PLO-MON DÊÇUFui a Cruz de Bom Fim na MesquitaCantei a ceia de Quinta-feira SantaSanto não era, ceia santaViram-me cantar numa Mesquita; Forte com a Cruz de Bonfim saíAcenando cenas de teatro e jogueiCenas de Pló-Mon-DêçuCom fato preto a rezar o terço; De joelhos na cinza de Bom FimPedi colheitas e casas de telhas,O pedido passou de orelha em orelha; Orelha em orelha de estudosDe jornadas a ...
PLO-MON DÊÇUFui a Cruz de Bom Fim na Mesquita
Cantei a ceia de Quinta-feira Santa
Santo não era, ceia santa
Viram-me cantar numa Mesquita;
Forte com a Cruz de Bonfim saí
Acenando cenas de teatro e joguei
Cenas de Pló-Mon-Dêçu
Com fato preto a rezar o terço;
De joelhos na cinza de Bom Fim
Pedi colheitas e casas de telhas,
O pedido passou de orelha em orelha;
Orelha em orelha de estudos
De jornadas ao liceu, a única Mesquita
Que talvez nos pode dar tudo;
……………………………………….
Cantei stleva no dá licença,Licença para com Bom Fim produzir
Sem malefícios a literatura do porvir;
Na cinza estavam poetas e escritores
Recitando seus versos com “Mussúmbas”
Nos ritmos e tons redentores;
Sacão de coco onde está?!
Sacão de coco onde está?!
Não ficou muito bem,
E eu cantei a minha moda também;
Saca di côcondja êlê bô?!
Saca di côcondja êlê bô?!
Todo mundo disse,
Então a cinza ainda está quente;
Na cinza assaram banana,
Ferveram calulú, e aqueceram izaquente
Que ainda restavam para cear…
Fui a Cruz de Bom Fim na Mesquita
Cantei ceia de Quinta-feira Santa
Santo não era, ceia santa
Certo cantei numa Mesquita;
S. Tomé e Príncipe é nossa Mesquita
Aqui cantarei com voz de Cristo, Maomé ou Buda
Certo de que o fim da Cruz muda
Minha ceia desta nossa Mesquita.
In CINZAS DO MADALA ....
PLÓ MON DEÇU Je fus à la croix du BON FIM à Mesquita
Je chantai le super du Jeudi Saint
Saint, je ne l’étais pas, Super Saint
On m’a vu chanter dans une mosquée ;
Fort de la croix du BON FIM je sortis
En théâtralisant, je jouai
Des scènes de Pló-Mon-Deçu
Habillé en complet noir, priant le chapelet ;
A genoux sur les ceindre du BON FIM
Je demandai des récoltes et maisons en tuile
La prière circula de bouche à l’oreille.
Oreille en oreille des études
De journée au lycée, la seule mosquée
Qui peut-être nous peut tout offrir
Je chantai la stleva ‘’ laissez-moi passer’’
Bénédiction pour produire avec BON FIM
Sans tricherie la littérature de l’avenir
Dans la ceindre il y avait des poètes et des écrivains
Récitant leur vers avec Mussunbas
Selon les rythmes et tons rédempteurs
‘’Grand sac de noix de coco où est-it ?
Grand sac de noix de coco où est il ?’’
Ça n’alla pas très bien
Et je chantai à ma manière aussi :
Daka de cocondja êle bô ?!
Daka de cocondja êlê bô ?!
Tout le monde dit :
Alors la ceindre est encore chaude ;
Dans la ceindre ils grillèrent la banane
Cuirent le calulu, chauffèrent l’izaquente
Qui restaient encore pour le super
J’allai à la croix du Bonfim à Mesquita
Je chantai le super du Jeudi Saint
Saint, je ne l’étais pas, Super Saint
Certes je chantai dans une mosquée ;
Sao Tomé et Principe est notre mosquée
Ici je chanterai avec la voix du Christ, Mahomet ou Bouda
Sûr que la fin de la croix changera
Mon super de notre esquita
[in CINZAS DO MADALA]
INTRODUÇÃO A PALAVRAGota a gota, nasce no monte o rio,
Cristalino, este ser assim fio a fio,
Moléculas, pedra sobre pedra,
Escorregam feito água entre rochas,
Tal e qual grãos destas feita em areia,
Ou como fonema e ainda fonema,
Sons íngremes destacam sem peias
O ajuntar destas, numa concha,
Digo, palavras, tornam-se mensagem,
Esta divide o contexto em certeza e em dilema...
Ai! São assim estas gotas numa foz,
Elas teriam marcado margens?!
Elas passaram!... e deixaram que o registo se fizesse.
Gota a gota, pinga a pinga....
-Registo de águas passadas
São estes pingos de versos “trigesimais”[1]
Soltos, diversos, dispersos, manda a poética,
Ou mesmo sejam talvez apoéticos-
Fica uma geração de mensagem pingada,
Uma escuta malogra e minguada,
Ainda que se viole ou não a ética
De ontem não ser hoje, nada mais,
Senão em vez de descer, subia-se
Para depois voltar-se a descer…,
Do projecto erros repetia-se e corrigia-se,
Nesta gota a gota a formar este rio
No parabenizar o percurso e o compadrio,
Enfim...água desceu, desceu mesmo, nunca sobe...
Temos aí a mais destacada mensagem
Ter trinta anos e celebrá-los nesta margem
Onde pelejam peixes, imundices, alegrias na passagem,
Pelejam experimentar uma única palavra
Independência
[1] Trinta anos, ou seja trigésimo aniversário ...
A PALAVRA EM GOTASPalavra,
O arado que a terra lavra
Proveito que se espera colher
Palavra faz palavra aparecer;
Palavra,
Palavra fez palavra aparecer
Na clandestinidade o que se obrou
O desejo da palavra apareceu;
Palavra,
Nesse desejo final aparecido
Quando se cumpriu o pedido
Independência Total foi a palavra;
Palavra,
Independência Total foi a palavra
O manifestar de uma e outra classe
De palavras no adoptar das palavras;
Palavra,
Assim é, foi, e será a mensagem
A autenticar-se obras na passagem
Por margens do ser autentico;
Palavra,
Palavra passa a palavra,
E neste tornar o possível autêntico,
Note-se, feitos doutros países são idênticos;
Palavra,
Diz o povo “a chuva que molhou o Damião
O Alexandre pode estar certo, não diga não,
A chuva também o há-de molhar
Palavra,
E no meio de tanta chuva o que se espera [va],
É construir-se uma Pátria de Damião renovada
Com as mãos, e mentes dos Alexandres controladas.
Biografía:
FRANCISCO FONSECA COSTA ALEGRE, mais conhecido artisticamente como Francisco Costa Alegre, é um dos bisnetos de Maria de Apresentação Fonseca “San Plentá” cujos vestígios ainda existem na zona de Ôbô Lobata. San Plentá ou seja Maria de Apresentação Fonseca teve dois filhos, um deles, seu avô materno chamava-se Francisco de Jesus Fonseca em que os parentes em língua materna tinham-no por Sum Zózé Fonséka.
Francisco Costa Alegre conheceu a luz do dia no dia 2 de Fevereiro de 1953, um dia antes, segundo narração histórica, do início do conhecido Massacre de 1953. Filho de pais humildes, Ofélio Costa Alegre e Mónica Fonseca, sendo o Ofélio sobrinho do primeiro poeta lírico santomense Caetano Costa Alegre, e a Mónica neta de Sum Zózó Fonséka que por sua vez era digamos, membro duma família que tinha por tradição a pratica cultural de exibição carnavalesca e teatral por épocas do Carnaval e da celebração da Quaresma. Era muito comum nos quatro dias que antecedem o dia de Cinzas em S. Tomé os irmãos de Mónica desfilarem de quintal à quintal cantando Carnaval.
Assim, inconscientemente este autor parece ter encarnado a vontade de um dia prestigiar a importância da vida cultural e a nobreza dos seus ascendentes, transformando-se em um escritor na teia da instituição literária santomense.
Francisco Costa Alegre fez os seus estudos primários na Escola Primaria de Santo Amaro que no período colonial se chamou de Escola Primária Almirante Lopes Alves e mais tarde no período pós independência passou a ser conhecida de Escola Primaria José Leal Bouças. Note-se que José Leal Bouças foi um dos famosos professores da zona ou freguesia de Santo Amaro. Bouças foi um profissional contemporâneo e colega de Dona Maria de Jesus, uma outra famosa professora mãe da poetisa Alda Espírito Santo. Talvez baseado também nesta imagem de fama seja a razão de em certo momento da vida deste escritor ele interessar-se pela carreira docente notabilizando o nome da região de Santo Amaro. Embora ele declare não ser regionalista numa introdução das suas obras, como por exemplo, Mussandá, o que se verifica é um temperar cauteloso e explicito deste sentido de manifestação regional perspectivando um desafio entre a cidade e o campo, desafio esse que não é exclusivo de S. Tomé e Príncipe.
Para além dessas influencias familiares e regionais que constitui o pilar da consciência de qualquer ser humano para cumprir os ditames da vida, Francisco Costa Alegre enquanto frequentava a Escola Preparatória e o Curso Comercial da Escola Técnica ao ler as obras de Alexandre Herculano, Almeida Garret, e outras relevantes cuja exigência dos professores da altura recomendavam com rigor a interpretação e análise, ele sentiu-se no dever de começar a escrever. Para ele, segundo as suas palavras, esta iniciativa trata-se de um dever para com a família em prosseguir a tarefa anteriormente anunciada pelo seu tio avô. “É como se fosse um pai que ao abrir uma casa comercial, e aquando da sua morte este recomendar que alguém da família ter que prosseguir a tarefa e mais nada”
Mas a grande razão que parece ter conduzido o destino do autor foi o experimentar de uma paixão profunda por uma colega do seu bairro que ao ser incompreendido talvez no expor da sua mensagem amorosa, foi marginalizado por esta, situação que num feliz pressagio conduziu o autor a refugiar-se na escrita. Foi desta forma que começou as primeiras obras líricas, explorando formas que vão de vilancete, soneto, conjunto de tercetos, etc.
Depois de efectuar os seus estudos liceais, Francisco Costa Alegre esteve em Bésançon, França, e mais tarde esteve nos Estados Unidos por duas vezes fazendo formações que vão de Linguística à Comunicação Social, habilitações que o facilitaram trabalhar na Rádio Nacional de S. Tomé e Príncipe, no Gabinete do Primeiro Ministro como Assessor de Relações Públicas e Imprensa, Director de Gabinete do Ministro do Planeamento e Finanças, assim como no sector de Cooperação do Ministério dos Negócios Estrangeiros onde vem fazendo carreira como profissional no quadro diplomático. Enquanto esteve nestes países, familiarizou-se com autores como Cervantes, Descartes, Diderot, assim como líderes remotos da História Antiga de África…
Porém, com a independência, e comungando as manifestações de luta pela identidade cultural nacional de um país que acabava de nascer, o autor sofreu influências de diversos escritores doutras ex-colónias portuguesas, e assim começou a viver este momento produzindo obras para serem divulgadas na Rádio Nacional, nos Jornais murais e no único Jornal Revolução da época. Depois do país enveredar-se pela via de multipartidarismo proporcionado pela livre expressão de ideias e de imprensa livre e diversificada, este autor teve uma participação muito activa nos diversos jornais que surgiram como, Nova República, Notícias, Labor, dentre outros, incluindo por último o Jornal Cultural Batê Mon da União de Escritores e Artistas Santomenses [UNEAS] com artigos de crítica literária, e divulgação cultural.
É mais evidente que só nos primeiros momentos da independência que se fica a conhecer Francisco Costa Alegre como poeta ou escritor, através do poema Quando cair a Tarde, que mais tarde veio a figurar no seu livro de poesias Mussungú, que é nada mais na menos que um começar e um acabar ininterrupto e perpétuo da vida de seres humanos. O autor divide-se entre poeta e escritor, preferindo mais ser considerado como escritor, tendo em conta a sua forma diversificada de produção artística, que vai de poesia, prosa em forma de conto, em forma de investigação histórica, em forma de estudo da literatura, e até em certos casos, em forma de crítica literária como participação diversa em vários jornais santomenses.
É assim que o próprio Francisco Costa Alegre se auto-proclama de um escritor sem rosto, por falta de uma definição mas frequente no quadro da temática artística. Como afirmou um escritor brasileiro, Silvio Élia, todo escritor no sentido artístico de produção de obras de espírito, é um poeta, podemos chamar Francisco Costa Alegre de poeta tendo em conta este pressuposto enumerando as suas obras:
1] Livros
MADALA [Poesia 1991] constitui a primeira apresentação ao público em forma do livro do autor que como é óbvio transparece em termos de qualidade artística, iniciante. Nesta obra o autor valoriza a sabedoria popular, enaltecendo o sentido do velho ser em África um arquivo de conhecimentos. Baseado na palavra Madala oriunda de Moçambique que significa velho, e em S. Tomé e Príncipe representa talismã, o autor aguarela o amor, paixão e pátria, conhecimento e cultura no quadro de defesa de uma nação.
CINZAS DO MADALA [Poesia 1992 1ª edição, 2ª edição 2004] – parece ser uma obra em que o autor ao prosseguir a pisadas iniciadas no primeiro livro, este se interessou mais pela qualidade artística empenhando-se em desenvolver valores literários universalmente consagrados, como sonetos invertidos, tercetos, e vilancetes. Verifica-se neste livro ao interpretar-se alguns poemas, aquela vontade do autor em explorar de forma cautelosa e explicita, mas não extrema, a valorização da sua região de Santo Amaro, quando recorda um destemido senhor Inglês [Sum Nglêgi], que enfrentou os polícias aquando do Massacre de Batepá, assim como o sino da Roça Bela Vista, e a buzina Boa Entrada, agora inexistentes
MUSSANDÁ [Prosa Ficção 1994 1ªedição, 2ª edição 2004] nesta obra o escritor desvia o ritmo de poesias para proporcionar aos seus fãs um conjunto de contos intitulado de Mussandá que também é um dos contos inseridos no livro. Mussandá já previa precocemente a exploração do petróleo que mais tarde tornou-se realidade. Mas o conto que parece ser muito apreciado pelos leitores no livro trata-se de Erosão que realça o desafio entre a cidade e campo, a valorização e igualdade entre o homem e a mulher, assim como o intercâmbio necessário a ser trocado entre as ilhas do mundo. Ainda este conto, Erosão, prevê a grande necessidade de se prosseguir com o sentido de protecção das ilhas do mundo face à vulnerabilidade que estão expostas.
MUTÉTÉ [Prosa Investigação 1998] retracta a Historia Antiga e História Recente de S. Tomé e Príncipe de forma cronológica. Porém esta obra não tem grande valor artístico, em termos de criação literária, tendo-o apenas no âmbito de importância exercida em trazer a luz através da investigação informações históricas de S. Tomé e Príncipe.
BRASAS DE MUTÉTE [Prosa, Estudo da Literatura Santomense 1998, 1ª edição, 2ª edição 2005] o autor faz um estudo analítico e critico dos autores santomenses, e em simultâneo esboça uma comparação com conceitos de literatura aproveitando a oportunidade para dividir a literatura santomense que ainda é incipiente, em três partes que vão para além da literatura oral [santomense], literatura da era colonial, literatura pré independência, literatura pós independência e teoria de Realismo Futurista.
MUSSUNGÚ – [Poesia-2002] uma obra implicitamente quase autobiográfica, destaca por um lado a luta ainda entre a cidade e o campo, marcando assim a vida de um rio [o Mussungú, algures em Manhanço, região de Santo Amaro,] que nasce e desaparece em toalha de água e não chega a cidade, cidade que consequentemente teve uma cinema que nasceu e esteve quase a morrer até altura que se decidiu reconstruí-lo.
CRÓNICA DE MAGODINHO – [Prosa 2004] - Trata-se de um conto que exalta a bravura de uma mulher que chegou a ser Presidente da República do seu País, S. Tomé Príncipe. Numa viagem em pleno ano de 1995, para os festejos da investidura do primeiro Governo Regional na ilha do Príncipe, um barco de nome Tropical carregado de víveres, de negociantes, e gentes querendo assistir a festa parte do porto de S. Tomé em direcção no dia 27 de Abril. A pequena embarcação perde o contacto com o centro de controlo do porto de S. Tomé devido a uma avaria no sistema dos motores. Fincando a deriva durante vinte e um dias sem que fosse visto por aviões e barcos, no vigésimo primeiro dia uma mulher de nome Coragem agarra num livro que supõe ser a Bíblia e dirige-se a proa para ler um dos seus livros escritos por S. Paulo. Depois da leitura de um parágrafo aos presentes no barco, a rapariga cai no estado de transe e viaja imaginariamente até ao ano 2030 do século XXI onde encarnada numa outra mulher concorre às eleições presidenciais e vence. Quando teria tomado posse e aprestar as declarações ao público e a imprensa volta de imediato ao seu estado normal, reparando que ainda se encontrava no século XX, num pais chamado S. Tomé e Principie a procura do século.
SANTOMENSIDADE – [Prosa 2005] – trata-se da retoma de um assunto abordado no Jornal Nova República nº 62/93 de 1993, lançando ideias para o estudo da sociologia santomense. A sociedade santomense sendo uma fusão do tradicional e do moderno, na época universal e eurocentricamente contemporânea o seu estudo deve ser mais ou menos histórico, porque como substância ainda não possui elementos capazes de defini-la em termos sociológicos como ciência, ela encontra-se ainda na sua fase mestafísica. A santomensidade arrasta consigo a dicotomia de criação do Homem Novo por um lado, e por outro a manifesta definição ou redefinição da identidade santomense.
A CIDADE DE S. TOMÉ - A Cidade de Todas as Esperanças – trata-se de um reportória sobre a Cidade de S. Tomé, uma das capitais mais antigas fundada pelos portugueses. Do passado colonial ao passado dos primeiros anos da independência, até ao momento da apresentação do livro [22 de Abril de 2008], foram várias as transformações verificadas num cidade quem tem um rosto apenas diurno, onde a vida nocturna não existe.
LATITUDE 63 [Prosa Romance, 2008] – Através do fascinante mundo dos números, tem-se a oportunidade para experimentar um mundo onde a miscegenação e a origem das ilhas assentuam a convivência das pessoas. Num mundo moderno ultrapassado do século XX a entrar no século XXI, a internet faz com que uma mulher santomense entra em contacto por coincidência com um mestiço nos Estados Unidos, que por sinal é descendente de S. Tomé de origem moçambicana. A mulher que divorciada do seu marido santomense, convida o americano com quem cultiva nova paixão a vir a terras do Golfo da Guiné, fazer uma palestra sobre o turismo. Em S. Tomé, surge escaramuças, o americano é baleado pelo marido santomense, mas sai ileso da contenda e regressa aos Estados Unidos acompanhado da sua apaixonada e mais os seus três filhos.
ALDA GRAÇA ESPÍRITO SANTO: De lá no Água Grande à Mataram o rio da Minha Cidade [Prosa em jeito de Crítica Literária 2008] Num trabalho de investigação, o livro tece considerações relacionadas com a vida artística e política desta figura feminina número um do nosso país. Numa relação compartiva com diversas mulheres do nosso país e não só, destaca-se no rol da descrição em que o sentido vulnerável dos rios surge em destaque, nomes de mulheres como Alda Bandeira Vaz da Conceição, Inocência Mata, Alda Melo, Alda Vera Cruz, Maria das Neves, Mirian Makeba, Wangari Maatai, Madre Bahkita e muitas outras mulheres.
Como a vida desta Senhora relaciona-se muito com a vida da cidade e a vida dos rios ou águas, como que se diz em S. Tomé e Príncipe, uma nota de destaque surge apontando o Rio Água Grande que tal e qual os outros rios existentes no país e neste mundo fora, procura sempre atingir a cidade, que pode ser um mar, um oceano, ou um outro rio que em conflência, chegam a mesma cidade que pode ser outro rio ou um aceano perto. É este o caso que três rios que servem de pórtico do texto que homenageia a Alda Graça Espírito Santo: rio Água Grande, Água Mussungú e Água Palítio.
2] ENSAIOS [Dentre outros destaca-se]
De Almada Negreiros à Sum Canalim [Nova República]
Numa comparação de dois filhos santomenses produto de pai europeu e mãe africana o autor faz uma comparação destes baseado numa frase que Almada Negreiros exprimiu numa das suas obras: A Arte não vive sem Pátria do Artista reconhecendo a importância a exercer no aprender, e aquilo que o artista aprende e transmite.
Aito Bonfim De Berlinização ou Partilha de África à Suicídio Cultural [Nova República N. R.1993 ]- O escritor santomense Aito Bonfim quer tenha começado a carreira com poesia, ele não é nada mais nada menos que um escritor trágico. Aito Bonfim é um escritor de Tragédias como Baltazar Dias, o autor atribuído como o produtor principal da Tragédia de Marquês de Mântua. Do seu livro Berlinização ou Partilha de África até ao Suicídio Cultural em que o tema central versa-se sobre a identidade cultural de África, compreende-se que ele tem mais jeito para tragédias que comédias, embora nessas tragédias ele expresse algo de satírico.
Galileu: O Perdão de Santo Ofício [Batê-Mon 1999]
O Grande cientista italiano Galileu foi condenado pela igreja Há mais de 400 anos por ele, segundo a igreja na altura não concordar com a sua opinião da posição da terra em relação ao sol. Baseado numa solicitação dum perdão feito por um escritor brasileiro proposto ao Papa, o autor faz a ligação com interpretação de Tristezas Não Pagam Dívidas, nome do livro de Jerónimo Salvaterra, outro escritor santomense.
A Ilha do Príncipe e a Teoria de Einstein [N.R. 72/93
A partir de uma publicação sobre o assunto no Jornal português Expresso o autor debruça-se sobre a teoria de relatividade. A teoria de relatividade de Einstein foi comprovada na ilha do Príncipe em 1919 no decorrer dum eclipse do sol. O marco ainda existe. A importância é dada a ciência para protecção da própria ilha e não só.
CANECÃO: Um Passatempo de nível [N.R. 65/93]
Trata-se de um documento publicitário convidando os apreciadores a visitarem este recinto de dança que na altura era um dos que se assemelhava as pistas de dança modernos…
Teatro Santomense: A Boda de Prata Musical [N.R. 59/93]
O teatro santomense é idêntico a outros teatros do continente africano composto de diferentes peças que formam o conjunto alegórico de diversões muito frequentes por ocasião da Quaresma. Não é fácil até então preservar esta manifestação cultural em desuso. È o dramaturgo Ayres Veríssimo Major que se presta através da Direcção de Cultura esta manifestação folclórica.
15 Dias de Regresso ou Viagem a Minha terra [N.R. 62/93]
A escritora santomense Olinda Beja é uma Luso-Santomense que tem experimentado fazer a ligação entre a terra do seu pai europeu e terra de sua mãe produzindo obras que vão desde poesia até crónicas. O livro 15 dias de Regresso espelha o estilo duma crónica quase igual a da crónica de Almeida Garret, Viagens a minha terra.
Baladas do Amor ao vento; livro de Paulina Chiziane [Noticias 66/93]
Trata-se de uma escritora Moçambicana que compara o mundo como a mulher que tem aquele centro vaginal que produz seres humanos, e este centro ~e tão vermelho como o centro do mundo.
O Santomense no Reino do Livro e da Leitura [Batê Mon n 4]
Numa perspectiva comparativa do perfil do escritor que necessariamente pensa-se que seja um orador, sem se conhecer o rosto deste através dos seus escritos, o autor aproveita a oportunidade para tecer considerações sobre a vida literária santomense, as bibliotecas, os hábitos de leitura, dentre outros...
Rufino Espírito Santo: O preço da Palavra [Batê Mom Nº 0/94]
Baseada numa palavra qualquer que pode ser consultada num dicionário o escritor Rufino pretende dar a importância ao amor que pode existir num dicionário ou não. O que é certo é que a palavra que se confiou na ocasião de que o livro foi escrito desapareceu fatalmente do dicionário.
Peneta: Sacramento Neto, Padre e Escritor [Notícias 1993]
Fidelidade e igreja são os maiores destaques do autor e padre.
Peneta na língua local significa planeta ou destino que nasce com cada ser humano. Neste livro o escritor Sacramento Neto
Perdoa uma mulher que na necessidade de dar o seu marido um filho comete adultério.
Pagá Ngunú: Da crioulização à Literatura [Notícias 1993]
O notável surto que, nos últimos anos, assinalou o estudo das chamadas línguas crioulas ressaltou de dois factores: um externo, sócio-histórico, e outro interno propriamente linguistico. Quando o Holandês Dirk Christian Hesseling em 1934 estudou o crioulo das ilhas Malaio-Polinésias das Índias Orientais, ele entendeu este surto como um símbolo de procura e conquista de identidade político-cultural dos povos. Ele viu a questão linguisticamente como tendo um longo ou curto percurso que vai de pidginização, crioulização até a fase mais avançada que é a descreoulização. Este ensaio analisa o poema de Amadeu Quintas da Graça, um escritor em língua nacional etno-cultural, que retracta duas fases da evolução das sociedades crioulas.
Da Nacionalidade à Santomensidade [Nova República 1993]
Trata-se de análise de um assunto bastante polémico como a nacionalidade no âmbito jurídico e cultural. Todo o cidadão do mundo tem o direito de submeter-se a nacionalidade que quiser. Entretanto ao assumir essa nacionalidade presume-se estar pelo menos tacitamente obrigado aos deveres e direitos de ser um nacional da referida nação. Foi este Artigo que esteve na base da publicação do livro SANTOMENSIDADE.
20 DE JANEIRO: A ESTAMPA TRÍPLICE DA MEMÓRIA [Jornal Correio da Semana 2008]
Ao comemorar-se o 20 de Janeiro, dia do nascimento do escritor santomense Francisco Tenreiro, que conheceu a luz do dia em 1921 e faleceu em 1963, surgiu um momento singular para se assinalar vários outros eventos que ocorreram nesta da de 20 de Janeiro em vários outros anos. Foi um momento para se destacar a importância da memória
DO MACHADO DE GUERRA À FLECHA DE DEUS [A Paz Necessária Procura-se] Correio da Semana 2008
Após um guerra política desenfreada entre os diferentes partido políticos e mesmo o mais alto orgão da soberania, o Presiedente da República, que resultou na queda do então Primeiro Ministro Patrice Trovoada, o Presidente Fradique de Menezes pede que todos os santomenses enterrem as frívolas e as catapultas. “Que enterremos o Machado de Geurra” disse . Trata-se de uma nálise cron´lógica dos diversos acontecimentos que marcaram a existência do Estado democrático santomense.
DO INTELECTUAL À INTELECTUALIDADE [Correio da Semana 2008]
Numa resposta ao confronto que se vive entre o saber e o ter, entre o fazer e o ser, surge uma tentativa de definição do tão polémico tema que é; “O Intelectual” como se o mundo fosse exclusivamente feito só de intelectuais, ou por outro, se o mundo pudesse sobreviver sem intelectuais. Foi um momento para se destacar a intlectualidade africana em diferentes épocas.
A ILHA DO PRÍNCIPE ENTRE A FÍSICA E A MATEMÁTICA [Correio da Semana 2009]
Ao comemorar-se os noventa anos da obssrvação de um Eclipse do Sol ocorrido em 29 de Maio de 1919 na Roça sundy, conforme previsto mediante o teste da Teoria de relatividade de Einstein, assim como ao celebrar-se também os 400 anos da observação telescópica de Galileu Galilei, a Ilha do Príncipe passa a ser o ponto central das festividades, ligando este frenesim até a cidade de Sobral no Brasil, onde ocorreu também em 1919 no mesmo dia o teste e a observação telescópica.
REPUBLICA DEMOCRATICA DE SAO TOME E PRINCIPE
AFRICA
Francisco Costa Alegre
E-mail:phakxiquo@hotmail.com.