho amado ,escrivinhador como a mãe .