NO HAITI, UMA AMOSTRA, A NATUREZA FEZ O MUNDO OUVIR. Por Nelson Vieira de Souza*
BRASIL - Mato Grosso do Sul: Como somos impotentes diante de certos acontecimentos, e vejam que estamos no século XXI, cheio de parafernálias, mesmo quando já existentes fatos históricos, em determinados locais, provocados pelo homem ou não, que podem dar uma dimensão hipotética do que gerou ou poderá gerar.
No Haiti é do conhecimento de todos que predominava o caos e, faz muitos anos. Um país com perspectivas difíceis referente ao desenvolvimento a curto e médio prazo, devido o atraso reinante antes da calamidade que assolou o território haitiano, o terremoto. E, bem, agora então!
Os olhos do mundo se voltaram para o Haiti em face da catástrofe de origem natural, mas ela está inserida há décadas na região. Os haitianos estão calejados pelos dissabores decorrentes de transtornos de toda ordem no país, uma situação deplorável.
Como querer o progresso do país, onde impera a desordem, a violência, a falta de comando, a corrupção e falta de esperança por dias melhores, num exercício diário pela manutenção da vida, onde quem pode mais chora menos.
Eis que, de repente a força da natureza, ímpar, descomunal marca presença no combalido Haiti, independente da vontade de quem quer que seja dos mortais, e surge para dar um basta nas agruras, como um alerta. Infelizmente com prejuízos irreversíveis, principalmente no tocante a perda de vidas humanas.
No caso do Haiti ter a primazia de chegar ao fundo do poço não é recente, ocorre que o tremor de terra proporcionará uma reconstrução antecipada do país, anseio do povo, que cremos pautados na disciplina e hierarquia. A mudança a partir da ajuda maciça de paises desenvolvidos e emergentes, integrantes da ONU, alguns em franca colaboração, vendo de perto as reais necessidades daquela nação.
A história relata que os povos tendem a união sempre que há problemas graves relacionados à demanda pela sobrevivência. As diferenças são momentaneamente esquecidas e afloram a solidariedade, oriundas de diferentes pontos do planeta.
Será que urge alguns “abalos sísmicos” para despertar povos em estado de entorpecimento?
Sem pessimismos, ontem foi no Haiti e amanhã será onde? No Haiti, uma a amostra, a natureza fez o mundo ouvir.
Nelson Vieira de Souza*, PPdM.br: http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=1275
Publicación: 04-02-2010
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