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    Sonia 
    Nogueira 


    *O Poder da Palavra *

    É à força de expressão sem igual
    Está na mão escrita em extensão
    Na mente que cria em comunhão
    Difusão em lavras lavoura universal

    Dei-te a palavra sem receio
    Usa-a com direito e liberdade
    Saber usá-la como prioridade
    É um dever, um direito sem rodeio.

    Brota da alma sonho ou irreal
    Mesmo na linguagem das mãos
    Tem ela o poder da comunicação
    Perdoa odeia ama com o mesmo ideal

    Como contê-la se dela sou cativa
    Uso abuso é domínio e me domina
    Centenas desperdiçadas são ferinas
    Quando bem postadas me fascina

    No livro no jornal na platéia que anima
    No intelectual no desprovido que é sina
    Na boca do poeta no orador da esquina
    No conquistador é a força que o domina

    Seja a palavra no campo de batalha
    O eco que espalha sobre a terra
    O domínio, o corte sem navalha
    Do caos que balouça incauta guerra

    Faço da palavra meu sustento
    O adubo que fertiliza a mente
    O poder que ao vento é contento
    Na divulgação da arte meu alento

    O Amor e a Arte

    Na arte meu coração se embevece
    Cria na tela a imagem ao longe
    Como se o estático que desfalece
    Fosse miragem não realidade fonte

    Os artistas na arte que representa
    Entregam-se na criação vida plena
    Sofre, ama, odeia, sofre a lenda
    Volta à realidade encontra-se na cena

    A arte de poetar mesmo fingindo a dor
    Desenhado nas fartas palavras o amor
    Dissimulando o sofrimento na desventura
    Requer uma gota do sentir na árdua ventura

    Amor e arte caminham de mãos dadas
    Um sente outro representa a caminhada

    Nas Águas Cristalinas

    Nas águas claras, cristalinas mirei...
    O Olhar revelava a limpidez da alma
    Nos raios luminosos da pupila indaguei
    Aonde encontrar outro olhar que acalma!

    No pecúlio que o tempo é provedor
    Acúmulo de previsões e conquistas
    O amor é primogênito distensor
    É prioridade, campo vasto protetor:

    É como uma fonte d’água estagnada
    Límpida, clara, eterna infinita iluminda
    Porém impureza se a ela destinada
    Esfacela-se, se fragmenta anuviada

    Debruço-me aqui nesta contemplação
    Coração clamando pelo teu olhar
    Que chegue aqui com a mesma emoção
    A mesma claridade o mesmo palpitar

    Lá vi o mundo das glórias em conflitos
    A degradação do planeta reinando
    A lágrima da terra sufocando aos gritos
    Muitos corações silenciosos clamando



    BIOGRAFIA:
    Sonia Nogueira

    Moro em Fortaleza, Brasil, graduada em História,
    Estudos Sociais, pós-graduada [especialização] em
    Planejamento Educacional. Tenho a arte literária
    como a fonte da sabedoria, da palavra que alimenta
    sacia, engrandece ou aniquila com a força do
    seu poder Universal. Sou educadora e acredito na
    Educação como a fonte sustentáculo dos lares,
    adubando a semente que germinará em cada etapa
    própria ao seu desenvolvimento.


    sogueira@yahoo.com.br

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