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    Arlete Piedade 
    [Cónsul - Santarém] 


    Amazónia - Pulmão verde e rubro

    És verde e rubro, o pulmão deste planeta azul e branco
    Verde das florestas em extensão, rubro das queimadas
    Estendendo longos dedos negros em direcção ao flanco
    Da mãe ignorada pelos filhos de quem devia ser amada

    Noutros tempos eras verde, azul, claro, limpo e puro
    No teu seio criavas belos seres, de alma transparente
    Um belo e imponente rio atravessava teu corpo e juro...
    eras a mais preciosa jóia deste planeta de alma doente

    Mas os homens de distantes terras, foram chegando
    De teu sadio, fértil, bravio e belo corpo se apossando
    Para seu deleite, prazer, sendo a riqueza fácil, o tema
    Teus tesouros foram furtando, teus rios conspurcando
    Teus habitantes foram corrempendo, mulheres violando
    Ainda será tempo de te salvar, sendo esse nosso lema?

    Arlete Piedade
    06/02/2006


    Enfermeiras

    Essas meninas, umas guerreiras decididas
    Que fazem de suas vidas, elevada missão
    Suas horas são generosamente concedidas
    Para serviço de outros, exemplar dedicação

    Talvez os seus filhos esperem por carinhos
    E o marido, apaixonado, reclame por amor
    Escolhendo o mais espinhoso dos caminhos
    Incansáveis ajudam, acorrem, debelam a dor

    Nobre vocação ajudando doentes debilitados
    Com paciência, tolerância e sorrisos delicados
    Seus gestos, carinhos, expressões afectuosas

    São assim as modernas seguidoras admiradas
    De sofridas almas, que nas batalhas veneradas
    Sempre ficarão na galeria das mais valorosas...

    Arlete Piedade
    11/02/2006


    Escultura

    Como uma escultura delicada
    Colocaste em minhas mãos...
    Tua solido... fragilidade...
    Voltaste á minha vida...
    Para saciares tua necessidade...

    Como um sedento de amor...
    Faminto de afecto e carinho...
    Vieste á minha presença...
    Procurando teu caminho

    Como delicada escultura...
    Ainda por terminar...
    Qual cera ou vidro quente...
    Para eu moldar...

    Serei a artesã...
    talvez a artista...
    Mas tenho tanto medo...

    Que a frágil escultura
    Em minhas mãos...
    Não resista...

    Arlete Piedade
    01/06/2004


    biografia:

    Arlete Piedade
    , nascida a 19 de Junho de 1956, numa pequena
    aldeia do distrito de Santarém, Portugal, onde passou a sua
    infância, até vir estudar para Santarém onde fez o curso da escola
    secundária, e iniciou a sua vida profissional numa seguradora
    com a idade de 17 anos incompletos.

    Em 1980 por motivos de ordem pessoal, passa a residir e trabalhar
    na zona de Lisboa, onde se manteve até 1994, ano em que regressa
    a Santarém para cuidar dos negócios da família.Já na infância e adolescência se manifestava o seu interesse pela
    leitura e escrita, mas com a entrada na idade adulta e o início das
    responsabilidades familiares, apenas na leitura se refugiava por vezes
    para viver em fantasia realidades alternativas á vida monótona do dia
    a dia de uma grande cidade.

    Com a volta a Santarém e os filhos já crescidos, continua a refugiar-se
    na leitura até que é incentivada a escrever por amigos e assim volta
    a manifestar-se o seu interesse pela escrita.

    Tem diversos poemas versando em especial o universo das emoções
    e sentimentos e também crónicas, publicados em sites e grupos da
    Internet.

    Em breve será publicada a Antologia Poética, 'Dois Povos Um Destino',
    pela editora Abrali, através do grupo Ecos da Poesia, onde terá a sua
    primeira oportunidade de publicar as suas poesias em livro e que será
    lançada no mês de Abril de 2006 em várias cidades do Brasil e em
    Junho de 2006 em Lisboa - Portugal.

    fadadasletras@yahoo.com.br

    Violeta Boncheva
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