Drika
Duarte
Chegança
O sol desfolha as vestes da agonia Derramando raios de luz e de bonança Sobre a voz que o egoísmo alcança O enorme clarão resgata o ser que se desvia
Sonhando além, a majestosa luz perpassa Sombras, trevas e a tortuosa dor que esvoaça Em doces caminhos que a gentileza planta Para florescer o som etéreo que a paz canta
Ao pé do ouvido de uma linda criança Que retorna ao ventre e anuncia a chegança De um universo imerso em benfeitoria
E os astros todos entoam a canção Da vida e do amor crescendo em cada mão Que distribui a fé de um mundo em melhoria.
DRIKA DUARTE --------------------------
Música para teu canto
Acaso já percebeste Que a dança quando flutua Baila nos olhos dos seres A imensidão da lua?
Talvez algo pareça Aquilo que não aparece E quanto mais a música cresça As estrelas todas descem
Caso tu queiras ouvir A canção primordialmente linda Olha para dentro de ti Escuta a corda que nunca cala Vibrando um bem-te-vi Dentro da tua alma
Durante a noite a rasga-mortalha Grasnou inúmeras vezes na minha janela Ignorei o grasno que a morte guarda E imaginei que tu cantavas para ela
Ela ouvindo teu canto Desistiu de me levar para as trevas E me disse que uma espécie de santo Alegrou a alma dela
Quando acordei ainda viva Brindei a minha felicidade De poder escutar teu canto Por toda a eternidade.
DRIKA DUARTE -----------------------------
Trajetória de almas
Fui talvez noutra vida O olhar que te perturbava A canção consumida Pela mão que te faltava
Fui talvez um dia triste E o caminho nebuloso Fui a lágrima que sentiste O coração doloroso
E vim cá neste mundo Ser teu amparo de veludo Refazei-me dos defeitos Redimir-me dos maus feitos
Trouxe o dia que te acalma Trouxe o sol para tua alma Dei-te a água que te lava Dei-te o lenço que te salva
Sou a voz que te oferece A música que te apetece Sou a luz que alumia Os olhos da tua alegria
Ainda assim me ignoras Acaso sabe a tua memória? Acaso lembras o pesar das horas O que te fiz noutra trajetória?
Às vezes esqueço o passado Pois corre rápido nosso horário E se tudo parece contrário Por que sempre estou ao teu lado?
Quero ainda nesta procissão Ser tua rosa numa noite de verão Pois se um dia eu fui tua perdição Hoje serei a lua da tua salvação
DRIKA DUARTE -----------------------------
Estes poemas fazem parte do meu primeiro livro intitulado ALMAS BRANCAS. Para adquirir o livro entre em contato pelo email: almasbrancas.drikaduarte@gmail.com
biografia: Drika Duarte Nasci no Brasil na cidade de Natal-RN em 28/11/1985. Acabei de lançar meu primeiro livro de poesias intitulado ALMAS BRANCAS. Faço parte do grupo poético-musical ELEGIA E SEUS AFLUENTES - para conheçer um pouco do trabalho do grupo acesse: http://www.myspace.com/elegiaafluentes ...
Para conheçer um pouco mais do meu trabalho acesse:
http://drikaduarte.blogspot.com/
almasbrancas.drikaduarte@gmail.com
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