María de Fatima
Mota Moraes
Por quem os sinos dobram? Por quem os sinos dobram? Por uma justiça inoperante que não protege o cidadão por uma nação sem governantes que faz da democracia uma grande decepção. Os direitos esquecidos a justiça se faz cega o ser humano empobrece e o sino anuncia ao som da ave-maria que morreu um cidadão com os direitos violados não teve a compaixão na fila do hospital pois apanhou de um ladrão que foi pego roubando pra sua filha o pão. E a justiça o que fez? e a política uma vez falou em cidadania pregou a democracia esqueceu sua lição escreveu a matemática esquecendo o povão. Alguém gritou: A justiça morreu de morte matada a danada já foi tarde o grito das minorias enterraram com a esperança.
FATIMA MOTA
Desenhando Um risco no papel Uma nuvem no céu Uma árvore na floresta Uma pipa voa ao léu.
Desenhando o arco-íris Pondo as cores onde quero Invento meus personagens Nada pra mim é mistério.
O macaquinho saltita O João-de-barro trabalha Passarinho faz seu ninho Papagaio também fala.
As nuvens que viram mar Tem um peixinho a nadar Flores perfumam o ar As árvores a balançar.
Coelhos, onças, pardais Cotovias a cantar Uma raposa se esconde Para a galinha pegar.
Coloridos pelo giz Onça, tigre, elefante Que no papel ganha vida Com sua tromba gigante.
Olha a encrenca do elefante Resolve se refrescar Faz chuveirinho com a tromba E começa a espirrar.
O esguicho do elefante É um espirro gigante Que o papel vai molhar E a minha bicharada Logo vai apagar.
18/01/2008 FATIMA MOTA
DIVAGANDO Quando o desejo de abraçar-te estiver saciado A isso chamarei de UTOPIA.
Quando deitar-me em teu regaço e adormecer no teu braço tornar-se realidade A isso chamarei de SONHO.
Quando a tua imagem tornar-se vívida e confundir-se com o meu abraço A isso chamarei de MAGIA.
Se a saudade me faz companheira e meus olhos choram uma lágrima de despedida A isso eu chamei REALIDADE.
FMott@- 2001
biografia: MARIA DE FATIMA MOTA MORAES
EU [poético]
Às vezes não permaneço, passo outras tropeço e fracasso mas nunca passo em branco deixo meu rastro em tudo que faço. Escrevo por prazer
leio para conhecer viajo para entender trabalho para sobreviver ganho por merecer. Família e amigos para amar alguns para segredar outros para conversar muitos para passear. Sou poeta e arteira não deixo em branco eu faço nas entrelinhas escrevo minha história onde passo.
EU [físico] MARIA DE FATIMA MOTA MORAES LOPES, escritora, poetisa, artista plástica, professora. Nasci em Fortaleza- CE, em 16 de maio de 1957. Muito cedo vim morar no Rio Grande do Norte. Apodiense de coração [ onde passei minha adolescência], Natalense por adoção [ onde construí minha vida adulta]. Sou professora por vocação, ensino crianças que são a minha grande paixão. Especialista em Gestão Escolar pela UNP-RN, Graduada em Artes Plásticas - UFRN, Bacharel em Serviço Social - UFRN. Projetos: publicar os livros ainda sob a forma de rascunhos no PC. Atualmente publico meus textos nos seguintes endereços: www.recantodasletras.com.br www.usinasdaspalavras.com http://fatimarteira.blogspot.com
fa.arteira@hotmail.com
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