Glória Monteiro, desde sempre marcada pelas emoções, nasceu no dia dedicado ao amor e aos enamorados, decorria o ano de 1985, na cidade da Praia em Cabo Verde. Originária de uma família humilde mas que sempre lhe permitiu sonhar. O trilho da sua existência levou-a, depois de terminar o liceu, a rumar para outro arquipélago como se estivesse destinada ...
Glória Monteiro, desde sempre marcada pelas emoções, nasceu no dia dedicado ao amor e aos enamorados, decorria o ano de 1985, na cidade da Praia em Cabo Verde. Originária de uma família humilde mas que sempre lhe permitiu sonhar. O trilho da sua existência levou-a, depois de terminar o liceu, a rumar para outro arquipélago como se estivesse destinada a SER ilha, e foi nos Açores que se licenciou em Engenharia e Gestão do Ambiente. Seguiu-se o mestrado em Gestão e Conservação da Natureza que atualmente frequenta.
O amor por sua terra fez a aceitar o desafio de ser representante do movimento Pró-africa em Holanda, onde atualmente reside, acreditando que para além de escrever sentimentos precisa de falar ou mesmo gritar realidades, agindo. Colabora no Jornal Liberal online de Cabo Verde com seus poemas entre outros sites de poesias.
Desde sempre fascinada pela escrita, brinca com as palavras desde criança, trocando a boneca por um tesouro chamado diário, a este confiou todos os segredos de adolescência. Dos seus dedos desabrocham as descrições de sentimentos de esperanças, amor e lágrimas que sempre a acompanhou.
Estes poemas são versos sentidos e descritos durante esta etapa da sua vida.
Amaldiçoo
Meu ventre fértil
Meu coração quente
Meu amor fútil
Meu corpo ardente
Amaldiçoo
Teu beijo morto
Teu olhar apagado
Teu toque ausente
Teu falar funesto
Amaldiçoo
A tua vida
A minha vida
E a nossa vida
Gritar o meu nome
Vesti das nuvens para te fazer sorrir
Engoli toda luz
Para brilhar-te com os meus beijos
Roubei arco-íris para colorir te de alegria Abandonei meu sorriso no infinito Joguei todas as flores ainda vivas Só queria ouvir-te a gritar meu nome Bebi toda água da tua alma Para não cair-te nenhuma lágrima Soprei todas as estrelas Para banhar-te o espírito Percorri Vénus para endeusar-me Só queria ouvir-te a gritar meu nome Deixei-me expelir poesias e músicas Para a tua vida tétrico Só queria ouvir-te a gritar meu nome
3
Nascem assim
Entre sorrisos e palmas
Nascem assim
Soprando o frio para o horizonte
Abraçando o calor desmaiado
Nascem assim
Nascem assim dolorosos como o parto
Vazio embrulhado no minúsculo estômago
Morrem envelhecendo o rosto
Desfazendo beleza do sorriso
Nascem assim dolorosos
Morrem assim dolorosos