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    João 
    Videira Santos 


    sou

    num tacto,
    num afecto,
    numa história...

    ...sou o acto,
    o tecto,
    a glória...

    ...sou o romance,
    a ideia,
    o transe,
    a teia...

    ...sou quem era,
    quem embalou,
    quem quisera,
    sou quem sou.

    =============

    [hay] tristezas

    hay tristezas
    como voces,
    silenciosamente mudas,
    como humo
    ante los ojos...

    hay tristezas
    como abismos,
    cataratas de lloros,
    sin fórmulas
    o recetas de alegría...

    hay tistezas y tristezas...

    unas, que se dicen por palabras,
    otras, que sangran como recuerdos,
    adoloridas,
    angustiantes.

    =============

    preciso ter eco

    preciso ter eco...

    ...do meu grito,
    do meu berro,
    do relampejar aflito,
    onde me desterro...

    preciso ter eco...

    ...sentir-me longe,
    esquecer que peco,
    que sofro e amo,
    que chóro
    e me derramo...


    biografia:

    João Videira Santos
    , nasceu em Lisboa, Portugal.
    Desenvolve a sua criatividade na poesia, nas artes plásticas e na musica.
    Alguns dos jovens interpretes da canção Portuguesa dos anos 60 e 70, interpretaram composições de sua autoria, tendo algumas delas edição internacional.
    Colaborou com diversos programas de rádio em Portugal e no estrangeiro, escrevendo poesia, crónicas e textos de opinião.
    A sua poesia encontra-se publicada em jornais, revistas e páginas da web.
    Tem editados dois livros de poesia.
    'Meio tom' - Janeiro de 1971 - Edição Autor / Lisboa / Portugal e 'Esquinas do tempo' - Março de 2005 - Edição Thesaurus / Brasilia / Brasil.
    No campo das artes plásticas, participou em diversas exposições colectivas e individuais.
    Em 1969 os leitores da revista 'Plateia' consideram-no uma das figuras mais conhecidas da rádio e em 1974 a revista 'Rádio & Televisão' elege-o como um dos valores da poesia.
    Em 2004 e 2005 foi distinguido pelo Artmajeur com o 'Silver Award'
    Foi fundador e membro das primeiras direcções da Apoiarte / Casa do Artista, em Lisboa.
    Alguns dos seus trabalhos de pintura fazem parte de colecções particulares em Portugal, Espanha, frança, Roménia e Brasil.

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