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    Amália Clélia Klopper [Meg Klopper] 
    [Cônsul - Z-C-Niterói-RJ] 


    É NOITE...

    A noite nascia, findo o crespúsculo, alforria!
    Embalsamada era a tarde por estros de fantasia
    Expressão de amor, sentimento puro que inebria
    Salve musas, pórticos, odes e mágica poesia!

    Véu que esconde a noite, de soslaio encapuzada
    Entoa o som de harpas, cordoalha de inspiração
    Vaga por caminhos diversos, empoeirada e cansada
    É isso, estamos a sós eu, o tempo e a solidão.

    Falamos de vento, de brisa, de lua e de mar
    Exaltamos à natureza, relva, folha seca, raiz
    Como o bailar de ÉVORA que, de pés desnudos,
    Em meio a lama mole da terra, dança feliz

    Acendam as luzes, a noite chegou erma lá fora
    No palco das letras, ouço coro de recém-nascido
    Na escuridão surgem estrelas livres e reluzentes

    A lua cheia, cândida órbita, cio dos animais contentes
    Na madrugada, mostre o seu rosto desconhecido
    Salve Jorge! Mate o dragão, cavalheiro destemido!

    -----------------------------

    Boa noite, Mundo!

    Serenamente num banco de praça sentei.
    Fiquei entretida com meu pensar a divagar
    Caminhei por lugares diversos, infindos
    Que minha emoção podia sentir
    Mas meu pensamento conseguia alcançar;

    Vi o tempo que havia passado
    E aquele que ainda iria chegar.
    Lembrei das emoções que vivi,
    dos sonhos que sonhei
    Dos lugares por onde andei..

    Agradeci aquele momento,
    A oportunidade do nascimento
    Senti o perfume e os odores
    Dos que me trouxeram alegria
    E dos que me trouxeram tormento.

    Enfim, paisagens fincadas em nosso eu
    No eu do nosso espírito que transcende, caminha...
    É errante... prova diversos sabores e muitos amores
    Nascemos, crescemos, eoluimos e retornamos
    para a natureza que nos criou...

    A natureza, um dia, nos devolverá e voltaremos à vida
    Aprenderemos um pouco mais e, quem sabe,
    Poderemos voltar como flores perfumadas
    Para encantar os olhos de todos os seres
    E perfumar a vida de quem ainda renascerá.

    Em meio a uma paisagem silente
    Nada tinha viço de vida, apesar de muita gente...
    Ninguem prestava atenção à beleza a sua frente
    Grandes e pequenas criaturas, aqui e acolá
    Caminhavam rápidas para algum lugar

    Olhei para frente e vislumbrei o crepúsculo,
    Onde as luzes dos cômodos do céu estavam se apagando
    Anunciando a chegada da noite
    em que um tapete de estrelas
    era estendido diante de meus olhos já despertos.
    Encantada, voltei para casa e disse baixinho: Boa noite, mundo!

    ----------------------------

    Vívida flor cor-de-rosa
    Banhada pelo orvalho cálido e fresco.
    Abra suas pétalas e encante o ar com seu puro aroma.

    Na natureza, como pderosa figura,
    Espante as coisas feias das criaturas,
    Erga-se majestosa, caliente, segura.
    Mostre-nos que a mão de Deus te fez tão pura.

    No sobressalto desses dias
    Queria ser uma flor
    Para que quando todos me tocassem
    Eu pudesse passar amor.

    Quando penso nas amarguras,
    Recolho-me e fico contente,
    Sabendo que o que eu tenho agora
    Não é nada, diante do sofrimento pungente
    que assalta trazendo dor para toda gente.
    Não quero mais felicidade
    Nem transformar meus dias num auge de fulgor
    Quero apenas andar meu caminho
    Não tocando rosas com espinho
    Não pisando em falso no chão.
    Mas o de me transformar em algo belo
    De beleza e lealdade, de alegria para muitos,
    De consolo para alguns ...

    Quero ter a certeza honrosa
    De que num campo vasto e límpido
    Poderei me alojar um dia
    Transformando minha vida em prosa
    Como aquela cor-de-rosa,
    que nos representa tanto amor
    Que nos meus cainhos a vi
    E que todos chamavam de FLOR

    biografia:

    AMÁLIA CLELIA KLOPPER
    é secretária, atuou muitos anos na área administrativa de empresas multinacionais, liderando equipes e implantando sistemas organizacionais, face aos diversos cursos de especialização feitos ao longo do tempo. É poeta, cronista espírita, pesquisadora de diversos assuntos por hobby, cantora e, as vezes, toca um pouco de violão. Nasceu a 03-05-1960 e passou a infância em São Gonçalo, municipio do Estado do Rio de Janeiro, onde fez o primário, cursou o ginásio e em 1977 formou-se no 2º grau como Secretária, Técnica Administrativa e Técnica em Contabilidade. Trabalhou 21 anos em empresas como encarregada administrativa, sub-gerente e, por último, numa empresa alemã como secretária executiva de Diretoria. Reside em Niterói -RJ, desde 1996.
    Durante um longo período fez cursos de canto e cantou, não profissionalmente, em alguns lugares de São Gonçalo e Niterói.
    É uma pessoa calma, tranquila e a maior parte do temp lê e escreve. É estudante do 3º ano Direito [5º período], da Universidade Cândido Mensdes de Niterói. Já foi engajada em partidos políticos apenas como idealista e com a intenção de buscar justiça social, conforme o seu pensamento: 'vivemos num país desigual e numa sociedade excludente'. Aprecia muito filosofia, sociologia e ciências humanas. Possui ensaios de livros que,em breve, serão publicados.
    Mais um de seus Pensamentos: 'Não escrevo para mim, mas para o mundo. Acho que a palavra escrita é como carta que [plagiando Villa Lobos] deixamos à posteriodade sem esperar respostas'.
    Deseja que cada leitor, diante de seus escritos, leia com os olhos da alma e com o entendimento do coração, pois, tanto a alma quanto o coração são sábios e nos encaminham a grande viagem do ser, onde o que pegamos com as mãos é efêmero, mas o que sentimos fica para a eternidade.
    E, finalmente, é mãe do Raphael Klopper, de 9 anos, e tem isso como missão maior e o compromisso mais delicioso de vida.
    Amália Klopper

    acklopper@globo.com

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