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    Drika 
    Duarte 


    Chegança

    O sol desfolha as vestes da agonia
    Derramando raios de luz e de bonança
    Sobre a voz que o egoísmo alcança
    O enorme clarão resgata o ser que se desvia

    Sonhando além, a majestosa luz perpassa
    Sombras, trevas e a tortuosa dor que esvoaça
    Em doces caminhos que a gentileza planta
    Para florescer o som etéreo que a paz canta

    Ao pé do ouvido de uma linda criança
    Que retorna ao ventre e anuncia a chegança
    De um universo imerso em benfeitoria

    E os astros todos entoam a canção
    Da vida e do amor crescendo em cada mão
    Que distribui a fé de um mundo em melhoria.

    DRIKA DUARTE
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    Música para teu canto

    Acaso já percebeste
    Que a dança quando flutua
    Baila nos olhos dos seres
    A imensidão da lua?

    Talvez algo pareça
    Aquilo que não aparece
    E quanto mais a música cresça
    As estrelas todas descem

    Caso tu queiras ouvir
    A canção primordialmente linda
    Olha para dentro de ti
    Escuta a corda que nunca cala
    Vibrando um bem-te-vi
    Dentro da tua alma

    Durante a noite a rasga-mortalha
    Grasnou inúmeras vezes na minha janela
    Ignorei o grasno que a morte guarda
    E imaginei que tu cantavas para ela

    Ela ouvindo teu canto
    Desistiu de me levar para as trevas
    E me disse que uma espécie de santo
    Alegrou a alma dela

    Quando acordei ainda viva
    Brindei a minha felicidade
    De poder escutar teu canto
    Por toda a eternidade.

    DRIKA DUARTE
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    Trajetória de almas

    Fui talvez noutra vida
    O olhar que te perturbava
    A canção consumida
    Pela mão que te faltava

    Fui talvez um dia triste
    E o caminho nebuloso
    Fui a lágrima que sentiste
    O coração doloroso

    E vim cá neste mundo
    Ser teu amparo de veludo
    Refazei-me dos defeitos
    Redimir-me dos maus feitos

    Trouxe o dia que te acalma
    Trouxe o sol para tua alma
    Dei-te a água que te lava
    Dei-te o lenço que te salva

    Sou a voz que te oferece
    A música que te apetece
    Sou a luz que alumia
    Os olhos da tua alegria

    Ainda assim me ignoras
    Acaso sabe a tua memória?
    Acaso lembras o pesar das horas
    O que te fiz noutra trajetória?

    Às vezes esqueço o passado
    Pois corre rápido nosso horário
    E se tudo parece contrário
    Por que sempre estou ao teu lado?

    Quero ainda nesta procissão
    Ser tua rosa numa noite de verão
    Pois se um dia eu fui tua perdição
    Hoje serei a lua da tua salvação

    DRIKA DUARTE
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    Estes poemas fazem parte do meu primeiro livro intitulado ALMAS BRANCAS. Para adquirir o livro entre em contato pelo email: almasbrancas.drikaduarte@gmail.com

    biografia:
    Drika Duarte

    Nasci no Brasil na cidade de Natal-RN em 28/11/1985. Acabei de lançar meu primeiro livro de poesias intitulado ALMAS BRANCAS. Faço parte do grupo poético-musical ELEGIA E SEUS AFLUENTES - para conheçer um pouco do trabalho do grupo acesse:
    http://www.myspace.com/elegiaafluentes ...

    Para conheçer um pouco mais do meu trabalho acesse:

    http://drikaduarte.blogspot.com/

    almasbrancas.drikaduarte@gmail.com

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